Aurora Dourada

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Aurora Dourada
Χρυσή Αυγή
Sangue, Honra, Aurora Dourada
Primeiro-secretário Nikolaos Michaloliakos
Porta-voz Ilias Kasidiaris
Fundação 1980
Dissolução 2020 como partido Constitucional
Sede Atenas,  Grécia
Ideologia Neonazismo[1]
Metaxismo
Euroceticismo
Antiglobalização[2][3]
Espectro político Extrema-direita
Religião Ortodoxia[4]
Neopaganismo helênico[5]
Publicação ΧΡΥΣΗ ΑΥΓΗ
Afiliação europeia Aliança pela Paz e Liberdade
Grupo no Parlamento Europeu Não Inscritos
Parlamento Helénico
0 / 300
Conselhos Regionais
22 / 703
Parlamento Europeu
2 / 21
Cores       Preto
Bandeira do partido
Meandros flag.svg
Página oficial
AD Nacional
Política da Grécia

Partidos políticos

Eleições

Disambig grey.svg Nota: Se procura por a sociedade secreta, veja Ordem Hermética da Aurora Dourada.

Aurora Dourada (em grego Χρυσή Αυγή, transl. Chryssí Avguê) é um partido político e organização criminosa grego de extrema-direita liderado por Nikolaos Michaloliakos. É amplamente considerado como um movimento neonazista[6][7][8][9] e fascista.[10][11][12] Embora o grupo rejeite a ideia de ser taxado como tal,[13] seus membros costumam expressar admiração pelos antigos ditadores gregos Ioannis Metaxas, do Regime de 4 de agosto (1936-1941), [14] e Georgios Papadopoulos, do Regime dos coronéis (1967-1974).[15] Também usam um simbolismo muito semelhante ao dos nazistas e elogiam figuras da Alemanha nazista.[16][17][18] Segundo fontes acadêmicas, o grupo é racista e xenófobo, [19][20] e o próprio líder do partido o identifica abertamente como nacionalista e racista.[21]

Em outubro de 2020, no "maior julgamento de fascistas desde Nuremberg", a justiça grega julgou a Aurora Dourada como sendo uma organização criminosa.[22][23]

Em 2005 o partido encerrou suas operações políticas e foi absorvido por uma entidade política chamada Aliança Patriótica, que deixou de existir após Michaloliakos retirar seu apoio à organização. Em março de 2007, a Aurora Dourada realizou seu sexto congresso, onde os oficiais do partido anunciaram que voltariam a militar politicamente. Nas eleições municipais de novembro de 2010, a Aurora Dourada obteve 5,3% dos votos em Atenas, adquirindo uma cadeira no Conselho da Cidade (legislativo municipal). Em alguns bairros com grande presença de imigrantes o partido chegou a obter 20% dos votos. Ao entrar na câmara municipal após ser eleito em Atenas, Nikolaos Michaloliakos fez a chamada saudação romana[24] (uma saudação que já existia na Roma Antiga e que foi adoptada pelos fascistas de Benito Mussolini e pelos nazis de Adolf Hitler). O partido tem se envolvido com inúmeras atividades do crime organizado desde pelo menos desde 2013 para se auto-financiar[25] além de se envolver em homicídio de imigrantes[26] além do assassinato de uma cantor antifa[27] e de comunistas em geral.[28] O partido também tem sido acusado de casos de corrupção envolvendo vários outros partidos de extrema direita europeus.[29]

A Aurora Dourada descreve-se como um "movimento popular nacionalista" ou como "nacionalistas descomprometidos". Michaloliakos descreveu a Aurora Dourada como um movimento oposto ao "assim chamado iluminismo" e à Revolução Industrial. O partido também se diz opositor do marxismo e do liberalismo, fator que o torna um tipo de terceira via para espectros políticos. O grupo, que emprega símbolos e gestos similares aos do nacional-socialismo (incluindo a saudação romana), se auto-declara o protetor do cristianismo ortodoxo,[4] embora no passado tenha adotado o neopaganismo helênico como religião oficial, proibido a entrada de cristãos e descrito o marxismo como uma "cria judaico-cristã".[5][30]

