Grupo Wagner

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Grupo Wagner
Группа Вагнера
Participante na Guerra Civil na Síria, Guerra civil no leste da Ucrânia, Segunda Guerra Civil Líbia, e Invasão da Ucrânia
Símbolo ("Patch") usado por membros do Grupo Wagner.
Datas 2014-presente
Organização
Líder Yevgeny Prigozhin (dono da companhia)

Dmitriy "Wagner" Valeryevich Utkin (comandante militar)

Efetivos 250 (2014)[1]
1.000 (2016)[2]
6.000 (2017)[3]
8.000 (Abril de 2022)[4]
Relação com outros grupos
Aliados  Rússia
Síria Síria
Sudão
Donetsk People's Republic flag.png República Popular de Donetsk
Flag of the Luhansk People's Republic.svg República Popular de Lugansk
Irã Irão
 Venezuela (governo de Nicolás Maduro)[5]
Flag of Libya.svg Exército Nacional Líbio
 Moçambique
República Centro-Africana
 Malásia
Inimigos  Ucrânia
Flag of Syria (1930–1958, 1961–1963).svg Exército Livre da Síria
Flag of the Islamic State of Iraq and the Levant2.svg Estado Islâmico do Iraque e da Síria
Flag of Hayat Tahrir al-Sham.svgTahrir al-Sham
Flag of Libya.svg Governo do Acordo Nacional
 Venezuela (governo de Juan Guaidó)
Flag of Jihad.svg Ansar al-Sunna
Flag of the Central African Republic.svg Coalizão de Patriotas pela Mudança
Jama'at Nasr al-Islam wal Muslimin
Conflitos
Crise na Crimeia
Guerra em Donbas
  • Batalha de Debaltseve[6]

Guerra Civil Síria

O Grupo Wagner (em russo Группа Вагнера, transliterado Grupa Vagnera) é uma organização paramilitar de origem russa.

O Grupo Wagner é descrito como sendo uma empresa militar privada com fortes ligações ao governo russo que atua em várias regiões pelo mundo, principalmente no leste da Ucrânia (Donbass), na Síria e na África. Outros descrevem o Grupo Wagner como sendo um esquadrão de fachada do Departamento Central de Inteligência (GRU) das Forças Armadas Russas, que é utilizado como braço de apoio em conflitos onde a Rússia está engajada, onde pode ser necessária a negação plausível,[17] e como forma de acobertar o número de baixas e custos financeiros da população russa.[18]

O grupo é acusado de ter simpatias neonazistas e cometer crimes de guerra onde são inseridos.[19]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

A organização teria sido fundada por volta de 2014, na Rússia, seu fundador é o ex-oficial do exército russo Dmitriy "Wagner" Valeryevich Utkin.[17][20][21]

Utkin é um veterano da Primeira e Segunda Guerra na Chechênia. Até 2008 ou 2013, Utkin fez parte da Spetsnaz (forças especiais) do GRU onde chegou a patente de tenente-coronel e teria sido condecorado com a "Ordem da Bravura". [22] Utkin também é acusado de ser um neonazista, possuindo tatuagens neonazistas em seu corpo, e ele é caracterizado por ter grande admiração pelo Terceiro Reich. Seu codinome "Wagner" (que dá o nome a companhia) provem de Richard Wagner, compositor favorito de Adolf Hitler, que foi transformado em símbolo pela Alemanha Nazi.[23] Ele também é membro da "Fé Nativa Eslávica", um movimento neopagão com grande aderência por nacionalistas russos.[24] No entanto, acredita-se que Utkin seria apenas o comandante militar ou testa-de-ferro, o verdadeiro dono e financiador seria o oligarca russo Yevgeny Prigozhin, amigo próximo de Vladimir Putin.[25]

Prigozhin negou qualquer comunicação com Wagner,[26] até setembro de 2022, quando admitiu ter criado o grupo em um post na rede social russa VKontakte.[27] Prigozhin afirmou: "Eu mesmo limpei as armas antigas, separei os coletes à prova de balas e encontrei especialistas que poderiam me ajudar com isso. A partir desse momento, em 1º de maio de 2014, nasceu um grupo de patriotas, que mais tarde passou a ser chamado o Batalhão Wagner."[27] Anteriormente, Prigozhin havia processado Bellingcat, Meduza e o Echo of Moscow por relatar suas ligações com o grupo mercenário.[28]

Segundo Amy Mackinnon do Foreign Policy Grupo Wagner oficialmente não existe, e pode ser melhor descrito como uma rede informal de mercenários usados pela Rússia. Segundo ela "não existe uma única empresa registrada chamada "Wagner". Em vez disso, o nome passou a descrever uma rede de negócios e grupos de mercenários [...] envolvidas em uma ampla gama de atividades, incluindo repressão protestos pró-democracia, em espalhar desinformação, mineração de ouro e diamantes e envolvimento em atividades paramilitares."[29]

Operações[editar | editar código-fonte]

Os primeiros relatos da existência da organização emergiram por volta de 2014, durante a Guerra civil no leste da Ucrânia, quando soldados do exército ucraniano enfrentaram membros de uma organização militar misteriosa, cujos soldados falavam russo, depois disso relatos da presença dessa organização emergiram em vários países do mundo, principalmente na Síria e no Sudão, dois fortes aliados da Rússia que estão passando por guerras.

