Segunda Guerra Fria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para a fase da Guerra Fria do século XX, veja Guerra Fria#"Segunda Guerra Fria" (1979-1985).
Mapa das três maiores potências da hipotética Segunda Guerra Fria: Estados Unidos, Rússia e China.

Segunda Guerra Fria[1][2] ou Nova Guerra Fria[3][4][5] são termos que se referem ao aumento das tensões políticas, sociais, ideológicas, informativas e militares no século XXI entre os Estados Unidos e a China. Tais termos também são usados para descrever tais tensões nas relações entre os Estados Unidos e a Rússia, o principal Estado sucessor da antiga União Soviética, que foi uma das principais potências da Guerra Fria até a sua dissolução em 1991. Alguns analistas usam o termo "guerra fria" como uma comparação com o período original da Guerra Fria, enquanto outros duvidam que qualquer atual tensão levaria a outra "guerra fria" e desencorajam o uso do termo.

Usos anteriores[editar | editar código-fonte]

Fontes anteriores,[6][7][8] como os acadêmicos Fred Halliday,[9][10] Alan M. Wald[11] e David S. Painter,[12] usaram os termos intercambiáveis para se referir às fases 1979 –1985 e/ou 1985–1991 da Guerra Fria. Algumas outras fontes[13][14] usaram termos semelhantes para se referir à Guerra Fria de meados da década de 1970. O colunista William Safire argumentou em um editorial do New York Times de 1975 que a política de distensão do governo Nixon com a União Soviética havia falhado e que a "Segunda Guerra Fria" estava em andamento.[15] O acadêmico Gordon H. Chang em 2007 usou o termo "Guerra Fria II" para se referir ao período após a reunião de 1972 na China entre o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, e o presidente do Partido Comunista da China, Mao Zedong.[16]

Em 1998, George Kennan descreveu a votação do Senado dos EUA para expandir a OTAN para incluir a Polônia, a Hungria e a República Tcheca como "o início de uma nova guerra fria" e previu que "os russos reagiriam gradualmente de forma bastante adversa, o que afetará seus políticas".[17]

O jornalista Edward Lucas escreveu seu livro A Nova Guerra Fria: Como o Kremlin Ameaça a Rússia e o Ocidente, de 2008, alegando que uma nova guerra fria entre a Rússia e o Ocidente já havia começado.[18]

"Nova Guerra Fria"[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2019, os professores Steven Lamy e Robert D. English da Universidade do Sul da Califórnia (USC) concordaram que a “nova Guerra Fria” distrairia os partidos políticos de questões maiores, como globalização, aquecimento global, pobreza global, desigualdade crescente e populismo de extrema-direita. No entanto, Lamy disse que a nova Guerra Fria ainda não havia começado, enquanto English disse que já havia começado. English disse ainda que a China representa uma ameaça muito maior do que a Rússia na guerra cibernética, mas não tanto quanto o populismo de extrema-direita dentro de Estados liberais como os Estados Unidos.[19]

Em seu discurso de setembro de 2021 na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente estadunidense Joe Biden disse que os Estados Unidos “não estão buscando uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido em blocos rígidos”. Biden disse ainda que o seu país cooperaria "com qualquer nação que intensifique e busque uma solução pacífica para desafios compartilhados", apesar de "intensa discordância em outras áreas, porque todos sofreremos as consequências de nosso fracasso".[20][21]

Tensões sino-estadunidenses[editar | editar código-fonte]

Território controlado pela República Popular da China (roxo) e pela República da China (laranja). (O tamanho das pequenas ilhas foram exagerados neste mapa para facilitar a identificação)

O oficial sênior de defesa dos EUA Jed Babbin,[22] o professor da Universidade de Yale David Gelernter,[23] o editor do Firstpost R. Jagannathan,[24] Subhash Kapila do Grupo de Análise do Sul da Ásia[25] e o ex-primeiro-ministro australiano Kevin Rudd,[26] além de algumas outras fontes[27][28] usaram o termo (ocasionalmente usando o termo "Guerra Fria do Pacífico")[22] para se referir às tensões entre os Estados Unidos e a China nas décadas de 2000 e 2010.

As conversas sobre uma "nova Guerra Fria" entre um bloco de países liderado pelos Estados Unidos por um lado e o suposto bloco "Pequim-Moscou", incluindo referências explícitas a ela na mídia oficial da RPC, intensificaram-se no verão de 2016 como resultado da disputa territorial no Mar da China Meridional,[29] quando a China desafiou a decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem na disputa. Em julho de 2016, os Estados Unidos anunciaram que implantariam o Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) na Coreia do Sul, um movimento ressentido pela China, bem como pela Rússia e pela Coreia do Norte.[30]

Líder chinês Xi Jinping com o ex-presidente estadunidense Donald Trump na 14º cúpula do G20 em Osaka, junho de 2019.