Imigração[editar | editar código-fonte]

A Aurora Dourada opõe-se à presença de imigrantes na Grécia. O partido defende a deportação de todos os imigrantes e o fechamento das fronteiras com o uso de minas terrestres.[31] Em 2012 Giorgios Germenis, ideólogo e candidato da Aurora Dourada, disse que "obviamente, todos os imigrantes ilegais devem partir. Se todos os imigrantes ilegais – que são mais de três milhões – fossem embora, libertariam três milhões de postos de trabalho para os gregos".[32]

Denúncias de conexões com a polícia grega[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista a Eleftherotypia em 1998, o Ministro da Ordem Pública, Georgios Romaios (PASOK) apontou a existência de "elementos fascistas na Polícia Helênica", e jurou suprimi-los.[33] Em entrevista à TV, naquele mesmo ano, Romaios novamente afirmou que havia um grupo pró-fascista dentro da força policial, embora, segundo ele, não organizado e apenas envolvido em incidentes isolados.[34] Ainda no mesmo ano, Eleftherotypia publicou um artigo que esboçava as conexões entre a polícia e o neofascismo.[35] Apesar de Dimitris Reppas, porta-voz do governo do PASOK, ter negado categoricamente tais conexões, o artigo citava um discurso do Paraskevas Paraskevopoulos, membro do Parlamento pertencente ao PASOK, no qual o parlamentar falava sobre um motim causado por extremistas de direita:

Em Tessalônica, tem sido amplamente comentado que organizações de extrema-direita são ativas, no interior das forças de segurança. Membros dessas organizações foram os planejadores e os principais executores do motim e ninguém foi preso. Um oficial das Forças Especiais, falando em um briefing dos policiais das Forças Especiais que estariam de plantão naquele dia, disse aos policiais para não prenderem ninguém, porque os desordeiros não eram inimigos, e ameaçou que, se a ordem fosse ignorada, haveria represálias.[34]

Um artigo no jornal Ta Nea afirmou que a Aurora Dourada teria uma relação próxima com elementos da força policial grega.[36][37] e que haveria uma investigação policial interna confidencial que concluíra o seguinte:

  1. Aurora Dourada tinha muito boas relações e contatos com os oficiais da força, dentro e fora de serviço.
  2. A polícia forneceu ao grupo bastões e equipamentos de comunicação via rádio durante manifestações de massa, principalmente durante as celebrações da Revolta da Politécnica de Atenas e durante comícios de grupos de esquerda e anarquistas, a fim de provocar tumultos.
  3. Antonios Androutsopoulos (conhecido como Periandros), um destacado membro da Aurora Dourada acusado de tentativa de homicídio e condenado por porte ilegal de armas, ficou foragido por sete anos, graças às conexões do grupo com a polícia.
  4. O irmão de Periandros, também membro do Aurora Dourada, foi escolta de segurança de um deputado da Nova Democracia.
  5. Muitos membros da Aurora Dourada portavam armas ilegalmente.

O jornal publicou a fotografia de um parágrafo datilografado sem insígnia identificável como prova da investigação secreta.[38] O Ministro da Ordem Pública, Michalis Chrysochoidis, respondeu que não se lembrava de tal investigação. Chrysochoidis também negou acusações de que conexões de extrema direita dentro da força policial tivessem atrasado a prisão de Periandros. Disse, ainda, que grupos de esquerda, incluindo o grupo ultra-esquerdista de resistência antiestatal 17 de novembro, responsável por vários homicídios, também ficaram foragidos por décadas. Em ambos os casos, ele atribuiu as falhas à "estupidez e incompetência" da polícia.[36]