A existência da organização foi confirmada pelo governo russo em 2016, logo após fotos de um encontro que Utkin teve com o presidente da Federação Russa Vladimir Putin.[30] Hoje, o grupo é considerado uma das maiores organizações militares privadas do mundo, apesar de muitos analistas afirmarem que a organização é na verdade um esquadrão secreto do governo russo, designado para intervir em conflitos onde a Rússia está envolvida.[17] Há comprovações de que em suas fileiras encontram-se atuando não somente russos, como também ucranianos e sérvios, estes últimos em menor número, até mesmo por tratar-se de uma organização extremamente xenófoba com notícias de ligações com organizações neonazistas.[19]

Mercenários russos do Grupo Wagner fornecendo segurança para o comboio do Presidente da República Centro-Africana

O grupo começou a agir na Guerra Civil Síria em 2015 durante a Intervenção russa na Guerra Civil Síria.[31] Os mercenários do Grupo Wagner protegeram poços de petróleo e gás natural do governo Síria, além de treinar soldados sírios e milicianos pró-governo.[32] O Grupo Wagner também participou em operações de combate na Ofensiva de Alepo, Batalha de Palmira, Ofensiva de Palmira e na Campanha ao centro da Síria.

Em 2018, no leste da Síria na província de Deir Zor, militares das Forças Armadas da Síria liderados por mercenários russos do Grupo Wagner, somando quase 500 soldados com tanques e veículos de transporte blindado, atacaram e tentaram capturar um posto avançando conjunto do grupo Curdo das Forças Democráticas Sírias (FDS) e das Forças Especiais dos Estados Unidos, localizado próximo ao campo de gás natural de Khasham no Rio Eufrates.[33] Os russos e os estadunidenses haviam concordado em fazer o Rio Eufrates como uma linha de demarcação de seus proxies e o ataque teria sido aparentemente feito sem provocação.[33] O ataque começou com um bombardeio com artilharia que deixou um guerrilheiro da FDS ferido, como retaliação, as forças estadunidenses reagiram com um bombardeio das forças sírio-russas com lançadores múltiplo de foguetes HIMARS, helicópteros AH-64 Apache, drones MQ-9 Reaper, e aviões F-22 Raptor, F-15E Strike Eagle, AC-130 e B-52 Stratofortress, dizimando as forças atacantes.[34] Relatos diversos apontam que as baixas entre as forças russas do Grupo Wagner variam entre 25, 100 ou até 200 mortos, com quase 300 mortes ao todo e inúmeros feridos.[35][36]

Em 2018, jornalista investigativo russo Maxim Borodin morreu de forma suspeita após cair de seu apartamento do décimo-quinto andar após publicar um artigo sobre as mortes de mercenários do Grupo Wagner na Síria.[37]

O Grupo Wagner também compôs parte fundamental da estratégia russa na Intervenção russa na Segunda Guerra Civil Líbia. Providenciando tropas para a facção de Khalifa Hafter em 2018.[38]

Mercenário do Grupo Wagner capturado na Ucrânia

Em 2017 houve uma luta pelo poder na República Popular de Lugansk entre o presidente Igor Plotnitsky e o ministro do interior Igor Kornet, que Plotnitsky ordenou que fosse demitido. Durante o tumulto, homens armados em uniformes sem identificação tomaram posições no centro de Luhansk.[39] Os soldados foram posteriormente revelados como membros do Grupo Wagner.[40]

Em 2019, foi relatado que um grupo de quatrocentos mercenários pertencentes a organização foram enviados para a Venezuela para defender o governo do presidente Nicolás Maduro em meio à grave crise política que afeta o país.[5]

Em 2020, uma Mesquita em Trípoli, Líbia foi vandalizada por integrantes do Grupo Wagner. A mesquita foi parcialmente incendiada e foram deixadas pichações com slogans e símbolos neonazistas—como os números 14/88, suásticas, insultos à mulçumanos escritos em russo, latas de ensopado de porco (cujo o consumo não é permitido no islã) e a mensagem racista "Não há preto nas cores do Zenit" usado pelos Ultras radicais do Zenit São Petersburgo que são contra a contratação de jogadores negros.[41]

