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Rádio Clube de Sintra

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A Rádio Clube de Sintra é uma rádio portuguesa, baseada no concelho de Sintra, na área da Grande Lisboa.

Descrição e história

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A emissora tem a sua sede na Serra de Sintra, sendo destinada principalmente à população no Distrito de Lisboa, com especial destaque para o concelho de Sintra.[1] A sua grelha é composta por programas temáticos sobre cultura, saúde, ambiente e educação, entre outros campos, passando também música, principalmente de expressão portuguesa.[1]

Foi fundada em 1986, e em 30 de Março de 1989 recebeu o alvará para o exercício da actividade de radiodifusão.[1]

Em 18 de Dezembro de 1999, o jornal Público noticiou que a Rádio Clube de Sintra e a Rádio Clube de Cascais tinham organizado uma rede metropolitana de emissoras de rádio em Lisboa, seguindo o exemplo da Cadeia de Informação Regional, que tinha sido implementado com sucesso nos distritos de Bragança e Vila Real.[2] Esta parceria consistia na emissão de um noticiário alargado produzido em conjunto, sendo as receitas da publicidade divididas pelas duas rádios.[2] Desta forma, ambas as emissoras poderiam alcançar um público muito mais alargado, uma vez que as notícias e os correspondentes blocos publicitários abrangiam ambos os concelhos de Sintra e Cascais.[2] Segundo Virgílio Machado, da Rádio Clube de Sintra, este protocolo «só traz vantagens, desde logo ao nível da rentabilidade de meios. Com a mesma redacção, consegue-se acompanhar uma maior área. Estamos em Cascais e eles estão em Sintra, sem nos deslocarmos. A influência de ambas as rádios cresce, bem como a apetência de fidelização da audiência. Estamos mais seguros em relação ao que se passa em Cascais e podemo-nos concentrar na informação regional e investir mais em grandes reportagens aqui mesmo em Sintra».[2]

Até Março de 2002 foi gerida por Lino Paulo deputado municipal e antigo vereador de Sintra, eleito pela Coligação Democrática Unitária.[3] Em 15 de Janeiro de 2003, o jornal Público reportou que os trabalhadores da emissora não recebiam ordenados desde Outubro, tendo um dos funcionários afirmado à Agência Lusa que «estão em atraso parte dos ordenados de Outubro, Novembro e Dezembro e ainda os subsídios de Natal e de turno», tendo estimado as dívidas totais da empresa em cerca de 65 mil euros.[3] A fonte classificou a situação como «insustentável», acrescentando que «apesar de as promessas se arrastarem desde o Verão, não vemos solução para o problema».[3] Porém, os atrasos no pagamento dos salários terão começado ainda em Julho, tendo a administração justificado esta situação com «a quebra do mercado publicitário».[3] O administrador, Pedro Paulo, confirmou as dificuldades financeiras da emissora, mas afirmou que a situação poderia «melhorar em breve», uma vez que estava «prestes a assinar um protocolo com uma entidade», e criticou a forma como os trabalhadores tinham revelado os problemas, afirmando que «os trabalhadores não percebem que quanto mais se divulgar a situação difícil que vivemos mais difícil será. Até pode acontecer que este negócio que estamos a ultimar já não venha a ser possível».[3] Naquela época a Rádio Clube de Sintra era propriedade da Cooperativa Veredas, que também possuía o Jornal de Sintra.[3]

Referências

  1. a b c «História da Rádio RCS». Rádio Clube de Sintra. Consultado em 9 de Janeiro de 2025 
  2. a b c d PORTUGAL, Margarida (18 de Dezembro de 1999). «Sinergias em antena». Público. Consultado em 9 de Janeiro de 2025 
  3. a b c d e f Agência Lusa (15 de Janeiro de 2003). «Trabalhadores da Rádio Clube de Sintra não recebem ordenados desde Outubro». Público. Consultado em 9 de Janeiro de 2025 

Ligações externas

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