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Raios anticrepusculares

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Raios anticrepusculares observados no lado do céu oposto ao Sol, na costa do Golfo da Flórida, Estados Unidos.

Raios anticrepusculares são faixas alternadas de luz solar e sombra que parecem convergir no ponto antissolar, o ponto da esfera celeste situado na direção oposta ao Sol. São a continuação, no lado oposto do céu, dos raios crepusculares e pertencem ao conjunto dos fenômenos ópticos atmosféricos.[1]

Formação

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Os raios formam-se quando nuvens, montanhas ou outros obstáculos bloqueiam parcialmente a luz solar e produzem longas regiões iluminadas e sombreadas na atmosfera. Partículas suspensas, como gotículas de água, poeira e fumaça, espalham parte da luz em direção ao observador e tornam as faixas visíveis.[2] O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos define os raios crepusculares como bandas alternadas de luz e sombra observadas quando a luz do Sol atravessa as nuvens.[3]

Embora pareçam abrir-se a partir do Sol e reunir-se no lado oposto, os feixes e as sombras são quase paralelos. A convergência aparente é uma consequência da perspectiva linear, semelhante à impressão de que trilhos paralelos se encontram no horizonte. No lado antissolar, o ponto de convergência funciona como um ponto de fuga.[4][5]

Raios anticrepusculares na Praia de Intermares, em Cabedelo, Paraíba.

Observação

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O fenômeno é observado com maior frequência próximo ao nascer ou ao pôr do sol, quando os raios atravessam uma extensão maior da atmosfera e as sombras podem projetar-se por grande parte do céu. Para encontrá-lo, o observador deve olhar na direção oposta ao Sol, especialmente quando raios crepusculares já são visíveis na direção solar.[4]

Os raios anticrepusculares costumam ser mais fracos do que os crepusculares. Isso ocorre porque a luz vista na direção oposta ao Sol chega ao observador principalmente por retroespalhamento, que normalmente produz menor brilho do que o espalhamento em pequenos ângulos responsável pela aparência dos raios próximos ao Sol.[6]

As faixas podem atravessar todo o céu, ligando visualmente as regiões solar e antissolar. A visibilidade depende do contraste entre as áreas iluminadas e as sombras, da quantidade e do tipo de partículas presentes no ar e da existência de nuvens ou relevo capazes de bloquear a luz.[7]

Panorama de raios anticrepusculares observados em Tóquio, Japão.

Ver também

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Referências

  1. Science Corner: Atmospheric Optics Continued (PDF). Storm Courier (Relatório) (em inglês). National Weather Service. p. 6. Consultado em 12 de agosto de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 25 de maio de 2025
  2. «Optical effects: nature's light show» (em inglês). Met Office. Consultado em 12 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de junho de 2026
  3. «Crepuscular Rays». Glossary (em inglês). National Weather Service. Consultado em 12 de agosto de 2026
  4. 1 2 Byrd, Deborah (1 de novembro de 2023). «Anticrepuscular rays: How to see them» (em inglês). EarthSky. Consultado em 12 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 25 de junho de 2026
  5. «Sun & Antisun Rays» (em inglês). Atmospheric Optics. Consultado em 12 de agosto de 2026
  6. Day, John A. (2005). The Book of Clouds (em inglês). [S.l.]: Sterling Publishing. pp. 124–127. ISBN 978-1-4027-2813-6
  7. «Crepuscular rays are sunrays in twilight skies» (em inglês). EarthSky. 18 de maio de 2024. Consultado em 12 de agosto de 2026