Igreja Ortodoxa Russa no Exterior

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Igreja Ortodoxa Russa fora da Rússia
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Catedral Sinodal do Ícone de Nossa Senhora do Signo
Fundador Metropolita Antônio (Khrapovitsky) e outros
Independência 1920
Reconhecimento
Primaz Metropolita Hilarion (Kapral)
Sede Primaz Nova Iorque
Território Global, exceto o território da própria Rússia
Posses América, Europa, Oceania
Língua Eslavo eclesiástico
Adeptos 400 mil[1]
Site Igreja Ortodoxa Russa Fora da Rússia

A Igreja Ortodoxa Russa no Exterior (também conhecida como Igreja Ortodoxa Russa fora da Rússia, em russo: Русская православная церковь заграницей, em inglês: Russian Orthodox Church Outside Russia, e pelas siglas em inglês ROCA e ROCOR) é uma jurisdição semi-autônoma do Patriarcado de Moscou originalmente formada em resposta à política dos Bolcheviques com respeito a religião na União Soviética logo após a Revolução Russa. A ROCOR abrange algumas das antigas dioceses do Patriarcado de Moscou na diáspora russa.

História[editar | editar código-fonte]

A Igreja Ortodoxa Russa no Exterior foi criada nos anos 1920, principalmente por religiosos que escaparam do Império Russo após a revolução bolchevista, mas também por comunidades russas já antes no exterior. Fundando sua canonicidade no Ukaz nº 362 de 20 de novembro de 1920 de São Ticônio de Moscou (à época, primaz da Igreja Ortodoxa Russa), que dispensou 34 bispos, centenas de presbíteros e milhares de russos ao redor do mundo, abrindo vias para uma administração autônoma da hierarquia fora da Rússia, em reação ao caos institucional paralelo à Guerra Civil Russa. Em 13 de setembro de 1922, o sínodo se reuniu em Sremski Karlovci, na Voivodina, elegendo o Metropolita Antônio (Khrapovitsky), Metropolita de Kiev e Galícia até 1919. A comunhão espiritual desta hierarquia autônoma foi interrompida em 1927, após a declaração de lealdade do Patriarca Sérgio de Moscou ao regime soviético, que exigiu aos bispos fora da Rússia concordância.

Em Moscou, no dia 17 de maio de 2007, na Catedral de Cristo Salvador foi assinada ata sobre restauração da comunhão canônica da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior com a Igreja Ortodoxa Russa. Uma minoria liderada pelo Bispo Agafangel (Pashkovsky), não aceitando a restauração, se separou, criando a Autoridade Eclesial Suprema Provisória.[2]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Após a união de 2007, o Bispo Agafangel (Pashkovsky), recentemente alocado à diocese de Buenos Aires, recusou a união com a Igreja Ortodoxa Russa, formando a Autoridade Eclesial Suprema Provisória e movendo as paróquias remanescentes da ROCOR no Brasil para esta.[2][3] Hoje, a jurisdição conta com o Bispo Dom Gregório Petrenko e igrejas em São Paulo e no Rio de Janeiro.[4] A Paróquia Santa Mártir Zenaide, no Rio de Janeiro, se retirou da Igreja Russa no Exterior e foi recebida pela Igreja Ortodoxa Americana em 1976, retornando em 1998 à Igreja Ortodoxa Russa, na qual hoje se encontra.[5] Não há mais, pois, presença da ROCOR no Brasil.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Primeiros-hierarcas[editar | editar código-fonte]

Referências