Plínio, o Velho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Caio Plínio Segundo
Nascimento 23
Como
Morte 79 (56 anos)
Estábia
Nacionalidade Romano
Cidadania Roma Antiga
Ocupação naturalista
Magnum opus Naturalis Historia
Causa da morte Erupção vulcânica

Caio Plínio Segundo (em latim: Gaius Plinius Secundus; Como, 23Estábia, 79), conhecido também como Plínio, o Velho, foi um naturalista romano.[1] Era tio de Plínio, o Jovem.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Escritor, historiador, gramático, administrador e oficial romano. Era filho de um equestre, cavaleiro romano, e da filha do senador Caio Cecílio de "Novum Comum" nascido em Cosme na Cisalpina. Plínio estudou em Roma e ingressou na carreira militar, servindo primeiramente na África e depois assumindo como oficial o comando de uma tropa de cavalaria na Germânia, aos 23 anos. Retornou a Roma para dedicar-se a escrever e estudar Direito. Executou importantes cargos públicos sendo nomeado procurador na Espanha quando Nero ainda era imperador, logo após, no norte da África e na Gália. Era um dos mais ferozes críticos da extravagância, em tudo, desde mesas de uma perna só até usar vários anéis no mesmo dedo.

De todas as suas obras, a única que sobreviveu foi um tratado denominado História Natural, uma imensa compilação composta de 37 volumes, que contém algumas passagens originais sobre o destino do homem na natureza e oferece um excelente panorama da geografia, zoologia e botânica na Antiguidade. Para alguns o maior erudito da história imperial romana e que deixou uma obra considerável e fundamental para o " saber científico" subsequente.

Obra[editar | editar código-fonte]

Autor clássico, no ano de 77 escreveu História Natural, um vasto compêndio das ciências antigas distribuído em trinta e sete volumes,[1] dedicado a Tito Flávio, futuro imperador de Roma. Onde citou o conhecimento científico até o começo do cristianismo, com citação sobre 35 000 fatos úteis. Teria selecionado mais de dois mil livros de 146 autores romanos e 327 estrangeiros, inclusive expor as reservas de "aluminita" da Itália.

Dedicada a Tito, a obra revelava elevado grau de conhecimento enciclopédico, num estilo que varia entre a linguagem corrente e um vocabulário aperfeiçoado. Tratou de várias matérias, como geografia, cosmologia, fisiologia animal e vegetal, medicina, história da arte, mineralogia e outras, tentando reunir todo o conhecimento do mundo antigo. Apesar da falta de precisão de alguns dados técnicos e matemáticos, muitas vezes proveniente das próprias fontes que reproduz, a obra é um dos melhores textos da antiguidade e oferece também importantes dados para a história da arte antiga, tratando-se de ourivesaria, escultura, pintura e arquitetura. Suas descrições detalhadas do mundo antigo contribuíram muitas às gerações seguintes.

Talvez o naturalista mais importante da Antiguidade,[1] afirmava que "a diversidade de copistas, e os seus comparativos graus de habilidade, aumentam consideravelmente os riscos de se perder a semelhança com os originais". E explicava que "as ilustrações são propensas ao engano, especialmente quando é necessário um grande número de tintas para imitar a natureza". Por essas razões, recomendava, os autores devem se "limitar a uma descrição verbal" da natureza.

Morte[editar | editar código-fonte]

Plínio era Almirante da frota de Miseno, próximo a Nápoles. Faleceu nesse cargo enquanto, ao tentar observar, como naturalista, a erupção do vulcão Vesúvio em 79,[1] também tentava salvar os habitantes da costa que fugiam.

Residindo a trinta quilômetros de Pompeia, foi surpreendido pela explosão do vulcão, uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno barco, convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 5 horas da tarde pôs-se a caminho de Pompeia. Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de fumaça fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha Estábia. Na manhã do dia 25, antes das 7 horas da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompeia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases.[1]

A nuvem prosseguiu em direção a Estábia. Os moradores perceberam-na atravessando a baía e tentaram fugir, sem sucesso: os gases vulcânicos fizeram centenas de vítimas, entre elas Plínio, o Velho.[1] O que se sabe de sua vida provém de referências de seu sobrinho Plínio, o Moço. Em carta a Tácito, por exemplo, seu sobrinho salientou o caráter heroico da morte do tio, que quando para lá acorreu como comandante da frota em Messina, seu último cargo público, na tentativa de ajudar os sobreviventes de Pompeia, Herculano e Estábia e, ao mesmo tempo, estudar o fenômeno. Seu trabalho foi, a maior fonte de informações sobre a pintura grega, pois em todas as outras escolas artísticas, as descrições são avaliadas pelas pinturas que chegaram até os dias de hoje, opostamente ao que ocorreu com a grega. Exatamente conhecido como o Velho para diferenciá-lo do seu sobrinho de mesmo nome, chamado de o Moço ou o Jovem.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Beard, Mary Ritter (2015). Spqr - Uma História da Roma Antiga. São Paulo: Planeta. ISBN 978-1631492228 

Referências

  1. a b c d e f Harris Robert; “Pompei”; pp. 53-80-273 a 275 -293; Arnoldo Mondatori Edit.; Milano; (2003); ISBN:88-04-53362-5.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Plínio, o Velho
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Plínio, o Velho