Donald Trump, que tomou posse como presidente estadunidense em 20 de janeiro de 2017, havia dito repetidamente durante sua campanha presidencial que considerava a China uma ameaça, uma postura que aumentou as especulações sobre a possibilidade de uma "nova guerra fria com a China".[31][32][33] Minxin Pei, professor do Claremont McKenna College, disse que a vitória de Trump nas eleições e a sua "ascensão à presidência" poderiam aumentar as chances dessa possibilidade.[34] Em março de 2017, a revista autodeclarada socialista Monthly Review disse: "Com a ascensão do governo Trump, a nova Guerra Fria com a Rússia foi suspensa" e também que "o governo Trump planeja mudar da Rússia para China como seu principal concorrente".[35]

Em julho de 2018, Michael Collins, vice-diretor assistente do centro de missão da CIA na Ásia Oriental, disse ao Fórum de Segurança de Aspen, no Colorado, que acreditava que a China sob o líder supremo e secretário-geral Xi Jinping, embora não estivesse disposta a ir à guerra, estava travando um "tipo silencioso da guerra fria" contra os Estados Unidos, buscando substituir os estadunidenses como a principal potência global. Ele elaborou ainda: "O que eles estão travando contra nós é fundamentalmente uma guerra fria — uma guerra fria não como vimos durante a Guerra Fria (entre os Estados Unidos e a União Soviética), mas uma 'guerra fria' por definição".[36]

Em fevereiro de 2019, Joshua Shifrinson, professor associado da Universidade de Boston, criticou as preocupações com as tensões entre a China e os Estados Unidos como "exageradas", dizendo que a relação entre os dois países é diferente daquela das relações entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria original, que os fatores de rumo a outra era de bipolaridade são incertos e que a ideologia desempenha um papel menos proeminente entre a China e os EUA.[37]

Em abril de 2019, o economista e acadêmico da Universidade de Yale, Stephen S. Roach, escreveu: "A economia dos EUA está mais fraca agora do que durantea Guerra Fria 1.0" e recomendou que os EUA e a China melhorassem suas relações, principalmente resolvendo sua guerra comercial, ou enfrentariam uma "Guerra Fria 2.0".[38]

Em janeiro de 2020, o colunista e historiador Niall Ferguson opinou que a China é um dos principais atores desta "nova Guerra Fria", cujos poderes são "econômicos e não militares" e que o papel da Rússia é "bastante pequeno".[39] Ferguson também escreveu: "Em comparação com a década de 1950, os papéis foram invertidos. A China é agora o gigante, a Rússia o pequeno ajudante malvado. A China sob Xi permanece surpreendentemente fiel à doutrina de Marx e Lenin. A Rússia sob Putin voltou ao czarismo."[39] Ferguson escreveu ainda que esta nova versão da Guerra Fria é diferente da Guerra Fria original porque os Estados Unidos "estão tão entrelaçados com a China" no ponto em que a "dissociação" é, como outros argumentaram, "uma ilusão" e porque "os aliados tradicionais da América estão muito menos ansiosos para alinhar-se com Washington contra Pequim." Ele escreveu ainda que a nova Guerra Fria "mudou do comércio para a tecnologia" quando os EUA e a China assinaram seu acordo comercial.[39] Em uma entrevista em fevereiro de 2020 ao The Japan Times, Ferguson sugeriu que, para "conter a China", os EUA "trabalhassem de forma inteligente com seus aliados asiáticos e europeus", como os EUA haviam feito na Guerra Fria original.[40]

Em 24 de maio de 2020, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que as relações com os EUA estavam à beira de uma "nova Guerra Fria" depois de serem alimentadas por tensões sobre a pandemia de COVID-19.[41] Em junho de 2020, o cientista político do Boston College, Robert S. Ross, escreveu que os EUA e a China "estão destinados a competir [mas] não destinados a conflitos violentos ou guerra fria".[42] No mês de julho seguinte, Ross disse que o governo Trump "gostaria de se desvincular totalmente da China. Sem comércio, sem trocas culturais, sem trocas políticas, sem cooperação em qualquer coisa que se assemelhe a interesses comuns."[43]

Em agosto de 2020, um professor da Universidade La Trobe, Nick Bisley, escreveu que a rivalidade EUA-China "não será uma Guerra Fria", mas "será mais complexa, mais difícil de gerenciar e durará muito mais tempo". Ele escreveu ainda que comparar a antiga Guerra Fria com a rivalidade em curso "é um empreendimento arriscado".[44]

Em setembro de 2020, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que as crescentes tensões entre os EUA sob Trump e a China sob Xi estavam levando a "uma Grande Fratura" que se tornaria custosa para o mundo. Xi Jinping respondeu dizendo que "a China não tem intenção de combater uma Guerra Fria ou uma guerra quente com nenhum país".[45]

Em março de 2021, o professor da Universidade de Columbia, Thomas J. Christensen, escreveu que uma guerra fria entre os EUA e a China “é improvável” em comparação com a Guerra Fria original, citando a proeminência da China na “cadeia de produção global” e a ausência da disputa entre autoritarismo vs. democracia liberal. Christensen aconselhou ainda os preocupados com as tensões entre as duas nações a pesquisar o papel da China na economia global e sua "política externa em relação a conflitos internacionais e guerras civis" entre forças liberais e autoritárias. Ele observou ainda a abordagem diferente planejada do presidente estadunidense Joe Biden em relação ao antecessor, Donald Trump.[46]

Em 7 de novembro de 2021, o conselheiro de segurança nacional do presidente Joe Biden, Jake Sullivan, afirmou que os EUA não buscam mais mudanças no sistema na China,[47] marcando uma clara ruptura com a política adotada por administrações anteriores. Sullivan disse que os EUA não estão buscando uma nova Guerra Fria com a China, mas sim um sistema de coexistência pacífica.[48]