Em anos mais recentes, grupos antifascistas e de esquerda afirmaram que muitos dos membros da Aurora Dourada têm relacionamentos próximos ou colaboraram com o Serviço Central de Inteligência da Grécia (KYP), o antecessor do Serviço Nacional de Inteligência, e acusaram Nikolaos Michaloliakos de trabalhar para o KYP já nos anos 1980. Uma prova disso, publicada em um jornal grego, foi um contracheque mostrando os nomes de Michaloliakos e Konstantinos Plevris (polítice e advogado de extrema direita) como operadores do serviço - documento que Aurora Dourada alegou ser uma falsificação.[39] No entanto, o "holerite" era falso, como foi provado em tribunal, após a queixa do Aurora Dourada.[40][41] [42]

Em julho de 2012, foi relatado que Nils Muiznieks, Comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, havia colocado sob escrutínio os supostos laços da polícia grega com a Aurora Dourada,[43] depois de sucessivos relatórios do estado grego, que continuou a não reconhecer o problema.[44][45] Numa entrevista concedida em 2 de fevereiro de 2013 a Ta Nea, Muiznieks declarou que havia coletado fortes evidências de vínculos entre a polícia e o partido Aurora Dourada.[46] Segundo o analista político Paschos Mandravelis, "muito do apoio ao partido vem da polícia, jovens recrutas apolíticos que não sabem nada sobre os nazistas ou sobre Hitler". Para esses policiais, os apoiadores da Aurora Dourada são seus únicos aliados na linha de frente, quando há confrontos entre a polícia de choque e manifestantes de esquerda."[47]

Após as eleições legislativas gregas de 6 de maio de 2012, soube-se que mais de um em cada dois policiais gregos votou na Aurora Dourada, em alguns distritos.[48] Postos de votação ao redor da Diretoria Geral de Polícia da Ática, na circunscrição eleitoral de Atenas A, onde os policiais em serviço votaram, relataram um pouco mais de 20% de apoio ao partido, enquanto os postos de votação "civis" da circunscrição eleitoral relataram apoio de cerca de 6%. A porcentagem total de votos para Aurora Dourada, em Atenas A, foi de 7,8%. Um oficial da polícia declarou que o apoio ao partido era alto e crescente entre a polícia, bem como entre os militares.[49]

  • Um policial foi suspenso enquanto outros sete foram identificados por participarem do ataque da Aurora Dourada contra barracas operadas por migrantes em um mercado aberto em Missolonghi, em 10 de setembro de 2012.[50]
  • Após repetidos ataques contra a comunidade tanzaniana em torno da Praça Amerikis, em Atenas, sem que a polícia prendesse ninguém, foi realizado um protesto antifascista, que acabou levando a confrontos entre grupos antifascistas e a Aurora Dourada. A polícia somente prendeu antifascistas, e foi relatado que a polícia usou de tortura durante contra eles, durante sua detenção, na sede central da polícia, em Atenas. As vítimas disseram que a polícia ameaçou os manifestantes de que seus endereços seriam dados à Aurora Dourada. [51]
  • Membros da Aurora Dourada, juntamente com padres e crentes ortodoxos ultrarreligiosos, reuniram-se fora do Teatro Chytirio, em Atenas, para condenar a peça blasfema de Terrence McNally Corpus Christi, que seria apresentada naquele teatro. Houve relatos de que eles perseguiram e espancaram um jornalista, que tirava fotos da manifestação, e que seus pedidos de socorro não obtiveram resposta dos policiais presentes.[52][53] Segundo outros relatos, o parlamentar Christos Pappas, da Aurora Dourada, entrou na van da polícia e libertou um dos quatro detentos. [54][55][56]

