Paralisia crônica das abelhas

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Paralisia crônica das abelhas, é uma doença causado por um vírus cuja classificação ainda não esta definida(incertae sedis). Afeta as abelhas adultas e causa uma doença contagiosa de paralisia crônica que pode se espalhar facilmente para outros membros de uma colônia. Os sintomas incluem tremores de asas e corpo, perda de vôo, perda de pelos e rejeição por membros saudáveis da colônia. As abelhas infectadas com paralisia crônica morrem em poucos dias e é um fator na perda de colônias de abelhas.[1]

Embora a paralisia crônica das abelhas infecte principalmente abelhas adultas, o vírus também pode causar danos às abelhas em todos os estádios de desenvolvimento, embora as abelhas em desenvolvimento tenham quantidades significativamente menores do vírus em comparação com as suas contrapartes adultas. A mortortalidade em relação ao desenvolvimento de abelhas infectadas e perdas de ninhada são baixos ou inexistente também.[2]

As abelhas que foram infectadas com paralisia crônica podem abrigar milhões de partículas virais, com metade delas concentradas na região da cabeça, permitindo que ela cause sintomas semelhantes às doenças relacionadas aos danos do sistema nervoso. De fato, verificou-se que as partículas virais se concentram em dois centros; Corpos de cogumelos envolvidos no processamento sensorial, memória, aprendizagem e controle motor, bem como o centro de controle motor, comportamento e orientação, e despertar.[2][3]


Susceptibilidade[editar | editar código-fonte]

As abelhas operárias são as mais suscetíveis à infecção, como resultado de testes laboratoriais o modo mais eficiente de propagação da infecção é o contato próximo entre abelhas saudáveis e infectadas em áreas com grande quantidade de abelhas. Embora paralisia crônica possa facilmente se espalhar devido ao contato próximo, o contato entre as abelhas saudáveis e as fezes de abelhas infectadas também podem causar infecção. Portanto, esta infecção viral pode se espalhar entre colméias como resultado deste contato indireto.[4] Como resultado de experiências laboratoriais, as abelhas adultas podem ser infectadas com paralisia crônica por injeção viral, aplicação tópica ou por ingestão.[2]

Testes[editar | editar código-fonte]

O vírus da paralisia crônica das abelhas é grosseiramente classificado como uma infecção inaparente, porque há poucos sintomas reveladores e a quantidade de vírus não pode ser facilmente determinada. Apesar do uso de infectividade e Serologia, estes métodos de teste são imprecisos e não podem ser reproduzidos com resultados constantes.[2]


Relação simbiótica[editar | editar código-fonte]

Apesar da paralisia crônica das abelhas infectar principalmente as abelhas, já que são o principal hospedeiro, o vírus também foi encontrado presente em formigas carnívoras. Isso sugere que as formigas servem como um "reservatório" para aumentar o número de vírus para infectar mais facilmente as abelhas em um ambiente de ninho ou apiário. Esses reservatórios virais também podem ser vistos em outras relações biológicas, como mosquitos que transportam vírus para infectar vertebrados e pulgões carregando vírus para infectar plantas. Independentemente disso, essas formigas carnívoras podem se infectar com paralisia crônica por comer abelhas mortas infectadas ou por coletar independentemente o mel.[5]

Referências

  1. Violaine Olivier, Philippe Blanchard, Soraya Chaouch, Perrine Lallemand, Frank Schurr, Olivier Celle, Eric Dubois, Noël Tordo, Richard Thiéry, Rémi Houlgatte & Magali Ribièrea (2008). «Molecular characterization and phylogenetic analysis of Chronic bee paralysis virus, a honey bee virus». Virus Research. 132 (1-2): 59–68. doi:10.1016/j.virusres.2007.10.014. PMID 18079012 
  2. a b c d Magali Ribière, Violaine Olivier & Philippe Blanchard (2010). «Chronic bee paralysis: a disease and a virus like no other?». Journal of Invertebrate Pathology. 103: S120–S131. doi:10.1016/j.jip.2009.06.013. PMID 19909978 
  3. L. Baily & R. G. Milne (1969). «The multiplication regions and interaction of acute and chronic bee-paralysis viruses in adult honey bees». Journal of General Virology. 4: 9–14 
  4. M. Ribière, P. Lallemand, A.-L. Iscache, F. Schurr, O. Celle, P. Blanchard, V. Olivier & J.-P. Faucon (2007). «Spread of infections chronic bee paralysis virus by honeybee (Apis mellifera L.) feces». Applied and Environmental Microbiology. 73 (23): 7711–7716. doi:10.1128/AEM.01053-07 
  5. Olivier Celle, Philippe Blanchard, Violaine Olivier, Frank Schurr, Nicolas Cougoule, Jean-Paul Faucon & Magali Ribière (2008). «Detection of Chronic bee paralysis virus (CBPV) genome and its replicative RNA form in various hosts and possible ways of spread». Virus Research. 133 (2): 280–284. doi:10.1016/j.virusres.2007.12.011. PMID 18243390