Em novembro de 2021, Hal Brands e um professor de Yale, John Lewis Gaddis, escreveram em seu artigo de Foreign Affairs que a China e os EUA estão entrando em "uma nova guerra fria", o que significa "uma rivalidade internacional prolongada, pois as guerras frias nesse sentido são tão antigas quanto como a própria história." Brands e Gaddis escreveram ainda que esta não foi "a Guerra Fria" e que "o contexto é bem diferente". Ambos os autores diferenciaram a "Guerra Fria Soviética-Estadunidense" da "Guerra Fria Sino-Estadunidense".[49]

Tensões russo-estadunidenses[editar | editar código-fonte]

Os russos têm criticado os Estados Unidos nos últimos anos por favorecer expansão da OTAN para o Leste Europeu.[50]
Presidente estadunidense Joe Biden e presidente russo Vladimir Putin na cúpula Rússia-Estados Unidos de 2021 em Genebra, Suíça

Fontes discordam sobre se um período de tensão global análogo à Guerra Fria é possível no futuro,[51][52][53][54][55] enquanto outros usaram o termo para descrever as tensões, hostilidades e rivalidades políticas em curso que se intensificaram dramaticamente em 2014 entre Rússia, Estados Unidos e seus respectivos aliados.[56]

Em 2013, Michael Klare comparou na RealClearPolitics as tensões entre a Rússia e o Ocidente ao conflito por procuração em curso entre a Arábia Saudita e o Irã.[57] O professor Philip N. Howard da Universidade de Oxford argumentou que uma nova guerra fria estava sendo travada através da mídia, guerra de informação e guerra cibernética.[4] Em 2014, figuras notáveis como Mikhail Gorbachev alertaram, tendo como pano de fundo um confronto entre a Rússia e o Ocidente sobre a Guerra Russo-Ucraniana,[58] [59] que o mundo estava à beira de uma nova guerra fria, ou que ela já estava ocorrendo.[60][61] O cientista político estadunidense Robert Legvold também acredita que começou em 2013 durante a crise na Ucrânia.[62][63] Outros argumentaram que o termo não descrevia com precisão a natureza das relações entre a Rússia e o Ocidente.[64][65]

Stephen F. Cohen, [66] Robert D. Crane, [67] e Alex Vatanka [68] referiram-se a uma "Guerra Fria EUA-Rússia". Andrew Kuchins, um cientista político americano e Kremlinologist falando em 2016, acreditava que o termo era "inadequado para o conflito atual", pois pode ser mais perigoso do que a Guerra Fria. [69]

Embora as novas tensões entre a Rússia e o Ocidente tenham semelhanças com as da Guerra Fria, também há grandes diferenças, como o aumento dos laços econômicos da Rússia moderna com o mundo exterior, o que pode restringir as ações da Rússia[70] e fornecer-lhe novas vias para exercer influência, como na Bielorrússia e na Ásia Central, que não viram o tipo de ação militar direta que a Rússia engajou em ex-Estados soviéticos menos cooperativos, como a Ucrânia e a região do Cáucaso.[71] O termo "Guerra Fria II" foi, portanto, descrito como um equívoco.[72]

O termo "Guerra Fria II" ganhou relevância à medida que as tensões entre a Rússia e o Ocidente aumentaram durante a agitação pró-Rússia de 2014 na Ucrânia, seguida pela intervenção militar russa e especialmente pela queda do voo 17 da Malaysia Airlines em julho de 2014. Em agosto de 2014, ambos os lados haviam implementado sanções econômicas, financeiras e diplomáticas entre si: praticamente todos os países ocidentais, liderados pelos EUA e pela União Europeia, impuseram medidas punitivas à Rússia, que introduziu medidas de retaliação.[73][74]

Alguns observadores, incluindo o presidente sírio Bashar al-Assad,[75] classificaram a Guerra Civil Síria como uma guerra por procuração entre a Rússia e os Estados Unidos[76][77] e até mesmo como uma "proto-guerra mundial".[78] Em janeiro de 2016, altos funcionários do governo do Reino Unido teriam registrado seus crescentes temores de que "uma nova guerra fria" estivesse se desenrolando na Europa: "É realmente uma nova Guerra Fria lá fora. Em toda a UE, estamos vendo evidências alarmantes dos esforços russos para desfazer o tecido da unidade europeia em toda uma série de questões estratégicas vitais"[79]

Em entrevista à revista Time em dezembro de 2014, Gorbachev disse que os Estados Unidos sob o comando de Barack Obama estavam arrastando a Rússia para uma nova guerra fria.[80] Em fevereiro de 2016, na Conferência de Segurança de Munique, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que a OTAN e a Rússia "não estavam em uma situação de guerra fria, mas também não na parceria que estabelecemos no final da Guerra Fria",[81] enquanto o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, falando do que chamou de política "hostil e opaca" da OTAN em relação à Rússia, disse: "Pode-se chegar ao ponto de dizer que retrocedemos para uma nova Guerra Fria".[82] Em outubro de 2016 e março de 2017, Stoltenberg disse que a OTAN não buscava "uma nova Guerra Fria" ou "uma nova corrida armamentista" com a Rússia.[83][84]

