Austeridade

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Em economia, a austeridade significa rigor teórico no controle de gastos. Uma política de austeridade é requerida quando o nível do déficit público é considerado insustentável e é implementada através do corte de despesas.

Projetos de desenvolvimento e despesas sociais são frequentemente o alvo preferencial dos cortes de gastos. Em países como o Reino Unido, sob o governo de Margaret Thatcher, e o Canadá, no governo de Jean Chrétien, houve queda do padrão de vida da população no curto prazo, quando medidas de austeridade foram adotadas a fim de recuperar o equilíbrio fiscal.

Bancos privados ou instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), normalmente exigem a adoção de uma política econômica "austera", por parte dos países que pretendam refinanciar suas dívidas. Em geral, o governo do país deve comprometer-se a reduzir a despesa pública através da extinção (ou drástica redução) de subsídios e diminuição das despesas de custeio da administração, entre outras formas.

Exemplificando o uso da "austeridade" hoje em dia podemos usar o exemplo da Grécia, que está usando tais medidas para equilibrar seu déficit econômico. Ainda, poderia começar a ser pensado o caso estaduniense na atualidade, cujo sistema público de saúde, que mal nasceu, já está sofrendo com as medidas de austeridade, em função do temor em relação ao chamado abismo fiscal. As constantes elevações do teto da dívida norte-americana, da forma como foi assumida (ou seja, sem a elevação da arrecadação via imposto de renda, isto é, maior tributação para os mais ricos) necessariamente deverão ser seguidas por medidas de aperto dos gastos públicos (gastos com bem-estar social, pagamento do funcionalismo público, investimentos produtivos ou gastos intervencionistas para dinamizar a economia).

Devido aos efeitos sociais de tal política econômica,[1] adotada após a crise de 2007-2008, especialmente na maioria dos países da Europa, as populações têm-se rebelado contra os chamados programas de ajuste econômico.[2] Mas há também exemplos de rejeição institucional de tais modelos ortodoxos. A Islândia, por exemplo, recusou o modelo tradicional de austeridade proposto pelo Fundo Monetário Internacional e, ao contrário de outros países europeus, conseguiu sanear seu sistema financeiro e superar a crise, não apenas nacionalizando as dívidas dos bancos mas nacionalizando temporariamente os próprios bancos. Além disso, executivos considerados desonestos ou criminosamente negligentes foram processados e presos.[3]

Governos austeros[editar | editar código-fonte]

Jimmy Carter[editar | editar código-fonte]

Foi o 39° presidente dos Estados Unidos, ao chegar à presidência aplicou diversos processos de desregulamentação da economia norte-americana. Até 1970 os preços das passagens áreas do país eram regulados pelo governo - junto com o monopólio de concessões à empresas aéreas que impediam a entrada de concorrentes. No ano de 1978 Carter aboliu a agência reguladora Civil Aeronautics Board que controlava todo o mercado de aviação do país, permitindo pela primeira vez a livre concorrência no setor. Carter também desregulamentou o setor de transportes de cargas por caminhões e trens. Em agosto de 1979 Carter nomeou presidente do Federal Reserve (Banco Central americano) Paul Volcker que subiu a taxa básica de juros para 20% quebrando a estagnação econômica do país na época.

Roger Douglas[editar | editar código-fonte]

Eleito pelo Partido Trabalhista na Nova Zelândia em 1981, Douglas adotou diversas reformas para conter o enorme déficit orçamentário e a inflação que já passava dos dois dígitos. Em seu governo houve a redução de privilégios, abolição de tarifas protecionistas, retirada de subsídios, redução de impostos, redução de gastos e redução geral da máquina pública com a demissão de vários funcionários públicos. A economia apresentou níveis de recuperação e a produtividade aumentou.

Luiz Inácio Lula da Silva[editar | editar código-fonte]

Presidente do Brasil em 2003, Lula assumiu um governo com a inflação e o dólar em alta[4] causada pela desconfiança do mercado em relação ao seu governo. Para resolver o problema foram nomeados nomes ortodoxos e técnicos para a equipe econômica, Joaquim Levy, Henrique Meirelles, Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Alexandre Schwartsman ocupavam o cargo de gerenciar a economia do país.

Uma política fiscal austera foi adotada, com uma política monetária dura e restritiva aliada a uma meta de superavit primário de 4,25% do PIB[5] (Produto Interno Bruto) ao mesmo tempo a taxa básica de juros brasileira foi elevada para 26,50%[6] .

Referências

  1. Austeridade aumenta suicídios e infeções em Portugal. Investigadores traçam quadro da saúde na Europa e acusam governos de «explicitamente fecharem os olhos» aos efeitos da crise e da austeridade na saúde das populações]. TVI, 27 de março de 2013
  2. Bernardo Parrella e Sara Moreira. "Europa em Crise" Global Voices Group 2013. Pág.43
  3. A Europa quebra. Enquanto isso, no fim do mundo.... Islândia rejeitou o receituário do FMI, saneou seu sistema financeiro e se recuperou da crise.]Por Flávio Aguiar. "Opera Mundi", 13 de novembro de 2011. .
  4. Curva de evolução da taxa de câmbio (real x dólar americano)
  5. Perspectivas para a Relação Dívida Pública/PIB Banco Central do Brasil (05/08/2004). Visitado em 25/12/2015.
  6. Brazil Interest Rate www.trandingeconomics.com.


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