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
1996 14.º 4 537
0,1 / 100,0
0 / 300
Extra-parlamentar
2000 Não concorreu
2004
2007
2009 10.º 19 624
0,3 / 100,0
0 / 300
Extra-parlamentar
05/2012 6.º 440 966
7,0 / 100,0
Aumento6,7
21 / 300
Aumento21 Oposição
06/2012 5.º 426 025
6,9 / 100,0
Baixa0,1
18 / 300
Baixa3 Oposição
01/2015 3.º 388 387
6,3 / 100,0
Baixa0,6
17 / 300
Baixa1 Oposição
09/2015 3.º 379 581
7,0 / 100,0
Aumento0,7
18 / 300
Aumento1 Oposição
2019 7.º 165 709
2,9 / 100,0
Baixa4,1
0 / 300
Baixa18 Extra-parlamentar

Eleições europeias[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1994 19.º 7 242
0,1 / 100,0
0 / 25
1999 Não concorreu
2004
2009 12.º 23 566
0,5 / 100,0
0 / 22
2014 3.º 536 910
9,4 / 100,0
Aumento8,9
3 / 21
Aumento3
2019 5.º 275 821
4,9 / 100,0
Baixa5,5
2 / 21
Baixa1

Referências

  1. Greece's Golden Dawn party describes Hitler as 'great personality'
  2. Tsatsanis, Emmanouil (2011), «Hellenism under siege: the national-populist logic of antiglobalization rhetoric in Greece», Journal of Political Ideologies, 16 (1): 11–31, doi:10.1080/13569317.2011.540939 
  3. Ivarsflaten, Elisabeth (2006), Reputational Shields: Why Most Anti-Immigrant Parties Failed in Western Europe, 1980–2005 (PDF), Nuffield College, University of Oxford, p. 15 
  4. a b Jean-Paul Marthoz (27 de abril de 2015). «Jornalistas pelejam com o aumento do poder de extremistas europeus». CPJ. Consultado em 28 de abril de 2017 
  5. a b «Η Ιδεολογία Μας: Θεός-θρησκεία». Χρυσή Αυγή (57). 1990 
    • Wodak, Ruth (2015), The Politics of Fear: What Right-Wing Populist Discourses Mean, Sage 
    • Vasilopoulou; Halikiopoulou (2015), The Golden Dawn's 'Nationalist Solution', p. 32 
    • Dalakoglou, Dimitris (2013), «Neo-Nazism and neoliberalism: A Few Comments on Violence in Athens At the Time of Crisis», WorkingUSA: The Journal of Labor and Society, 16 (16(2): 283–292, doi:10.1111/wusa.12044 
    • Miliopoulos, Lazaros (2011), «Extremismus in Griechenland», Extremismus in den EU-Staaten, ISBN 978-3-531-17065-7 (em German), VS Verlag, p. 154, doi:10.1007/978-3-531-92746-6_9 
    • Davies, Peter; Jackson, Paul (2008), The Far Right in Europe: An Encyclopedia, Greenwood World Press, p. 173 
    • Altsech, Moses (Agosto de 2004), «Anti-Semitism in Greece: Embedded in Society», Post-Holocaust and Anti-Semitism (23): 12 
  6. Explosion at Greek neo-Nazi office, CNN, 19 de março de 2010, arquivado do original em 8 de março de 2012 
  7. Donadio, Rachel; Kitsantonis, Niki (6 de maio de 2012), «Greek Voters Punish 2 Main Parties for Economic Collapse», The New York Times 
  8. Smith, Helena (21 de setembro de 2019). «After murder, defections and poll defeat: the sun sets on Greece's Golden Dawn». The Observer (em inglês). ISSN 0029-7712 
  9. Smith, Helena (16 de dezembro de 2011), «Rise of the Greek far right raises fears of further turmoil», London, The Guardian 