Em fevereiro de 2016, o acadêmico universitário da Escola Superior de Economia e acadêmico visitante da Universidade Harvard, Yuval Weber, escreveu em E-International Relations que "o mundo não está entrando na Segunda Guerra Fria", afirmando que as atuais tensões e ideologias de ambos os lados não são semelhantes às os da Guerra Fria original, que as situações na Europa e no Oriente Médio não desestabilizam outras áreas geograficamente e que a Rússia "está muito mais integrada com o mundo exterior do que a União Soviética jamais esteve".[85] Em setembro de 2016, quando perguntado se achava que o mundo havia entrado em uma nova guerra fria, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, argumentou que as atuais tensões não eram comparáveis às da Guerra Fria. Ele observou a falta de uma divisão ideológica entre os Estados Unidos e a Rússia, dizendo que os conflitos não eram mais ideologicamente bipolares.[86]

Vários países (verde), muitos dos quais são membros da OTAN e/ou membros da UE, introduziram sanções contra a Rússia (azul) após o início da intervenção militar russa na Ucrânia e a intervenção militar russa na Guerra Civil Síria.

Em agosto de 2016, Daniel Larison, da revista The American Conservative, escreveu que as tensões entre a Rússia e os Estados Unidos não "constituiriam uma 'nova Guerra Fria'", especialmente entre democracia e autoritarismo, o que Larison considerou mais limitado e não tão significativo em 2010 quanto o da era soviética.[87]

Em outubro de 2016, John Sawers, ex-chefe do MI6, disse que achava que o mundo estava entrando em uma era possivelmente "mais perigosa" do que a Guerra Fria, pois "não temos esse foco em uma relação estratégica entre Moscou e Washington".[88] Da mesma forma, Igor Zevelev, membro do Wilson Center, disse que "não é uma Guerra Fria, mas uma situação muito mais perigosa e imprevisível".[89] A CNN opinou: "Não é uma nova Guerra Fria. Não é nem mesmo um calafrio profundo. É um conflito total".[89]

Em janeiro de 2017, uma ex-assessora do governo dos EUA, Molly K. McKew, disse ao Politico que os EUA venceriam uma nova guerra fria.[90] O editor da The New Republic, Jeet Heer, descartou a possibilidade como "igualmente preocupante, inflação de ameaças imprudentes, superestimando descontroladamente a extensão das ambições e poder russos em apoio a uma política dispendiosa" e muito centrado na Rússia enquanto "ignora a ascensão de poderes como China e Índia". Heer também criticou McKew por sugerir a possibilidade.[91] Jeremy Shapiro, membro sênior da Brookings Institution, escreveu em sua postagem no blog RealClearPolitics, referindo-se às relações EUA-Rússia: "Uma deriva para uma nova Guerra Fria parecia o resultado inevitável".[92]

Em março de 2018, os professores da Universidade de Harvard Stephen Walt [93] e, em seguida, Odd Arne Westad [94] criticaram a aplicação do termo para as tensões entre a Rússia e o Ocidente como "enganosa",[93] uma "distraição"[93] e "simplista" demais para descrever a política internacional contemporânea mais complicada.

Em abril de 2018, as relações se deterioraram devido a um possível ataque militar liderado pelos EUA no Oriente Médio após o ataque químico de Douma na Síria, que foi atribuído ao Exército Sírio por forças rebeldes em Douma, e envenenamento dos Skripals no Reino Unido. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse numa reunião do Conselho de Segurança da ONU que "a Guerra Fria voltou com força total". Ele sugeriu que os perigos eram ainda maiores, pois as salvaguardas que existiam para gerenciar tal crise "não parecem mais estar presentes".[95] Dmitri Trenin apoiou a declaração de Guterres, mas acrescentou que ela começou em 2014 e vem se intensificando desde então, resultando em ataques liderados pelos EUA ao governo sírio em 13 de abril de 2018.[96]

  Rússia
  Ucrânia
  Países que baniram aeronaves russas de seu espaço aéreo em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022

Em outubro de 2018, o analista militar russo Pavel Felgenhauer disse à Deutsche Welle que a nova Guerra Fria tornaria o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) e outros tratados da era da Guerra Fria "irrelevantes porque correspondem a uma situação mundial totalmente diferente".[97] Em fevereiro de 2019, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que a retirada do tratado INF não levaria a "uma nova Guerra Fria".[98][99][100][101]

Falando à imprensa em Berlim em 8 de novembro de 2019, um dia antes do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou para os perigos representados pela Rússia e pela China e acusou especificamente a Rússia, "liderada por um ex-presidente oficial da KGB uma vez estacionado em Dresden ", de invadir seus vizinhos e esmagar a dissidência. Jonathan Marcus, da BBC, opinou que as palavras de Pompeo "pareciam declarar o início de uma segunda [Guerra Fria]".[102]

