Praça Cívica

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Nota: Se procura a praça localizada em Natal (Rio Grande do Norte), consulte: Praça Pedro Velho.
Ficheiro:Vista da Praça Cívica, outubro de 2015 foto - Edilson Pelikano-SECOM-Goiânia 2.jpg
Vista de parte da Praça Cívica, em outubro de 2015. Foto: Edilson Pelikano/Secom Goiânia
Monumento às Três Raças localizada no centro da Praça Cívica.

A Praça Cívica Doutor Pedro Ludovico Teixeira é considerada o marco inicial da construção de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás. Foi a primeira praça construída, em 1933. Nela, se encontra o Palácio das Esmeraldas, a residência oficial do governador de Goiás desde sua criação em 1933, sendo o ex-governador Pedro Ludovico Teixeira o primeiro morador do Palácio. Na Praça Cívica está também localizado o Palácio Pedro Ludovico, o antigo Centro Administrativo, responsável pela administração financeira do estado. A praça abriga também o Museu Zoroastro Artiaga e em seu centro se localiza o Monumento às Três Raças.

A praça abriga todos os anos as festividades de aniversário de Goiânia, comemorado em 24 de Outubro, com a presença de cantores e cantoras nacionais de todos os estilos musicais. A praça também é palco para apresentações culturais e religiosas como a cantata de Natal e as festividades de Ano Novo, manifestações populares, além das comemorações de Corpus Christi, sempre realizada no início do mês de junho.

Com o passar dos anos, a praça havia sido tomada por carros, se tornado um grande estacionamento e perdido suas características de grande boulevard e centro de convivência.

No aniversário de 82 anos de Goiânia, comemorados no dia 24 de outubro de 2015, a população da capital conquistou de presente a requalificação da Praça Cívica. Por iniciativa da Prefeitura de Goiânia, na gestão do Prefeito Paulo Garcia (PT), a Praça Cívica  passou por grande e vultosa transformação, processo de requalificação, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do governo federal, orçados em R$ 12,5 milhões.  A praça teve resgatada a sua arquitetura original, com características de sua fundação, traços do arquiteto Attílio Corrêa Lima nos estilos Barroco e Art Decó, com projeto de reforma (de autoria do arquiteto Luiz Fernando "Xibiu") fornecido pelo governo do Estado. O arquiteto e urbanista foi o responsável pelo projeto de criação da então nova capital de Goiás, em 1933

A requalificação permitiu a restauração das fontes luminosas, enriquecimento do paisagismo e iluminação local, reparação (Monumento às Três Raças, Pórtico e Obelisco) e instalação (Caleidoscópica – obra do artista plástico goiano Siron Franco) e do Monumento Equestre de Pedro Ludovico - obra da artista plastica Neusa Moraes, troca do piso asfáltico por pedra portuguesa, desenvolvimento de espaços de socialização para a população, espaços de convivência, criação de ciclofaixa e demais quesitos que já encantam cidadãos e cidadãs do Estado de Goiás ou que a visitem.

A obra, inaugurada com força tarefa e empenho dos três entes da Federação (União, Estado e Município) é fundamental para o resgate de sua função social de área de convivência, de manifestações cívicas, populares, esportivas e culturais. Definitivamente, é base para o desenvolvimento sustentável da cidade de Goiânia.

Centro Único

O histórico de construção da Praça Doutor Pedro Ludovico Teixeira, a Praça Cívica, remonta à ideia original do espaço como sendo um pólo de irradiação para compor uma nova capital de modelo radiocêntrico, projetada por Atílio Corrêa Lima. No plano urbanístico de Goiânia, o arquiteto desenhou o Centro Cívico na parte mais alta da futura cidade, permitindo assim visibilidade maior e mais estratégica do Palácio das Esmeraldas (residência oficial do governador de Goiás) e acesso aos setores habitacionais e comerciais. Em seu aspecto funcional, o espaço foi projetado com recintos de convivência, contemplado por duas fontes luminosas e uma área limitada por três principais edificações. A parte restante do local foi destinada à circulação viária com a função de conectar os futuros setores da cidade e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso aos edifícios administrativos. A conclusão de todo o complexo de obras da Praça Cívica foi em 1933, mesmo ano em que ocorreu o lançamento da pedra fundamental da cidade, realizada por Pedro Ludovico Teixeira. Por esta razão, a praça é considerada o marco inicial da construção de Goiânia.

Monumento às Três Raças[editar | editar código-fonte]

O Monumento às Três Raças localizado no centro da Praça Cívica foi feito em homenagem as três raças que compõe a origem da cidade e do estado: o branco (os bandeirantes), o negro (os escravos) e o índio. Criado pela renomada artista plástica Neusa Moraes, possui 7 metros de altura, produzido em bronze e granito, foi inaugurado em julho de 1967.

Palácio Pedro Ludovico Teixeira (Centro Administrativo)[editar | editar código-fonte]

O Palácio Pedro Ludovico Teixeira, antigamente conhecido como Centro Administrativo é um prédio com 12 andares, localizado na Praça Cívica. Nele se concentram toda a contabilidade e administração financeira do estado de Goiás. O prédio passou por uma intensa reforma, quando em 2000 um incêndio queimou os seus 3 últimos andares, por motivos de curto-circuito devido a precariedade da instalação elétrica presente no prédio.

Palácio das Esmeraldas[editar | editar código-fonte]

O Palácio das Esmeraldas localiza-se na Praça Cívica de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás. É sede oficial do governador de Goiás desde 1933. Ele é chamado por este nome por sua fachada ser em cor verde-esmeralda, dando a impresão de que todo o palácio é feito por pedras de Esmeraldas. No andar de cima do palácio, localiza-se uma sacada de onde o governadores faziam os seus discursos para a população e usado atualmente na "comemoração de reeleição" dos governadores vigentes no estado.

Monumento Carajá[editar | editar código-fonte]

O restauração incluiu a construção de um monumento assinado pelo artista plástico Siron Franco. Com espelhos e estrutura de aço inoxidável, tem três metros de altura e 11 metros de comprimento. Caleidoscópica, a arte urbana vincula passado e futuro por meio de totens, com 2,80 metros de altura, em forma de ancestrais carajás, e figuras masculina e feminina, com 1,80 metro de altura, que representam o futuro. A contemporaneidade se materializa no reflexo das pessoas que circulam pela praça e nas coisas que compõem o ambiente.

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