  10. Dalakoglou, Dimitris (2012), «Beyond Spontaneity: Crisis, Violence and Collective Action in Athens» (PDF), CITY, 16 (5): 535–545, doi:10.1080/13604813.2012.720760, The use of the terms extreme-Right, neo-Nazi, and fascist as synonymous is on purpose. Historically in Greece, the terms have been used alternatively in reference to the para-state apparatuses, but not only. (pg: 542) 
  11. *Xenakis, Sappho (2012), «A New Dawn? Change and Continuity in Political Violence in Greece», Terrorism and Political Violence, 24 (3): 437–64, doi:10.1080/09546553.2011.633133 
    • Kravva, Vasiliki (2003), «The Construction of Otherness in Modern Greece», Routledge, The Ethics of Anthropology: Debates and dilemmas, p. 169 
  12. «Greek far-right leader savors electoral success», Reuters, Reuters, 6 de maio de 2012 
    • Renee Maltezou (25 de abril de 2012). «Greece: Secretive far-right party taps into Greeks' anger, fear». Agence France-Presse. Cópia arquivada em 27 de junho de 2012. Set up in 1992 and relaunched in 2007, the party admires Greek dictator Ioannis Metaxas, who refused to surrender to the Axis powers in 1940. It calls itself nationalist and insists its logo is the ancient Greek meander symbolizing bravery and endless struggle." 
    • Nikos Chasapopoulos (4 de agosto de 2012). «Οι φύρερ της διπλανής πόρτας». Step. Ο φασισμός είναι δαιμονολογία. Φασισμός στην Ιταλία σήμαινε ότι πίσω απ' αυτόν βρίσκεται το κράτος. Εμείς εδώ στην Ελλάδα πιστεύουμε στο Εθνος, στο εθνικό κράτος. Αλλωστε δεν χαιρετούσαν και Ελληνες του Μεταξά έτσι; Δεν χαιρετούσε έτσι και ο σερ Οσβαλντ Μόσλεϊ, ηγέτης της Βρετανικής Ενωσης Φασιστών, που όμως πολέμησε τους Γερμανούς; 
  13. Davis, Donna (2016). American Educational History Journal. 43. [S.l.]: IAP. p. 125 
  14. KOSTAS NIKOLAIDIS (31 de março de 2012), Τα παιδιά του Χίτλερ με στολή "Χρυσής Αυγής" [Hitler's children in "Golden Dawn" uniform], cópia arquivada em 11 de janeiro de 2016 
  15. "Χρυσή Αυγή" – Αλήθειες και Ψέμματα, 15 de maio de 2012 
  16. Οι φύρερ της διπλανής πόρτας, 8 de abril de 2012 
  17. Sitaropoulos, Nicholas (2004), «Equal treatment between persons irrespective of racial or ethnic origin: the transposition in Greece of EU Directive 2000/43», The International Journal of Human Rights, 8 (2): 123–58, doi:10.1080/1364298042000240834, Clearly extreme racist groups are, inter alia, political groups such as Chrisi Avgi and Elliniko Metopo. 
  18. Sotiropoulos, Dimitri A., Formal Weakness and Informal Strength: Civil Society in Contemporary Greece (PDF), London School of Economics, p. 16, Firstly, there is a youth organization which is titled "Golden Dawn" (in Greek, Chryssi Avgi) and which is explicitly racist and xenophobic... 
  19. «Greek far-right leader vows to 'take back' İstanbul, İzmir», Today's Zaman, 15 de junho de 2012, cópia arquivada em 3 de novembro de 2013 
  20. «Grécia. Aurora Dourada considerado organização criminosa» 
  21. Smith, Helena (7 de outubro de 2020). Golden Dawn guilty verdicts celebrated across Greece. The Guardian.
  22. «A multiplicação de cegos, mortos e extremistas». Estadão.com.br 
  23. Blackmail, protection, money laundering: funding Golden Dawn
  24. Greek Party Accused in Killings and Racist Attacks
