Revolução Ucraniana de 2014

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Mudança de Regime Político na Ucrânia em 2014
Parte da(o) Euromaidan
2014-02-21 11-04 Euromaidan in Kiev.jpg
Multidão em Kiev, em 21 de fevereiro, após a assinatura do acordo de paz
Período 18-23 de fevereiro de 2014[1][2][3]
Local Parque Mariinsky e Rua Instytutska, Maidan Nezalejnosti, Kiev, Ucrânia
50° 27′ 00″ N, 30° 31′ 27″ L
Resultado
Causas
  • Pressão russa para pôr um fim à força aos protestos[10]
  • Confrontos durante a marcha dos manifestantes até o parlamento[11]
Objetivos
Características Protestos, tumultos, desobediência civil
Participantes do conflito


Líderes
Arseniy Yatsenyuk
Vitali Klitschko
Oleh Tyahnybok
Petro Poroshenko
Yuriy Lutsenko
Oleksandr Turchynov
Yulia Tymoshenko
Andriy Parubiy
Andriy Sadovyi
Arsen Avakov
Dmytro Yarosh
Ruslana
Viktor Yanukovych
Serhiy Arbuzov
Vitaliy Zakharchenko
Oleksandr Yefremov
Andriy Klyuyev
Hennadiy Kernes
Mikhail Dobkin
Viktor Pshonka
Olena Lukash
Yuriy Boyko
Leonid Kozhara
Dmytro Tabachnyk
Forças
20.000–100.000+ manifestantes 7.000+ tropas do governo[16]
Baixas
Mortes: 69–100[17]
Feridos: 1.100+[18][19]
Presos: 77[20]
Mortes: 16[21]
Feridos: 272[19]
Capturados: 67[22]
Mortes: 102
Feridos: 1221
cifras do Ministério da Saúde (11 de março)[23]

A Revolução Ucraniana de 2014[24][25] se iniciou com os distúrbios civis ocorridos em Kiev, capital da Ucrânia, como parte da série de protestos que ficou conhecida como Euromaidan, contrários ao governo local.[26] O conflito rapidamente se intensificou, levando à queda do governo do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovytch, e a instalação de um novo governo para substitui-lo alguns dias mais tarde.[24] Yanukovytch fugiu para a Rússia,[27] e passou a ser procurado na Ucrânia por ser responsabilizado pela morte de manifestantes.[28] Isto foi imediatamente seguido por uma série de mudanças em rápida sucessão no sistema sócio-político da Ucrânia, incluindo a formação de um novo governo interino, a restauração da constituição anterior e a realização de eleições presidenciais dentro de alguns meses.[24]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Euromaidan

Desde a dissolução da União Soviética, a Ucrânia estava atolada por anos de corrupção, má gestão, falta de crescimento econômico, desvalorização da moeda, e uma incapacidade para assegurar o financiamento de mercados públicos.[29] A partir de 2004, a Ucrânia buscou estabelecer relações mais estreitas com a União Europeia (UE) e a Rússia.[30][31] Entre estas medidas estava um acordo de associação com a União Europeia, o que proporcionaria à Ucrânia recursos condicionais em reformas.[32] Yanukovych por fim, se recusou a assinar o acordo, a pedido da Rússia.[33] Depois disso, Yanukovych assinou um tratado e um empréstimo de bilhões de dólares com a Rússia em vez disso, o que provocou uma agitação civil em Kiev que levou a confrontos violentos com as forças policiais que reprimiu os manifestantes.[34]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de fevereiro, três ministros das Relações Exteriores da União Europeia, Radosław Sikorski da Polônia, Laurent Fabius da França e Frank-Walter Steinmeier da Alemanha, chegaram a Kiev para tentar neutralizar a espiral de violência. Os três chanceleres se reuniram com o presidente Yanukovytch.[35] Na manhã do dia 21 de fevereiro, a presidência da Ucrânia anunciou que havia chegado a um acordo com a oposição após a mediação da União Europeia. O acordo incluiria a formação de um governo de coalizão, eleições antecipadas e retorno da Constituição de 2004.[36][37]

