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Partido Comunista da Índia

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O Partido Comunista da Índia é um partido político comunista da Índia. O partido foi fundado em 1920.

O secretário geral do partido é A.B. Bardhan.

O partido publica New Age.DA organização juvenil do partido é All India Youth Federation.

Nas eleições parlamentares de 2004 o partido recebeu 5 434 738 votos (1.4%, 10 assentos).

Historiografia marxista na Índia

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Antecedentes internacionais

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Trabalhar a história é indispensável para o marxismo, para o materialismo histórico-dialético como método científico de compreensão e intervenção na realidade. Se partimos do Manifesto Comunista (1848), enxergamos uma linha de desenvolvimento histórico das civilizações, que parte da "pré-história" para uma fase escravista, seguida de um período feudal que é derrotado pela ascensão do modo de produção capitalista. É notável que em Marx há o desenvolvimento de conceitos como "Modo de produção asiático", tentando dar conta do desenvolvimento das sociedades fora da Europa Ocidental, região modelo para se pensar nesse esquema de 4 partes (pré-história - modo escravista - feudalismo - capitalismo). Com o crescimento dos comunistas ao redor do mundo, especialmente com o impulso dado pela Revolução de Outubro em 1917, se tornou central para a luta revolucionária que se dessem respostas para o desenvolvimento político-econômico das mais diversas sociedades, com o ideal da revolução socialista internacional como ponto de união do proletariado de todo planeta. Na contramão da flexibilidade exigida para apreciar com qualidade as peculiaridades de cada região, se consolida a partir das "Discussões de Leningrado" (1931) a universalização do modelo de 4 partes, adotado pelos PC's sob a asa da Comintern.

Debate dentro da Índia

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A despeito de não ser o primeiro, o trabalho de Rajani Palme Dutt "India Today" foi o primeiro de maior envergadura na historiografia marxista indiana, publicado pela primeira vez em 1940. Militante histórico do Partido Comunista da Grã-Bretanha, seu trabalho foi uma forte influência no seio do partido para combater as correntes de pensamento que sobrevalorizavam o nacionalismo e a ala do movimento independentista liderada por Mahatma Gandhi e pelo Partido do Congresso, especialmente combatendo a ideia de formação do Paquistão. Um segundo marco é o trabalho de E.M.S. Namboodiripad, "The National Question in Kerala" de 1952. Grande liderança do CPI no estado de Kerala, no sul da Índia, se dedicou a entender a estrutura político-econômica da região, dando especial ênfase a necessidade de se combater o sistema de castas como pressuposto para combater todas as formas de desigualdade. É de se notar que ele descreve a economia da região como "feudal-colonial", se alinhando a compreensão mais comum no movimento comunista internacional de entender países periféricos como a Índia numa situação de capitalismo ainda não desenvolvido, enquadrando o estado dentro do esquema de 4 partes.

Renovando os ares do debate, D.D. Kosambi - grande polímata indiano - publica "Introduction to the Study of Indian History" em 1956. Neste trabalho crítica a concepção de que um período escravista antecedeu o feudalismo na Índia, contrariando o consenso vigente. Compreende que o campesinato indiano vivia numa condição de "hilotagem", algo entre a servidão e a escravidão, situando o feudalismo na Índia no século IV, graças ao declínio do comércio e a uma desurbanização em curso. Seguindo nessa tradição escreve Irfan Habib em 1963, aprofundando a compreensão do feudalismo indiano ao analisar como se dava a extração de mais-valia, sua obra de maior projeção: "Agrarian system of Mughal India". O cerne do seu pensamento é resumido no seguinte trecho:

"Ele entendeu que a principal classe exploradora era a nobreza governante; que os zamindars eram seus sócios menores e o campesinato altamente estratificado, com a vila sendo um instrumento secundário de exploração; e finalmente, que o sistema de castas garantia a manutenção de um grande contingente de força de trabalho sem terra. O excedente da produção entrava em circulação na forma de commodities; desse modo, a economia "natural" estava confinada às necessidades de subsistência internas à vila. A pressão da renda da terra levava à crises agrícolas, que por sua vez davam condições para surgirem revoltas camponesas. Estes costumavam ser liderados pelos zamindar" (HABIB, 2010, tradução minha)[1]

Ligações externas

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O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Partido Comunista da Índia
  1. Habib, Irfan (outubro de 2010). «Note Towards a Marxist Perception of Indian History» (PDF). The Marxist