  25. Leaders of Greece's far-right Golden Dawn party to stand trial on April 20
  26. Greeks protest against Golden Dawn attack on Communists
  27. Takis Fotopoulos, The NWO in Action, vol. 2, ;Ukraine, The attack on Russia and the Eurasian Union (under publication by Progressive Press)
  28. Chasapópoulos, Níkos (8 de abril de 2012). «Οι φύρερ της διπλανής πόρτας» (em grego) 
  29. «Campo de detenção para imigrantes marca ascensão de direita radical na Grécia». Universo Online. Noticias.bol.uol.com.br 
  30. «Imigração». Pt.euronews.com 
  31. Agência de Notícias de Atenas: Revista de imprensa em grego, 29 de junho de 1998. Hri.org (29 de junho de 1998).
  32. a b htm Eleftherotypia's article parte 3 (em grego)
  33. Eleftherotypia article parte 1 (em grego)
  34. a b Athanasiou, Areti (17 de abril de 2004). «Aστυνομικοί κάλυπταν τον "Περίανδρο"». Ta Nea 
  35. «In Brief». Kathimerini. 14 de setembro de 2005. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2011 
  36. Imagem do artigo de Ta Nea. Arquivado em 2014-04-07 no Wayback Machine.
  37. «ΜΙΚΡΟ 20000415». www.iospress.gr 
  38. «Πλαστό το έγγραφο της ΚΥΠ σύμφωνα με απόφαση 52803/4 Πρωτοδικείου Αθηνών». Πρωτοδικείο Αθηνών. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2012 
  39. "ΠΛΑΣΤΟ «το έγγραφο της ΚΥΠ» και με επίσημη απόφαση δικαστηρίου," (Απριλίου 16, 2012). WaybackMachine: Internet Archive. Ανακτήθηκε 30 May 2014.
  40. "ΠΛΑΣΤΟ "απόφαση έγγραφο της ΚΥΠ" και με επίσημη απόφαση δικαστηρίου," (Απριλίου 16, 2012). WaybackMachine: Arquivo da Internet. Ανακτήθηκε 30 de maio de 2014.
  41. «Στο στόχαστρο η σκιώδης σχέση Χρυσής Αυγής με ΕΛ.ΑΣ.». www.news247.gr 
  42. Greek Far Right Hangs a Target on Immigrants The New York Times, 10 July 2012.
  43. Hate on the Streets Human Rights Watch, 10 de julho de 2012.
  44. Υπάρχει σύνδεση σύνδεση της Χρυσής Αυγής με την Ελληνική Αστυνομία Tα Νέα, 2 de fevereiro de 2012.
  45. Smith, Helena (28 de setembro de 2012). «Greek police send crime victims to neo-Nazi 'protectors'». The Guardian 
  46. Lambropoulos, Vassilis (11 de maio de 2012). «Ενας στους δύο αστυνομικούς ψήφισαν "Χρυσή Αυγή"». To Vima 
  47. Phillips, Barnaby (1º de dezembro de 2012). «High police support for Greece's Golden Dawn». Al Jazeera 
  48. «Officer took part in market attack». Kathimerini. 11 de setembro de 2012 }
  49. Margaronis, Maria (9 de outubro de 2012). «Greek anti-fascist protesters 'tortured by police' after Golden Dawn clash». The Guardian }
  50. Baboulias, Yiannis (12 de outubro de 2012). «Greece, in 2012: fascists beating up people while the police look on». The Guardian 
  51. Vaios, Papanagnou (11 de outubro de 2012). «Δημοσιογράφος ξυλοκοπείται από την Χρυσή Αυγή». To Vima 
  52. «New violent attack of Golden Dawn». TVXS.gr 
  53. «Βουλευτής Απελευθερώνει Προσαχθέντα». NewsIt.gr 
  54. Vradelis, Stelios; Kontodima, Daphne (13 de outubro de 2012). «Arquivo contra os Membros do Golden Dawn que libertaram prisioneiro (Θύελλα μετά τα επεισόδια στο Χυτήριο)». Ta Nea 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Aurora Dourada