Ditadura dos coronéis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Βασίλειον τῆς Ἑλλάδος (1967-1973)
Ελληνική Δημοκρατία (1973-1974)

Reino da Grécia (1967-1973)
República Helênica (1973-1974)

Junta militar do Reino da Grécia (1967-1973)
Junta militar da República Helênica (1973-1974)


1967 – 1974
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Grécia
Localização de Grécia
Continente Europa
Capital Atenas
Língua oficial Grego
Governo Junta Militar
Rei/Presidente
 • 1967-1973 Rei
Constantine II
 • 1967–1972 Regente
Georgios Zoitakis
 • 1972–1973 / 1973 Regente/Presidente
Georgios Papadopoulos
 • 1973-1974 Presidente
Phaedon Gizikis
Primeiro-Ministro
 • 1967 Konstantinos Kollias
 • 1967-1973 Georgios Papadopoulos
 • 1973 Spyros Markezinis
 • 1973-1974 Adamantios Androutsopoulos
Período histórico Guerra fria
 • 21 de abril de 1967 Golpe de estado grego de 1967
 • 24 de julho de 1974 Colapso
 Nota: Este artigo é sobre o regime dos coronéis gregos. Para regime dos coronéis poloneses, veja Coronéis de Piłsudski.

A ditadura dos coronéis (em grego: Δικτατορία των Συνταγματαρχών) ou junta dos coronéis (em grego, Χούντα των Συνταγματαρχών) ou ainda regime dos coronéis (em grego, καθεστώς των Συνταγματαρχών, translit., "kathestos ton Syntagmatarhon") refere-se ao período compreendido entre 1967 e 1974, quando a Grécia foi submetida a uma ditadura militar de direita. Nesse período, o poder político foi exercido por juntas militares, que se sucederam.

O governo militar começou na manhã de 21 de abril de 1967, com um golpe de Estado liderado por um grupo de coronéis do exército grego. O poder passou a ser exercido por uma junta de oficiais, chefiada por Georgios Papadopoulos.[1] O rei Constantino II, que ascendera ao trono em 1964 e inicialmente apoiou o golpe[2], foi obrigado a fugir do país em 13 de dezembro de 1967, após uma fracassada tentativa de contragolpe,[3] embora tivesse permanecido como chefe de Estado de jure até 1.º de junho de 1973, quando a junta aboliu a monarquia e proclamou a república.[4]

O regime dos coronéis terminou em julho de 1974.[5] Em 8 de dezembro do mesmo ano, foi instituída a Terceira República Helênica.

Segundo o jornalista Eric Frattini o golpe de Estado teria sido financiado em parte por agentes do Vaticano que entregaram 4 milhões de dólares a Georgios Papadopoulos através de uma intrincada rede de bancos, pois temiam a eleição de Andréas Papandréou, um político esquerdista que tinha simpatia pelo comunismo.[6]

Uma das primeiras medidas da junta foi proibir o uso de minissaia.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O golpe de 1967 e os sete anos seguintes de regime militar foram o culminar de 30 anos de divisão nacional entre as forças de esquerda e direita, que podem ser atribuídas ao tempo da resistência contra a ocupação do Eixo na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial. Após a libertação em 1944, a Grécia mergulhou em uma guerra civil, travada entre as forças comunistas e o agora retornado governo exilado.

Referências

  1. AP (22 de abril de 1967). «Militares tomam o poder na Grécia». Correio da manhã, ano LXVI, edição 22713, página 4/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de maio de 2023 
  2. AP (28 de abril de 1967). «Rei Constantino apóia a ditadura». Correio da manhã, ano LXVI, edição 22718, página 4/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de maio de 2023 
  3. «Constantino: A revolta do Rei». Manchete, ano 15, edição 819, páginas 4-13/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 30 de dezembro de 1967. Consultado em 14 de maio de 2023 
  4. Theóphilo de Andrade (12 de dezembro de 1973). «Linha-Dura na Grécia». O Cruzeiro, ano XLV, edição 50, página 36/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de maio de 2023 
  5. Time (10 de agosto de 1974). «Grécia: a democracia é uma festa». Manchete, ano 21, edição 1164, páginas 12-15/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de maio de 2023 
  6. Frattini, Eric. The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage, St. Martin's Press; 1st U.S. Ed edition, 2008, p. 303-304. ISBN 0-3123-7594-8
  7. «Miniskirts Banned By Junta in Greece» 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Blum, William (1995). Killing Hope: U.S. Military and CIA Interventions Since World War II. Monroe, ME: Common Courage Press. ISBN 1-56751-052-3 
  • Woodhouse, C.M. (1998). Modern Greece a Short History. London: Faber & Faber. ISBN 978-0-571-19794-1 
  • Woodhouse, C.M. (1985). The Rise and Fall of the Greek Colonels. London: [s.n.] 
  • Historia de Grecia, Richard Clogg. Traducción Aixendri, Helena ISBN 978-84-832-040-4
  • La tercera ola: la democratización a finales del siglo XX, Huntington, Samuel P. Traducción: Delgado, Josefina. Ed. Paidós Ibérica, S.A. [ISBN 13: 978-84-7509-960-6]
  • Καράγιωργας Γιώργος, Από τον ΙΔΕΑ στο πραξικόπημα της 21ης Απριλίου, Εκδόσεις Ιωλκός, Β' Έκδοση 2003 [1975] ISBN 960-426-315-3
  • Κάτρης Γιάννης, Η γέννηση του νεοφασισμού στην Ελλάδα 1960-1970, Εκδόσεις Παπαζήση, 1974
  • Παπακωνσταντίνου Μιχάλης, H ταραγμένη εξαετία (1961-1967),Εκδόσεις Προσκήνιο, 1997-98
  • Παπαχελάς Αλέξης, Ο βιασμός της ελληνικής δημοκρατίας, Εκδόσεις Εστία, 1997 ISBN 960-05-0748-1
  • Σπύρος Σακελλαρόπουλος, Τα αίτια του απριλιανού πραξικοπήματος, Εκδόσεις Νέα Σύνορα, 1998
  • Λώρενς Στερν, Λάθος Αλογο, Εκδόσεις ΕΠΙΦΑΝΙΟΥ, 1978
Ícone de esboço Este artigo sobre História da Grécia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.