Igreja Ortodoxa Polonesa

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Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia
(Patriarcado Polonês)

Fundador São Cirilo e Metódio
Independência 1924, 1951
Reconhecimento 1924
Primaz Metropolita Sawa
Sede Varsóvia
Território  Polónia
Posses  Brasil
Língua Eslavo Eclesiástico, polonês, ucraniano e português
Adeptos 600 mil [1]
Site www.orthodox.pl
Igreja Ortodoxa da Comuna de Białowieża

A Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia, comumente conhecida como Igreja Ortodoxa Polonesa, é uma das Igrejas Autocéfalas Ortodoxas em Plena comunhão com o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A Igreja foi fundada em 1924, para reunir os cristãos ortodoxos de origem polonesa, ucraniana e bielorrussa na parte oriental do país, quando a Polônia reconquistou a independência, depois da Primeira Guerra Mundial.


História[editar | editar código-fonte]

Ainda que a maioria do povo polonês seja católico-romana, alguns cristãos de Rito oriental passaram a residir na área que compõe a atual Polônia, contemporaneamente è época das missões dos Santos Cirilo e Metódio no Século IX.

No Século XIII existiam duas dioceses ortodoxas centralizadas em Chełm e Przemyśl.

Com a União de Brest, em 1596, a maior parte dos fieis ortodoxos submeteu-se à guia espiritual do Papa de Roma, passando a se autodesignarem como greco-católicos. A eles, a Santa Sé permitiu continuar com suas diferentes práticas orientais, incluindo a liturgia em eslavo eclesiástico, o Matrimônio para os padres, e a celebração da Eucaristia sob as duas espécies. A lealdade dos fieis variou com o passar do tempo entre a ortodoxia e os ritos orientais.

A fundação da atual Igreja acontece depois que o Tratado de Riga deixou uma considerável parte do território sob o Império Russo, como parte integrante da Segunda República da Polônia. A ortodoxia era muito difusa nas regiões ocidentais da Bielorrússia e na Volínia ucraniana. A perda da unidade eclesiástica, resultante da perseguição da Igreja Ortodoxa Russa na União Soviética, deixou o clero regional num momento de crise e, em 1924, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla começou a criar as diferentes igrejas autônomas nos territórios dos novos estados que eram oficialmente parte – integral ou parcial – do Império Russo. Em 1927, concede ao Patriarca de Varsóvia o título de "Beatitude".

Durante o período interbélico, porém, as autoridades polacas impuseram severas restrições à Igreja e ao seu clero. O exemplo mais famoso foi a destruição da Catedral de Alexandre Nevsky em Varsóvia. Em Volínia, 190 igrejas ortodoxas foram destruídas e outras 150 foram convertidas em católicas.

Depois da Segunda Guerra Mundial, grande parte dos territórios etnicamente ucranianos e bielorrussos foi anexada à União Soviética, e com eles, 80% das paróquias e dos membros da Igreja Ortodoxa Polonesa, os quais foram reunidos ao recente reestabelecimento do Patriarcado de Moscou. As paróquias remanescentes que se encontram agora sobre o território da República Popular da Polônia permaneceram sob a Igreja Ortodoxa Polaca, compreendia a maior parte daquelas sobre territórios orientais de etnia mista como no entorno de Chełm e Białystok. Em 1948, o Patriarca é deposto e o Patriarcado de Moscou declara a autocefalia da Igreja Ortodoxa Polonesa inválida. Não obstante, seu Santo Sínodo decretou sua própria Autocefalia. Em 1951, os bispos poloneses requerem à Igreja Ortodoxa Russa a nomeação de um novo Metropolita, cargo dado a Makary Oskaniuk, de Lwów. [2]

O Santo Sínodo traduziu e publicou as liturgias de São João Crisóstomo e de São Gregório Magno. Em 2002, seguindo as deliberações dos bispos da Igreja Ortodoxa Polonesa foram canonizados os novos mártires de Chełm e Podlasie, que padeceram perseguições durante a década de 1930.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1989, a Metrópole Ortodoxa de Portugal, Espanha e Todo o Brasil, presidida pelo Metropolita de Lisboa, Dom Gabriel, que rompera com a Ortodoxia Vetero-Calendarista, entra em comunhão com a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia. No ano de 2000, no entanto, com Dom Gabriel já falecido, conflitos de natureza eclesial e disciplinar levam a comunhão a romper-se e a Eparquia do Rio de Janeiro e de Olinda a vincular-se diretamente ao Metropolita de Varsóvia. [3]

No Brasil, a Divina Liturgia foi devidamente traduzida para o português.

Organização[editar | editar código-fonte]

A Igreja está dividida em seis eparquias na Polônia:

Além destas circunscrições eclesiásticas, pertencem à Igreja as seguintes dioceses:

Muitos fieis ainda estão concentrados nas regiões orientais – onde se usa a língua eslava como idioma eclesiástico na liturgia – com consideráveis minorias bielorrussas e ucranianas, num total de 600.000 adeptos. A Igreja é governada por Sua Beatitude, o Metropolita Sawa de Varsóvia. Nos últimos anos, os fieis ortodoxos retornaram à região do Lemko, que é a parte da Eparquia de Przemyśl e Nowy Sącz. Nesta área, a língua liturgia é geralmente o eslavo eclesiástico.


Hierarquia[editar | editar código-fonte]

  • Sawa (Hrycuniak), Metropolita de Varsóvia e de toda a Polônia
  • Simon, Arcebispo de Łódź e Poznań
  • Adam, Arcebispo de Przemyśl e Nowy Sącz
  • Jeremiash, Arcebispo de Breslavia e Stettino
  • Abel, Arcebispo de Lublin e Chełm
  • Chrisóstomo, Arcebispo Ortodoxo do Rio de Janeiro e Olinda
  • Ambrósio, Bispo Ortodoxo do Recife
  • Miron, Bispo de Hajnowka e Bispo Auxiliar para o Exército Polonês
  • Jakub, Bispo de Białystok e Danzica
  • Gregory, Bispo de Bielsk Podlaski
  • George, Bispo de Siemiatycze
  • Paisios, Bispo de Piotrkow

Referências