No entanto, na manhã de 22 de fevereiro, opositores tomaram conta do país e ocuparam as principais instituições estabelecidas em Kiev. O presidente Viktor Yanukovych havia viajado para um congresso de deputados e governadores da Ucrânia Oriental e da Crimeia, que estava previsto para acontecer em Kharkiv;[38][39] a oposição acusou Yanukovich de ter fugido de Kiev e querer abandonar seu cargo como presidente, e através de um impeachment, o Verkhovna Rada depôs oficialmente o presidente por "negligência de suas funções",[40] com o voto favorável de 328 dos 450 deputados, mais de dois terços que a Constituição exige para destituição, no entanto, não foi criada uma comissão de inquérito, passo requerido pela Constituição para investigar as razões pela qual se pretendia destitui-lo, o que faz deste ponto de vista constitucional, a "destituição" do presidente seja mais do que questionável;[4] em Kharkiv, Yanukovych denunciou um golpe de Estado.[41] Enquanto isso, o Verkhovna Rada assumiu o controle do país e Oleksandr Turchynov assumiu a coordenação do governo e presidente do parlamento.[42] Turchinov acusou Yanukovych de querer fugir para a Rússia e afirmou que os guardas de fronteira o interceptaram.[38]

Também nesse dia, foi libertada a opositora Yulia Tymoshenko, primeira-ministra após a conclusão da Revolução Laranja em janeiro de 2005 até as eleições presidenciais na Ucrânia em 2010, tendo passado dois anos sob prisão domiciliar em uma clínica por "abuso de poder" na assinatura de contratos gasíferos com a Rússia.[4][40] Tymoshenko anunciou naquela noite em uma cadeira de rodas na Praça da Independência que seria candidata presidencial.[40]

Após a remoção de Yanukovych do poder pela segunda vez em nove anos (a primeira vez como primeiro-ministro), o Congresso dos Deputados e governadores regionais do leste e do sul da Ucrânia apelaram à resistência e acusaram a oposição de não cumprir o acordo de paz firmado em 21 de fevereiro com o presidente deposto.[43] Enquanto isso, o Verkhovna Rada aboliu a lei sobre as línguas minoritárias, que estabelecia que em raions onde um determinado idioma fosse falado por pelo menos 10% da população, essa língua pode adquirir o estatuto de língua oficial; a revogação da lei aprovada em 2012 prejudica os falantes de russo (co-oficial em toda a Ucrânia oriental e meridional, [nb 1] também alguns raions em Kirovogrado, Chernigov, Sumi e Jitomir), húngaro (co-oficial em alguns raions da Transcarpátia) e romeno (co-oficial em alguns raions da Transcarpátia, Chernivtsi e Odessa).[44]

Na manhã de 24 de fevereiro, Vladimir Kurennoy, deputado da Aliança Democrática Ucraniana pela Reforma (UDAR, por sua sigla em ucraniano) afirmou que Yanukovich teria sido preso na Crimeia e estava sendo transferido para Kiev.[45] No entanto, mais tarde naquele dia, o Ministério do Interior emitiu um mandado de prisão contra Yanukovych sob a acusação de "assassinato em massa" durante a rebelião em Kiev.[46]

Em 25 de fevereiro, o Verkhovna Rada decidiu entrar com uma ação contra Yanukovych por crimes contra a humanidade perante o Tribunal Penal Internacional em Haia.[47][48]

