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Poliadenilação

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A poliadenilação é a adição de uma cauda poli(A) (formada por muitas moléculas de adenosina monofosfato) a uma molécula de ARNm (RNAm). A cauda de poli(A) consiste, portanto, num trecho de RNA formado exclusivamente por AMPs unidas em cadeia, que é adicionado num dos extremos da molécula de RNA, o extremo 3' (extremidade 3'). Nos eucariotas a poliadenilação é parte do processo que produz os ARNs mensageiros maduros destinados à tradução nos ribossomas para formar proteínas. É uma parte do processo de expressão genética.

O processo de poliadenilação começa quando finaliza a transcrição de um gene. O segmento situado mais no extremo 3' do ARN (RNA) recém-sintetizado é primeiro clivado (cortado) por um conjunto de proteínas; depois estas proteínas sintetizam a cauda poli(A) nessa extremidade 3'. Em alguns genes, estas proteínas podem adicionar uma cauda poli(A) em qualquer um de uma série de sítios possíveis. Portanto, a poliadenilação pode produzir mais do que um transcrito para um único gene (poliadenilação alternativa), o que é similar ao splicing alternativo.[1]

Referências

  1. Proudfoot, Nick J.; Furger, Andre; Dye, Michael J. (2002). "Integrating mRNA Processing with Transcription". Cell 108 (4): 501–12. doi:10.1016/S0092-8674(02)00617-7. PMID 11909521.

Bibliografia

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  • Bruce Alberts et al, (February 28, 2002). Molecular Biology of the Cell (fourth edition. ISBN 0-8153-3218-1).
  • Colgan DF, Manley JL. (1997) Mechanism and regulation of mRNA polyadenylation. Genes Dev. 11:2755-66. [1].

Ver também

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