Em 2021, foi confirmado que tropas russas do Grupo Wagner foram vistas no Mali, lutando a favor do governo contra insurgentes islamistas na Guerra Civil do Mali. A França, aliado do Mali na guerra, fortemente condenou o uso dos mercenários do Grupo Wagner.[42] Em Março de 2022, as forças do Grupo Wagner junto com tropas do Exército do Mali foram acusadas de realizar um massacre de 300 a 500 civis no vilarejo de Moura.[43][44]

Em 2022, foi reportado que as tropas do Grupo Wagner na África foram movidas para o Leste da Ucrânia.[45] Com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, foi reportado que o Grupo Wagner teria sido encarregado de assassinar figuras importantes do governo ucraniano, como o Presidente Volodymyr Zelensky.[46] Em 7 de Abril, o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha acusou o Grupo Wagner de ter participado no Massacre de Bucha, baseado em ligações interceptadas.[47] Em 22 de Abril, as Forças Armadas da Ucrânia derrotaram uma unidade de soldados que eram Líbios e Sírios, que tinham dinheiro e documentos de seus países locais além de terem deixado grafite em árabe em uma cidade local. Os mercenários estariam sob o comando do Grupo Wagner.[48] Com a Ofensiva do leste da Ucrânia, foi reportado que o Grupo Wagner foi a principal força de assalto na Batalha de Severodonetsk e na Batalha de Lysychansk.[49]

Em Julho, foi reportado que devido a falta de soldados, o Grupo Wagner estaria recrutando soldados de prisões russas para compensar, os prisioneiros são oferecidos pagamentos e diminuição da pena. Segundo familiares dos prisioneiros, os contratos não eram registrados em nenhum lugar e os prisioneiros seriam enviados para a guerra sem seus documentos de identidade.[50] Em 16 de Setembro, um vídeo circulou na internet onde mostrava Yevgeny Prigozhin fazendo um discurso aos prisioneiros de uma colônia penal em Mari El prometendo liberdade aos que servirem no Grupo Wagner por seis meses e um salário de 100.000 rublos por mês. Prigozhin disse aos presos que eles não seriam usados como "bucha de canhão", dizendo que a probabilidade de morte é de 15%, com base em uma implantação "experimental" anterior dos presos de prisões de São Petersburgo.[51]

Em 13 de novembro de 2022, foi publicado um vídeo que mostrava o Grupo Wagner realizando uma execução sumária de seu ex-soldado Yevgeny Nuzhin por suposta traição, quebrando sua cabeça com uma marreta.[52] Nuzhin havia previamente se rendido para os ucranianos e deu uma entrevista a um jornalista ucraniano, onde confirmou que foi recrutado em uma prisão. Prigozhin disse que "o show demonstra que [Nuzhin] não encontrou a felicidade na Ucrânia, mas conheceu doentes". Ele também chamou isso de "grande show" e "incrível trabalho de diretor", expressando "esperança" de que "nenhum animal tenha sido ferido na produção".[52]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Grupo Wagner

Referências

  1. https://www.svoboda.org/a/29084090.html
  2. https://www.telegraph.co.uk/news/2016/03/30/vladimir-putin-sent-russian-mercenaries-to-fight-in-syria-and-uk/
  3. https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2017-12-06/putin-wants-to-win-but-not-at-all-costs
  4. https://www.independent.co.uk/news/world/europe/russia-wagner-3000-troops-killed-ukraine-b2062198.html
  5. a b https://www.reuters.com/article/us-venezuela-politics-russia-exclusive/exclusive-kremlin-linked-contractors-help-guard-venezuelas-maduro-sources-idUSKCN1PJ22M?il=0
  6. https://warisboring.com/believe-it-or-not-russia-dislikes-relying-on-military-contractors/
  7. https://www.reuters.com/article/us-mideast-crisis-syria-russia/three-russians-killed-in-syria-pro-government-source-idUSKCN0SE1YO20151020
  8. https://citeam.org/pmc-wagner-palmyra-2/
  9. http://www.fontanka.ru/2016/03/28/171/
  10. https://web.archive.org/web/20190612123221/https://www.almasdarnews.com/article/video-russian-army-intervenes-northern-hama-drives-back-al-qaeda-militants/
  11. https://jamestown.org/program/beyond-syria-and-ukraine-wagner-pmc-expands-its-operations-to-africa/
  12. https://www.al-monitor.com/originals/2018/10/russia-libya-troops-hifter.html
  13. https://nv.ua/world/geopolitics/pojavilos-video-iz-sudana-gde-rossijskie-naemniki-trenirujut-mestnyh-voennyh-2359599.html
  14. https://clubofmozambique.com/news/war-declared-report-on-latest-military-operations-in-mocimboa-da-praia-and-macomia-carta-144293/
  15. https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-12-23/france-u-k-partners-say-russia-backed-wagner-deployed-in-mali
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  31. Times, The Moscow (22 de março de 2017). «More Russian Fighters from Private 'Wagner Group' Die in Syria». The Moscow Times (em inglês). Consultado em 3 de março de 2022 
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