Línguas neoaramaicas

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Neo-aramaico
Aramaico moderno
Distribuição
geográfica:
Iraque, Irã, Israel, Síria, Turquia e diáspora assíria
Classificação
genética
:
Afro-asiática
 Semita
  Semita central
   Semita do noroeste
    Aramaico
     Neo-aramaico
Subdivisões:


As línguas neo-aramaicas, também conhecidas como aramaico moderno, são variantes do aramaico, vernáculos falados desde a Idade Média até os tempos modernos, e que evoluíram dos dialetos do aramaico médio existentes por volta de 1200 d.C. (data convencionada).

O termo não abrange aquelas línguas aramaicas que são utilizadas apenas como idiomas literários, sacros ou clássicos hoje em dia, como por exemplo o aramaico targúmico, o siríaco clássico e o mandeu clássico. Estes idiomas clássicos, no entanto, continuam a exercer influência sobre as línguas neo-aramaicas coloquiais.

De acordo com o SIL Ethnologue, estima-se que existiam cerca de 550.000 falantes nativos dos dialetos neo-aramaicos em 1994. O maior grupo são os sureth, que alguns dividem artificialmente, de acordo com a orientação religiosa, em neo-aramaico assírio (232.300 falantes), neo-aramaico caldeu (206.000 falantes) e o surayt/turoyo (112.000 falantes).

O grupo de línguas neo-aramaicas não é uniforme, e cresceu a partir de bolsões de comunidades que falavam o aramaico e retiveram suas línguas maternas ao longo das mudanças ocorridas pelos séculos. Este contínuo dialetal, logo, é incompleto, e diversas de suas variantes já não existem mais. A inteligibilidade mútua entre as variantes dentro do grupo é limitada aos vizinhos mais próximos. Diversas destas variantes, no entanto, têm características em comum mas que se desenvolveram paralelamente às variantes do aramaico médio e das línguas clássicas.

Ao longo da história do idioma aramaico, uma fronteira dialetal clara que divide as variantes ocidentais e orientais sempre existiu, correndo de maneira transversal pelo deserto sírio, de sudeste a noroeste. O aramaico oriental continuou a ser dominante por toda a história, e todas as variantes clássicas são orientais. Apenas o neo-aramaico ocidental, falado em Maalula e nas aldeias vizinhas, no Anti-Líbano, continua a ser testemunha das variantes ocidentais.

As outras línguas neo-aramaicas são todas variantes orientais, embora com pouca homogeneidade. Dentro do grupo destaca-se o mandeu moderno, que tem pouca inteligibilidade com as outras variantes; é descendente direto do mandeu clássico, que traça suas raízes ao aramaico influenciado pelo persa falado no Império Arsácida. O mandeu moderno é falado por cerca de cem pessoas, principalmente mandeus que vivem em Ahvaz, no Irã.

As outras línguas neo-aramaicas orientais têm mais coisas em comum. Alguns estudiosos chamam este grupo de neo-aramaico central (embora este nome também seja utilizado para outro subgrupo menor) ou neo-aramaico setentrional. Estas línguas podem ser divididas ainda de diversas outras maneiras; por vezes são classificadas por religião, divididas em variantes judaicas e cristãs. Não existe, no entanto, uma inteligibilidade total dentro de cada comunidade religiosa, e por vezes existe mais inteligibilidade entre variantes faladas por diferentes grupos religiosos. Neste ponto, destacam-se as variantes cristãs do extremo noroeste da Mesopotâmia, como o neo-aramaico central (que não é equivalente à classificação citada no início do parágrafo). Este subgrupo, formado pelo turoyo/surayt e o mlahsô, já extinto, ambos influenciados pelo siríaco clássico. Outras variantes, tanto judaicas quanto cristãs, formam o maior subgrupo do neo-aramaico, geralmente chamado de neo-aramaico do nordeste. As variantes cristãs do neo-aramaico do nordeste foram influenciadas pelo siríaco clássico, embora em menor escala do que o neo-aramaico central; as variantes judaicas foram influenciadas pelo aramaico targúmico.

Falantes por dialeto[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Assyrian Neo-Aramaic». Ethnologue: Languages of the World (em inglês). SIL International. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  2. «Bohtan Neo-Aramaic». Ethnologue: Languages of the World (em inglês). SIL International. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  3. «Chaldeian Neo-Aramaic». Ethnologue: Languages of the World (em inglês). SIL International. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
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  5. «Hulaulá». Ethnologue: Languages of the World (em inglês). SIL International. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
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  13. Mutzafi, Hezy (2014). Comparative Lexical Studies in Neo-Mandaic. Studies in Semitic Languages and Linguistics (em inglês) (Leiden - Boston: Brill). p. 3. ISBN 9789004257047. Consultado em 12 de outubro de 2015. 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Poizat, Bruno (2008). Manuel de Soureth (Paris: Geuthner). p. 271. ISBN 9782705338046. 
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  • Oraham, A.J. (1941). Oraham's Dictionary of the stabilized and enriched Assyrian Language and English [S.l.: s.n.] p. 576. 
  • Yildiz, Efrem. (2000). The Aramaic Language and Its Classification (PDF) (em Inglês). Journal of Assyrian Academic Studies 14 (1): 23-44. Visitado em 12 de outubro de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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