Em fevereiro de 2022, o jornalista Marwan Bishara responsabilizou os EUA e a Rússia por perseguir "seus próprios interesses", incluindo o reconhecimento de Jerusalém pelo então presidente dos EUA Trump como capital de Israel e a invasão russa da Ucrânia por Putin em 2022, que "abriu o caminho para, bem, outra Guerra Fria".[103] Nesse mesmo período, o jornalista H. D. S. Greenway citou a invasão russa da Ucrânia e a declaração conjunta de 4 de fevereiro entre Rússia e China (sob Putin e Xi Jinping) como um dos sinais de que "a Segunda Guerra Fria começou oficialmente".[104]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mackenzie, Ryan (3 de outubro de 2015). «Rubio: U.S. 'barreling toward a second Cold War'». The Des Moines Register. USA Today. Consultado em 28 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2016 
  2. Trenin, Dmitri (2 de março de 2014). «The crisis in Crimea could lead the world into a second cold war». The Guardian. Consultado em 28 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 20 de janeiro de 2016 
  3. Simon Tisdall (19 de novembro de 2014). «The new cold war: are we going back to the bad old days?». The Guardian. Guardian News and Media Limited. Consultado em 4 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 6 de fevereiro de 2015 
  4. a b Philip N. Howard (1 de agosto de 2012). «Social media and the new Cold War». Reuters. Reuters Commentary Wire. Consultado em 2 de agosto de 2016. Arquivado do original em 19 de outubro de 2017 
  5. Bovt, George (31 de março de 2015). «Who Will Win the New Cold War?». The Moscow Times. Consultado em 28 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 8 de dezembro de 2015 
  6. Scott, David (2007). China Stands Up: The PRC and the International System. [S.l.]: Routledge. pp. 79–81. ISBN 978-0415402705. LCCN 2006038771 – via Amazon.com 
  7. Christie, Daniel J.; Beverly G. Toomey (1990). «The Stress of Violence: School, Community, and World». In: L. Eugene Arnold; Joseph D. Noshpitz. Childhood Stress. New York City: John Wiley & Sons. ISBN 978-0471508687. Consultado em 20 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 – via Google Books 
  8. van Dijk, ed. (2007). Encyclopedia of the Cold War. Taylor & Francis Group. ISBN 978-0-415-97515-5. LCCN 2007039661. Consultado em 18 de março de 2018. Arquivado do original em 29 de julho de 2020 
  9. Halliday, Fred (1989). «The Making of the Cold». The Making of the Second Cold War 2nd ed. [S.l.]: Verso Books. ISBN 978-0860911449. Consultado em 20 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 – via Google Books 
  10. Edwards, Paul N. (1996). «Computers and Politics in Cold War II». The Closed World: Computers and the Politics of Discourse in Cold War America. [S.l.]: Massachusetts Institute of Technology. ISBN 9780262550284. Consultado em 20 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 – via Google Books 
  11. Wald, Alan M. (1987). The New York Intellectuals: The Rise and Decline of the Anti-Stalinist Left From the 1930s to the 1980s. [S.l.]: University of North Carolina Press. pp. 344, 347. ISBN 978-0807841693. Consultado em 20 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 – via Google Books 
  12. Painter, David S. (1999). «The Rise and Fall of the Second Cold War, 1981–91». The Cold War: An International History. [S.l.]: Routledge. pp. 95–111. ISBN 978-0-415-19446-4. Consultado em 3 de abril de 2020. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 
  13. Richard Devetak; Jim George; Sarah Percy, eds. (2017). «Chapter 10: The Cold War and After». An Introduction to International Relations 3rd ed. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9781108298865. Consultado em 3 de abril de 2020. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 
  14. Smith, Joseph; Simon Davis (2017). «Introduction». Historical Dictionary of the Cold War 2nd ed. [S.l.: s.n.] ISBN 9781442281851. LCCN 2016049707. Consultado em 3 de abril de 2020. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 
  15. Safire, William (29 de dezembro de 1975). «Cold War II». The New York Times. Consultado em 13 de março de 2018. Arquivado do original em 14 de março de 2018 
  16. Chang, Gordon H. (Junho de 2008). «Review: Nixon in China and Cold War I and Cold War II». Diplomatic History. 32 (3): 493–496. JSTOR 24915887. doi:10.1111/j.1467-7709.2008.00706.x 
  17. Friedman, Thomas L. (2 de maio de 1998). «Foreign Affairs; Now a Word From X». The New York Times. Consultado em 13 de março de 2018. Arquivado do original em 13 de março de 2018 
  18. Review of The New Cold War by Edward Lucas Arquivado 2017-01-25 no Wayback Machine. BBC. 12 de fevereiro de 2008. Acessado em 11 de junho de 2017.
  19. Bell, Susan (17 de junho de 2019). «Back on Thin Ice?». USC Dornsife. Consultado em 22 de junho de 2019. Arquivado do original em 22 de junho de 2019 
  20. President Biden: 'We are not seeking a new Cold War or a world divided'. BBC News. 21 de setembro de 2021. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  21. Liptak, Kevin (21 de setembro de 2021). «UN General Assembly kicks off in New York City». CNN. Consultado em 28 de outubro de 2021. Arquivado do original em 28 de outubro de 2021 
