Contabilidade nacional

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A contabilidade nacional (CN) ou sistema nacional de contas (SNC) é um instrumento que representa, sintetiza e quantifica os transacções realizadas de uma economia. Apesar de partilhar muitas características com a contabilidade das empresas, a contabilidade é baseada em agregados económicos. No Brasil, a contabilidade nacional é chamada de contabilidade social.

As contas nacionais representam de uma maneira geral a produção, o rendimento e a despesa dos agentes económicos dentro de uma economia, incluindo as transacções com o resto do mundo, e a sua riqueza. O sistema de contas nacionais tanto regista fluxos como stocks no final do período, assegurando que os fluxos coincidem com os novos stocks.

Na contabilidade nacional, há uma grande variedade de agregados como o produto interno bruto - o mais conhecido -, o rendimento disponível, a poupança e o investimento. A medição e o desenvolvimento destes agregados macroeconómicos ao longo do tempo é objecto de interesse para os decisores políticos e económicos. Outros dados, como as tabelas de input-output mostram como as indústrias interagem entre si durante o processo produtivo.

História[editar | editar código-fonte]

A contabilidade nacional é um instrumento relativamente recente, nascendo da necessidade dos Estados quantificar a actividade económica o mais rigorosamente possível e mapear a sua evolução ao longo do tempo. Nos anos 30 não estavam disponíveis nenhuns dados fiáveis sobre os mercados, o emprego, o rendimento das famílias e mais variáveis económicas. Em 1932, antes da eleição de Roosevelt e do New Deal, o Congresso dos Estados Unidos pediu ao economista Simon Kuznets (mais tarde agraciado com o Prémio Nobel em 1971) para estimar o declínio actividade económica. Apurou que ela tinha diminuído 40% entre 1929 e 1932.

É durante a Segunda Guerra Mundial que o sistema de contas da contabilidade nacional começa a adquirir a sua forma actual. Em 1941, a pedido do Parlamento do Reino Unido, uma equipa chefiada por John Maynard Keynes elaborou uma série de quadros que ilustram os recursos produzidos e sua utilização enquanto consumo, despesas, doações e investimentos.

Em 1950, a OCEE, a precursora da OCDE, publicou o chamado "Sistema Simplificado de Contas Nacionais", que é a primeira tentativa de uniformizar a base da contabilidade. Desde então, a Organização das Nações Unidas começou um processo de normalização em 1953 publicando "Um Sistema de Contas Nacionais e quadros estatísticos relevantes", que é o primeiro sistema de contabilidade de âmbito internacional. Este sistema é revisto em 1968 e serviu como base para o desenvolvimento do primeiro Sistema Europeu de Contas (SEC 1970), a segunda edição é revista em 1979. Em 1993, ele implementou um novo sistema nacional de contas (SNC 93), com grandes reformas. Actualmente, a União Europeia usa o Sistema Europeu de Contas (SEC 95) que é inserido totalmente na metodologia do SNC 93.

Ver também[editar | editar código-fonte]