Golpe de Estado na Guatemala em 1954

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Golpe de Estado na Guatemala em 1954
Parte de Guerra Fria
Jacobo Arbenz Guzman (oficial).jpg
Jacobo Árbenz, presidente deposto no golpe
Período 1827 de junho de 1954
Local  Guatemala
Resultado
  • Deposição de Árbenz
  • Uma junta militar assume o poder
Causas
  • Reformas introduzidas no país
Participantes do conflito
Guatemala Forças Armadas

Apoio:
Flag of the United States (1912-1959).svg Estados Unidos
Seal of the U.S. Central Intelligence Agency.svg CIA

Guatemala Governo da Guatemala
Guatemala Presidente da Guatemala
Líderes
Guatemala Elfego Hernán Monzón Aguirre
Guatemala Carlos Castillo Armas
Guatemala José Luis Cruz Salazar
Guatemala Mauricio Dubois
Guatemala Jacobo Árbenz
Guatemala Carlos Enrique Díaz de León

O golpe de Estado na Guatemala em 1954 foi uma operação denominada PBSUCESS organizada pela CIA para derrubar Jacobo Árbenz Guzmán, o presidente democraticamente eleito da Guatemala. O governo Árbenz introduziu uma série de reformas que a inteligência americana considerou como atribuídos aos comunistas e de influência soviética, como a apreensão e expropriação de terras não utilizadas que corporações privadas retiradas há muito tempo, e distribuição dessas terras para camponeses. Este foi o primeiro golpe de estado promovido pela CIA na América Latina.[1][2][3]

Isso fomentou o receio nos Estados Unidos de que a Guatemala se tornaria o que Allen Dulles chamou de "uma praia soviética na América" (uma posição inimiga para a invasão). Esta situação criou um impacto na CIA e na administração Dwight D. Eisenhower durante a época do Macarthismo. O presidente Árbenz promulgou essencialmente uma reforma agrária que antagonizava a multinacional norte-americana United Fruit Company, com interesses oligárquicos e influências na Guatemala, através de "lobbyings" nos Estados Unidos.

A operação, que durou apenas a partir de finais de 1953-1954, foi planejada para armar e treinar para um "exército de libertação" assumir o país, com cerca de quatrocentos rebeldes sob o comando de um oficial exilado do exército guatemalteco o coronel Carlos Castillo Armas com uma coordenação ardil do complexo diplomático, económico e propaganda em grande parte experimental. A invasão foi precedida de um plano a partir de 1951, chamado Operação PBFORTUNE para financiar e fornecer armas e suprimentos para as forças opostas ao presidente. Após a invasão a Operação PBHISTORY, a fim de dedicar-se à recolha de documentos para incriminar o governo Árbenz de fantoche comunista.

Ao longo das próximas quatro décadas após a derrubada de Árbenz, a sucessão de governantes militares iria criar uma guerra de contra-insurgência, que desestabilizou a sociedade guatemalteca. A violência causou a morte e o desaparecimento de mais de 140 mil guatemaltecos, e alguns ativistas dos direitos humanos, coloca o número de mortes tão elevado como 250 mil. Em etapas posteriores deste conflito a CIA tentou, com algum sucesso reduzir as violações dos direitos humanos e parou um golpe em 1993 e ajudou a restaurar o regime democrático.

Referências

  1. (em português) Espaço acadêmico Arquivado em 31 de dezembro de 2010, no Wayback Machine. - A CIA e a técnica do golpe de Estado. Artigo de Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira. Site acessado em 3 de Dezembro de 2010.
  2. (em português) PUCSP Arquivado em 14 de maio de 2011, no Wayback Machine. - O primeiro grande êxito da C.I.A. na América Latina. Acessado em 3 de Dezembro de 2010.
  3. Schenoni, Luis y Scott Mainwaring (2018). US Hegemony and Regime Change in Latin America. [S.l.]: Democratization 
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