  22. a b Jed Babbin; Edward Timperlake (2006). «Chapter One: The Next War». Showdown: Why China Wants War With the United States. [S.l.]: Regency Publishing. ISBN 978-1596980051. Consultado em 3 de abril de 2020. Cópia arquivada em 29 de julho de 2020 
  23. Gelernter, David (3 de abril de 2009). «Welcome To Cold War II». Forbes. Consultado em 25 de agosto de 2017. Arquivado do original em 13 de agosto de 2017 
  24. Jagannathan, Raghavan (24 de agosto de 2011). «Is the Cold War really over? Well, Cold War II is here». Firstpost. Consultado em 7 de março de 2016. Arquivado do original em 12 de abril de 2017 
  25. Kapila, Subhash (25 de fevereiro de 2016). «United States Cannot Afford Two Concurrent Cold Wars – Analysis». Consultado em 7 de março de 2016. Arquivado do original em 26 de fevereiro de 2016  (Click here for original publication Arquivado 2016-03-07 no Wayback Machine)
  26. Crabtree, Justina (30 de abril de 2018). «There's an 'undeclared new Cold War' between the US and China – and it's in tech, Australia ex-leader says». CNBC. Consultado em 2 de maio de 2018. Arquivado do original em 2 de maio de 2018 
  27. Platt, Kevin (28 de outubro de 1996), «To Head off a 'Cold War II,' China and US Try to Warm Up Relations», The Christian Science Monitor, consultado em 20 de fevereiro de 2017, cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2017 
  28. Ryan, Henry Butterfield (10 de junho de 1999). «Another Cold War? China This Time?». Origins: Current Events in Historical Perspective. History departments at Ohio State University and Miami University. Consultado em 10 de novembro de 2017. Arquivado do original em 10 de novembro de 2017 
  29. Pilling, David (10 de junho de 2015). «US v China: is this the new cold war?». Financial Times. Consultado em 16 de abril de 2016. Arquivado do original em 31 de dezembro de 2015 
  30. Kor Kian Beng (22 de agosto de 2016). «China warming to new Cold War?». The Straits Times. Consultado em 28 de outubro de 2016. Arquivado do original em 28 de outubro de 2016 
  31. Campbell, Charlie (24 de janeiro de 2017). «Donald Trump Could Be Starting a New Cold War With China. But He Has Little Chance of Winning». Time. Consultado em 30 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2017 
  32. Daly, Robert (20 de janeiro de 2017). «While the West Fiddles, China Races to Define the Future». Foreign Policy. Consultado em 30 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2017 
  33. Talton, Jon (17 de janeiro de 2017). «Will Trump start a new Cold War — with China?». The Seattle Times. Consultado em 30 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2017 
  34. Minxin Pei (9 de fevereiro de 2017). «China Needs a New Grand Strategy». Project Syndicate. Consultado em 4 de março de 2017. Arquivado do original em 5 de março de 2017 
  35. «Notes from the Editors». Monthly Review. Março de 2017. Consultado em 16 de março de 2017. Cópia arquivada em 16 de março de 2017 
  36. Yi Whan-woo. «China is waging a 'quiet kind of cold war' against US, top CIA expert says». CNBC. Consultado em 22 de julho de 2018. Arquivado do original em 21 de julho de 2018 
  37. Shifrinson, Joshua (8 de fevereiro de 2019). «The 'new Cold War' with China is way overblown. Here's why.». The Washington Post. Consultado em 8 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2019 
  38. Roach, Stephen (2 de abril de 2019). «Will Another Cold War Follow Trade War?». YaleGlobal Online. Yale University. Consultado em 3 de setembro de 2019. Arquivado do original em 3 de setembro de 2019 
  39. a b c Ferguson, Niall (20 de janeiro de 2020). «Cold War II has America at a disadvantage as China courts Russia». Boston Globe. Consultado em 24 de janeiro de 2020. Arquivado do original em 22 de janeiro de 2020 
  40. Ferguson, Niall (14 de fevereiro de 2020). «Historian Niall Ferguson: 'We are in Cold War II'». The Japan Times (entrevista). Sayuri Daimon. Consultado em 10 de março de 2020. Arquivado do original em 3 de março de 2020 
  41. «China says virus pushing US ties to brink of 'Cold War'». The Times of India. 24 de maio de 2020. Consultado em 9 de abril de 2021. Arquivado do original em 12 de dezembro de 2020 
  42. Ross, Robert S. (19 de junho de 2020). «It's not a cold war: competition and cooperation in US–China relations». China International Strategy Review (em inglês). 2: 63–72. ISSN 2524-5635. PMC 7304502Acessível livremente. doi:10.1007/s42533-020-00038-8 
  43. «China told to close Houston consulate». Northwest Arkansas Democrat Gazette. 23 de julho de 2020. Consultado em 23 de julho de 2020. Arquivado do original em 23 de setembro de 2020 
  44. Bisley, Nick (26 de agosto de 2020). «The China-US rivalry is not a new Cold War. It is way more complex and could last much longer». The Conversation. Consultado em 18 de setembro de 2020. Arquivado do original em 3 de outubro de 2020 
  45. «Is the world entering a new Cold War?». BBC News (em inglês). 22 de setembro de 2020. Consultado em 5 de dezembro de 2020. Arquivado do original em 19 de novembro de 2020 
  46. Christensen, Thomas J. «There Will Not Be a New Cold War». Foreign Affairs. Arquivado do original em 10 de junho de 2021 
  47. «CNN.com - Transcripts». transcripts.cnn.com. Consultado em 9 de novembro de 2021. Arquivado do original em 9 de novembro de 2021 