Em 26 de fevereiro, o Verkhovna Rada emitiu um mandado de captura internacional contra o ex-presidente Yanukovych e ex-ministro do Interior, Vitaliy Zakharchenko.[49] O parlamento ucraniano adiou para o dia seguinte à eleição do governo interino que irá controlar a situação até a eleição de 25 de maio;[50] o seu presidente Oleksandr Turchynov, por decreto assumiu o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas ucranianas.[50] Além disso, o governo russo reiterou que não reconhece o novo governo em Kiev uma vez que considera Viktor Yanukovich "o único poder legítimo na Ucrânia" e argumenta que "todas as decisões tomadas pelo Rada nos últimos dias levantam sérias dúvidas", pois na Ucrânia "o presidente legítimo foi derrubado por um golpe de Estado".[50]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Após a revolução de 2014, a Rússia recusou-se a reconhecer o novo governo interino, chamando a revolução de um "golpe de Estado" [51] e iniciou uma invasão encoberta da península da Crimeia.[52][53] O recém-nomeado governo interino da Ucrânia assinou o acordo de associação UE e se comprometeu na adoção de reformas em seu sistema judiciário e sistema político, bem como em suas políticas financeiras e econômicas. Os investimentos estrangeiros vieram do Fundo Monetário Internacional, sob a forma de empréstimos no valor de mais de $18 bilhões dependendo das reformas adotadas pela Ucrânia.[54]

A revolução foi seguida por distúrbios pró-russos em algumas regiões do sudeste,[55][56] um impasse com a Rússia sobre a anexação da Crimeia e Sevastopol,[57][58] e uma guerra entre o governo e separatistas no Donbass apoiados pela Rússia.[59][60][61]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Nas províncias de Odesa, Carcóvia, Kherson, Mikolaiv, Zaporiyia, Dnipropetrovsk, Lugansk e Donetsk, e na cidade de Sebastopol.

