Pedro de Corbeil

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Pedro de Corbeil
Nascimento Século XII
Corbeil-Essonnes
Morte 10 de junho de 1222
Cidadania França
Ocupação sacerdote, teólogo
Religião Igreja Católica

Pedro de Corbeil (falecido em 3 de junho de 1222), nascido em Corbeil, França, foi um pregador e canonista da Catedral de Notre-Dame de Paris, filósofo escolástico e professor de teologia da Universidade de Paris, a partir de 1189. Ele é lembrado em grande parte porque foi professor do estudante aristocrático italiano Lotário de Conti, que tornou-se papa como Inocêncio III. Em 1198, Inocêncio o nomeou para as cargos de prebendário e arquidiácono da Catedral de Iorque, Inglaterra[1], um cargo rendoso que exigia pouco trabalho. No ano seguinte, Inocêncio nomeou seu antigo mestre como bispo de Cambrai[2], uma diocese imensamente importante com uma jurisdição que incluía a rica região do Flandres. Finalmente, tornou-se arcebispo de Sens em 1200, nomeado por Inocêncio de forma direta, anulando a eleição anterior do cabido e impondo Pedro como arcebispo[3].

Porém, seu interesse pela vida intelectual de Paris não diminuiu: em 1210 ele convocou um concílio em Paris que proibiu o ensino, seja público ou privado, da Filosofia Natural recentemente redescoberta (a Física e muito provavelmente a Metafísica) de Aristóteles e os comentários recentemente traduzidos sobre Aristóteles de Averróis (nec libri Aristotelis de naturali philosophia nec commenta legantur Parisius publice vel secreto), textos que começavam a revolucionar a abordagem medieval do pensamento lógico. Ao mesmo tempo, o Concílio condenou para a fogueira uma obra de Davi de Dinant que circulava desde o final do século, De Tomis, id est de Divisionibus (chamado popularmente de "Quaternuli"), que propôs que Deus é o assunto que constitui o núcleo mais íntimo das coisas, uma forma de panteísmo.[4].

Somente sua obra teológica "Commentarium super psalterium" sobreviveu na atualidade, guardada na Universidade de Oxford.[2].

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]