  48. «US wants coexistence not cold war with China, Jake Sullivan says». South China Morning Post (em inglês). 8 de novembro de 2021. Consultado em 12 de fevereiro de 2022. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2022 
  49. Brands, Hal. «The New Cold War: America, China, and the Echoes of History». Foreign Affairs. Arquivado do original em 14 de fevereiro de 2022 
  50. Pushkov, Alexei K. (1997). «Don't Isolate Us: A Russian View of NATO Expansion». The National Interest. No. 47 (Spring 1997) (47): 58–63. JSTOR 42896937 
  51. Boris N. Mamlyuk (6 de julho de 2015). «The Ukraine Crisis, Cold War II, and International Law». The German Law Journal. SSRN 2627417Acessível livremente 
  52. Pavel Koshkin (25 de abril de 2014). «What a new Cold War between Russia and the US means for the world». Consultado em 11 de novembro de 2015. Arquivado do original em 16 de novembro de 2015 
  53. Rojansky & Salzman, Matthew & Rachel S. «Debunked: Why There Won't Be Another Cold War». The National Interest. Arquivado do original em 6 de março de 2016 
  54. Lawrence Solomon (9 de outubro de 2015). «Lawrence Solomon: Cold War II? Nyet». Financial Post. Consultado em 6 de novembro de 2015. Arquivado do original em 16 de novembro de 2015 
  55. «Russia v the West: Is this a new Cold War?». BBC News. 1 de abril de 2018. Consultado em 9 de setembro de 2019. Arquivado do original em 16 de julho de 2019 
  56. «Welcome to Cold War II». Foreign Policy. 4 de março de 2014. Consultado em 10 de novembro de 2014. Arquivado do original em 9 de novembro de 2014 
  57. Klare, Michael (1 de junho de 2013). «Welcome to Cold War II». Tom Dispatch. RealClearWorld. Consultado em 20 de dezembro de 2016. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2017 
  58. Conant, Eve. «Is the Cold War Back?». National Geographic. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2014 
  59. Malyarenko, Tatyana; Stefan Wolff (15 de fevereiro de 2018). «The logic of competitive influence-seeking: Russia, Ukraine, and the conflict in Donbas». Post-Soviet Affairs. 34 (4): 191–212. doi:10.1080/1060586X.2018.1425083Acessível livremente 
  60. Kendall, Bridget (12 de novembro de 2014). «Rhetoric hardens as fears mount of new Cold War». BBC News. Consultado em 20 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2015 
  61. Freedman, Lawrence (14 de março de 2018). «Putin's new Cold War». New Statesman. Consultado em 15 de março de 2018. Arquivado do original em 14 de março de 2018 
  62. "Robert Legvold on the New Cold War, Interview with Columbia University Professor and Leading Russia Scholar". Arquivado 2017-01-01 no Wayback Machine 10 de novembro de 2015.
  63. Robert Legvold, Return to Cold War. Cambridge: Polity, 2016
  64. Bremmer, Ian. «This Isn't A Cold War. And That's Not Necessarily Good». Time. Arquivado do original em 13 de janeiro de 2015 
  65. Walt, Stephen. «I Knew the Cold War. This Is No Cold War». Arquivado do original em 19 de março de 2018 
  66. Cohen, Stephen F. (14 de fevereiro de 2018). «If America 'Won the Cold War,' Why Is There Now a 'Second Cold War with Russia'?». The Nation. Consultado em 1 de abril de 2018. Cópia arquivada em 1 de abril de 2018 
  67. Crane, Robert D. (12 de fevereiro de 2015). «Psychostrategic Warfare and a New U.S.-Russian Cold War». The American Muslim (Tam). Consultado em 1 de abril de 2018. Arquivado do original em 16 de março de 2015 
  68. Vatanka, Alex (16 de agosto de 2016). «Russian Bombers in Iran and Tehran's Internal Power Struggle». The National Interest. Consultado em 1 de abril de 2018. Arquivado do original em 1 de abril de 2018 
  69. "Elevation and Calibration: A New Russia Policy for America". Arquivado 2016-12-13 no Wayback Machine: II. The Current Impasse: Not a New Cold War but Potentially More Dangerous, Center on Global Interests, dezembro de 2016, p. 9–12.
  70. Stewart, James (7 de março de 2014). «Why Russia Can't Afford Another Cold War». The New York Times. Consultado em 3 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 1 de dezembro de 2014 
  71. «Putin's 'Last and Best Weapon' Against Europe: Gas». 24 de setembro de 2014. Consultado em 3 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 6 de janeiro de 2015 
  72. "The Cold War II: Just Another Misnomer?". Arquivado 2015-12-08 no Wayback Machine, Contemporary Macedonian Defence, vol. 14. no. 26 de junho de 2014, p. 49–60
  73. «U.S. and other powers kick Russia out of G8». CNN.com. 25 de março de 2014. Consultado em 7 de agosto de 2014. Arquivado do original em 8 de agosto de 2014 
  74. Johanna Granville, ""The Folly of Playing High-Stakes Poker with Putin: More to Lose than Gain over Ukraine". Arquivado 2015-03-13 no Wayback Machine". 8 de maio de 2014.
  75. «'The Cold War never ended...Syria is a Russian-American conflict' says Bashar al-Assad». The Telegraph. 14 de outubro de 2016. Consultado em 24 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2017 
  76. «U.S. Weaponry Is Turning Syria Into Proxy War With Russia». The New York Times. 12 de outubro de 2015. Consultado em 14 de outubro de 2015. Arquivado do original em 15 de outubro de 2015 
  77. «U.S., Russia escalate involvement in Syria». CNN. 13 de outubro de 2015. Consultado em 17 de outubro de 2015. Arquivado do original em 17 de outubro de 2015 