Referências

  1. «Ukraine: Speaker Oleksandr Turchynov named interim president». BBC News. 23 de fevereiro de 2014 
  2. «Первый день после победы революции. Украина, 23 февраля». Grani.ru. Consultado em 12 de março de 2014 
  3. Geopolitical Weekly. «"The uprising in Kiev has apparently reached its conclusion"». Stratfor. Consultado em 12 de março de 2014 
  4. a b c «La ex primera ministra Timoshenko habla en la plaza de Kiev tras ser liberada». El País. 22 de fevereiro de 2014 
  5. a b «Ukraine: Speaker Oleksandr Turchynov named interim president». BBC News. 23 de fevereiro de 2014 
  6. «На отмену закона о региональных языках на Украине наложат вето». Lenta (em russo). 1 de março de 2014 
  7. «Makhnitsky: Some 50 people to be charged with organizing killings of Ukrainians». Kyiv Post. Consultado em 24 de fevereiro de 2014 
  8. «Monument to soldiers who died liberating Ukraine from Nazis toppled (PHOTOS, VIDEO)». Russia Today. 25 de fevereiro de 2014. Consultado em 25 de fevereiro de 2014 
  9. «First the president, now Lenin: Stunning map reveals 100 statues of Soviet leader have been toppled in Ukraine». Daily Mail. 25 de fevereiro de 2014. Consultado em 25 de maio de 2014 
  10. «Ukraine protests: 14 dead in worst day of violence». Australian Broadcasting Corporation. 19 de fevereiro de 2014. Consultado em 18 de fevereiro de 2014. They moved in hours after Moscow gave Ukraine $2 billion in aid which it had been holding back to demand decisive action to crush the protests. 
  11. «Why is Ukraine in turmoil?». BBC News. 20 de fevereiro de 2014. Consultado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2014 
  12. «МВС переходить на сторону народу». Ukrayinska Pravda. 22 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014 
  13. «Армія залишається вірною народу України – заява». Ukrayinska Pravda. 22 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014 
  14. «К сегодняшнему расстрелу митингующих может иметь отношение подразделение "Альфа" СБУ». Zerkalo Nedeli (em russo). Consultado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2014 
  15. «EuroMaidan ralles in Ukraine». Kyiv Post. 21 de janeiro de 2014 
  16. Entrevista com Bohoslovska. Hromadske TV. 18–19 de fevereiro de 2014
  17. «Ukraine bloodshed: Kiev death toll jumps to 75». RT News. Consultado em 22 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2014 
  18. «МОЗ: З початку сутичок померло 28 людей». Ukrayinska Pravda (em ucraniano). Consultado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2014 
  19. a b «Police advance on EuroMaidan at night after government ultimatum». Kyiv Post. 18 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2014 
  20. «В полоні МВС: затримано 77 активістів, в'язниця загрожує 40 з них». Ukrayinska Pravda. Consultado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2014 
  21. Dassanayake, Dion. «Ukraine protests: Death toll rises as police and protestors clash after truce collapses». Daily Express. Consultado em 12 de março de 2014 
  22. «Police held hostage by protesters in Kiev: interior ministry». Chicago Tribune. 19 de fevereiro de 2014. Consultado em 23 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2014 
  23. «Information about the victims of clashes in the center of Kyiv». Ministério da Saúde. Consultado em 11 de março de 2014. Cópia arquivada em 11 de março de 2014 
  24. a b c McElroy, Damien (23 de fevereiro de 2014). «Ukraine revolution: live – Ukraine's president has disappeared as world awakes to the aftermath of a revolution». The Daily Telegraph 
  25. «Ukraine conflict: Tymoshenko speech ends historic day of revolution». BBC News. 22 de fevereiro de 2014 
    Buckley, Neil e Olearchyk, Roman (22 de fevereiro de 2014). «Yanukovich toppled in new Ukrainian revolution». Financial Times 
  26. «Yanukovych: The man who sparks revolution in Ukraine». Yahoo! News. Agence France-Presse. 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2014 
  27. Myers, Steven Lee. «Ousted Ukrainian Leader, Reappearing in Russia, Says, 'Nobody Deposed Me'». The New York Times. Consultado em 4 de março de 2014 
  28. «Ukraine's Yanukovich wanted for mass murder». Euronews. 24 de fevereiro de 2014. Consultado em 4 de março de 2014 
  29. UAH 1.5 b in budget funds embezzled since year-start, interior minister says, Interfax-Ukraine (18 June 2009)
  30. «Frequently asked questions about Ukraine, the EU's Eastern Partnership and the EU-Ukraine Association Agreement» (PDF). European Union External Action. 24 de Abril de 2015 
  31. Thompson, Mark (12 de Março de 2014). «Soros: Ukraine needs EU Marshall Plan». CNN Money. Cópia arquivada em 16 de março de 2014 
  32. Coy, Peter; Matlack, Carol; Meyer, Henry (27 de fevereiro de 2014). «The New Great Game: Why Ukraine Matters to So Many Other Nations». Bloomberg BusinessWeek 
  33. Kramer, Andrew (15 de dezembro de 2013). «EU suspends trade deal talks with Ukraine». The Boston Globe. Cópia arquivada em 28 de março de 2014 
  34. Smith-Spark, Laura; Gumuchian, Marie-Louise; Magnay, Diana (23 de janeiro de 2014). «Ukraine, Russia sign economic deal despite protests». CNN. Cópia arquivada em 28 de março de 2014 
  35. «Los ministros de Exteriores alemán, francés y polaco se entrevistan en Kiev con el presidente Yanukovich». El Mundo. 20 de fevereiro de 2014 
  36. El País (21 de fevereiro de 2014). «El régimen ucranio intensifica la represión en el día más sangriento» 
  37. RTVE (21 de fevereiro de 2014). «Yanukóvich y la oposición firman un acuerdo para adelantar las elecciones y frenar la violencia» 
  38. a b «El este del país y Crimea no aceptan las decisiones tomadas en la capital». La Voz de Galicia. 23 de fevereiro de 2014 
  39. «Yanukóvich está en Járkov y va a firmar las leyes aprobadas por el Parlamento». Kiev: RIA Novosti. 22 de fevereiro de 2014. La asesora del presidente ucraniano, Anna Guerman, declaró hoy que Víctor Yanukóvich se encuentra en Járkov, en el este del país, y que tiene la intención de promulgar las leyes aprobadas ayer por la Rada Suprema.
    “El presidente se encuentra en un viaje de trabajo en Járkov adonde llegó ayer. Hoy se reunirá con electores y se dirigirá a la nación con un mensaje televisado”, anunció Guerman citada por la agencia ucraniana UNN.
     