  78. «Untangling the Overlapping Conflicts in the Syrian War». The New York Times. 18 de outubro de 2015. Consultado em 19 de outubro de 2015. Arquivado do original em 19 de outubro de 2015 
  79. «Russia accused of clandestine funding of European parties as US conducts major review of Vladimir Putin's strategy / Exclusive: UK warns of 'new Cold War' as Kremlin seeks to divide and rule in Europe». The Daily Telegraph. 16 de janeiro de 2016. Consultado em 17 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 17 de janeiro de 2016 
  80. Shuster, Simon. «Exclusive: Gorbachev Blames the U.S. for Provoking 'New Cold War'». TIME. Arquivado do original em 28 de fevereiro de 2016 
  81. «Russian PM Medvedev says new cold war is on». BBC News. BBC. 13 de fevereiro de 2016. Consultado em 13 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 14 de fevereiro de 2016 
  82. «Russian PM Medvedev equates relations with West to a 'new Cold War'». CNN. 13 de fevereiro de 2016. Consultado em 13 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 14 de fevereiro de 2016 
  83. «NATO chief says alliance 'does not want new Cold War'». BBC. 28 de outubro de 2016. Consultado em 12 de abril de 2017. Arquivado do original em 13 de abril de 2017 
  84. Palmer, Elizabeth (14 de março de 2017). «What our allies, and Putin, make of Trump's NATO ultimatum». CBS News. Consultado em 12 de abril de 2017. Arquivado do original em 13 de abril de 2017 
  85. Weber, Yuval (7 de março de 2016). «Are We in a Cold War or Not? 1989, 1991, and Great Power Dissatisfaction». E-International Relations. Consultado em 11 de junho de 2017. Arquivado do original em 19 de maio de 2017 
  86. Lavrov, Sergey (1 de setembro de 2016). «Foreign Minister Sergey Lavrov's remarks and answers to questions at a meeting with students and faculty at MGIMO University, Moscow, 1 de setembro de 2016». The Ministry of Foreign Affairs of the Russian Federation. Consultado em 8 de setembro de 2016. Arquivado do original em 9 de setembro de 2016 
  87. Larison, Daniel (29 de agosto de 2016). «No, There Isn't A 'New Cold War' Between Democracy And Authoritarianism». Consultado em 2 de dezembro de 2019. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2019 
  88. Osborne, Samuel (12 de outubro de 2016). «World entering era 'more dangerous than Cold War′ as Russian power grows, former MI6 boss warns». The Independent. Consultado em 28 de outubro de 2016. Arquivado do original em 28 de outubro de 2016 
  89. a b Labott, Elise; Gaouette, Nicole (18 de outubro de 2016). «Russia, US move past Cold War to unpredictable confrontation». CNN. Consultado em 28 de outubro de 2016. Arquivado do original em 28 de outubro de 2016 
  90. McKew, Molly K. (1 de janeiro de 2017). «Putin's Real Long Game». Politico. Consultado em 15 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 14 de janeiro de 2017 
  91. Heer, Jeet. «A 'New Cold War' Against Russia Is a Terrible Idea». The New Republic. Arquivado do original em 14 de janeiro de 2017 
  92. Shapiro, Jeremy (11 de janeiro de 2017). «Reordering Europe?». RealClearWorld. Consultado em 15 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 14 de janeiro de 2017 
  93. a b c Walt, Stephen M. «I Knew the Cold War. This Is No Cold War». Foreign Policy. Arquivado do original em 1 de agosto de 2018 
  94. Westad, Odd Arne. «Has a New Cold War Really Begun?». Foreign Affair. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2019 
  95. «Syria crisis: UN chief says Cold War is back». BBC News. 13 de abril de 2018. Consultado em 13 de abril de 2018. Arquivado do original em 13 de abril de 2018 
  96. Trenin, Dmitir (14 de abril de 2018). «The New Cold War Is Boiling Over in Syria». BBC News. Consultado em 14 de abril de 2018. Arquivado do original em 15 de abril de 2018 
  97. Felgenhauer, Pavel (22 de outubro de 2018). «Prepare for a 'new Cold War' without INF, Russia analyst says». DW (entrevista). Consultado em 25 de julho de 2019. Arquivado do original em 25 de julho de 2019 
  98. «Lavrov predicts Cold War won't re-ignite following suspension of INF». Tass. 4 de fevereiro de 2019. Consultado em 4 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2019 
  99. Ellyatt, Holly (7 de fevereiro de 2019). «Cold War has not been renewed despite breakdown of arms treaty, Russia foreign minister says». CNBC. Consultado em 7 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 8 de fevereiro de 2019 
  100. Ostroukh, Andrey; Balmforth, Tom (4 de fevereiro de 2019). Louise Heavens, ed. «Russia: U.S. exit from nuclear pact would not mean new Cold War – RIA». Reuters. Consultado em 7 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 6 de fevereiro de 2019 
  101. «Лавров прокомментировал прекращение действия договора о РСМД» [Lavrov discusses the termination of the INF Treaty]. РИА Новости (em russo). 4 de fevereiro de 2019. Consultado em 4 de agosto de 2019. Arquivado do original em 4 de agosto de 2019 
  102. «Pompeo attacks Russia and China in Berlin speech». BBC. 8 de novembro de 2019. Consultado em 9 de novembro de 2019. Arquivado do original em 8 de novembro de 2019 
  103. Bishara, Marwan (24 de fevereiro de 2022). «And so, Cold War II begins». Al Jazeera. Consultado em 1 de março de 2022 
  104. Greenway, H.D.S. (25 de fevereiro de 2022). «Welcome to Cold War II». Boston Globe. Consultado em 1 de março de 2022