  40. a b c «Timoshenko, a los ucranianos: "No tenéis derecho a dejar la plaza hasta que no haya un cambio real"». Madrid: Antena 3. EFE. 23 de fevereiro de 2014 
  41. Agencia Efe/Reuters (22 de fevereiro de 2014). «Yanukóvich, que ha dejado Kiev, denuncia un golpe de Estado». El País 
  42. El Mundo (22 de fevereiro de 2014). «Los opositores ucranianos toman el control ante el vacío de poder» 
  43. «Diputados del Este rusófilo y de Crimea llaman a la resistencia al Maidán» (html) (em espanhol). Faro de Vigo. 23 de fevereiro de 2014 
  44. «Ukraine abolishes law on languages of minorities, including Russian» (em inglês). Russia Beyond The Headlines. Interfax. 23 de fevereiro de 2014 
  45. «Януковича ніби-то заарештували в Криму - депутат» (em ucraniano). TCH. 24 de fevereiro de 2014 
  46. «Yanukovich wanted over mass killings in Ukraine, whereabouts unknown» (em inglês). RT. 24 de fevereiro de 2014 
  47. «Ucrania: Parlamento decide juzgar a Yanukóvich en La Haya» (em espanhol). Radio La Voz de Rusia. 25 de fevereiro de 2014 
  48. «Ucrania enviará a Yanukóvich ante la Corte Penal de La Haya». El Informador. 26 de fevereiro de 2014 
  49. «La Fiscalía ucraniana emite una orden de búsqueda y captura internacional contra Yanukóvich». RT en Español. 26 de fevereiro de 2014 
  50. a b c Mañueco, Rafael M. (26 de fevereiro de 2014). «Rusia sigue considerando a Yanukóvich el presidente legítimo de Ucrania». ABC. ubicación=Kiev 
  51. «Lavrov: If West accepts coup-appointed Kiev govt, it must accept a Russian Crimea — RT News». RT. 30 de março de 2014. Cópia arquivada em 6 de maio de 2014 
  52. Sullivan, Tim (1 de Março de 2014). «Russian troops take over Ukraine's Crimea region». Associated Press. Cópia arquivada em 1 de março de 2014 
  53. Somini Sengupta (15 de março de 2014). «Russia Vetoes U.N. Resolution on Crimea». The New York Times 
  54. Peter Leonard (27 de março de 2014). «IMF offers Ukraine up to $18 billion in loans». Yahoo! News. Cópia arquivada em 28 de março de 2014 
  55. «Ukraine: Pro-Russians storm offices in Donetsk, Luhansk, Kharkiv». BBC News. 7 de Abril de 2014 
  56. «Ukraine crisis: pro-Russian protesters on the march». The Telegraph. 4 de Maio de 2014 
  57. «Russian forces expand control of Crimea». The Washington Post. 3 de Março de 2014 
  58. «Ukraine cries 'robbery' as Russia annexes Crimea». CNN. 18 de Março de 2014 
  59. «Ukraine leader says Russian forces are in the country as key town falls». Reuters. 28 de Agosto de 2014 
  60. Williams, Carol (10 de outubro de 2014). «Russia backing separatists' rival elections in eastern Ukraine». Los Angeles Times 
  61. «Russia-backed separatists seize Donetsk airport in Ukraine». The Guardian. 15 de janeiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]