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Roda de samba

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A roda de samba é um encontro de improvisação para músicas de samba. Rodas de samba são análogas às jam sessions do jazz.[1]

História

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As chamadas rodas de samba não exigem grandes desprendimentos financeiros e costumam reunir um grande número de pessoas que cantam e dançam em torno de uma mesa, onde os músicos tocam os instrumentos e cantam. É uma manifestação muito comum no Brasil. Uma verdadeira roda de samba não exige microfones e nem um número certo de pessoas para tocar, é livre de qualquer responsabilidade de acertar. Tudo e todos da roda ou de fora podem dar suas opiniões nas músicas a serem tocadas.[2]

Roda de samba no Rio de Janeiro

Nascido da cadência dos terreiros, o Samba cresceu nos quintais.[3] No princípio era apenas um encontro para celebrar as raízes africanas na casa da Tia Ciata. Seu Quintal foi o palco de reunião das tradições culinárias, sonoras e de danças.[4] Assim a roda criou-se, promoveu a troca de experiência, de conhecimento, de sinergia e expandiu-se para os demais quintais, onde acabou se reunindo em Grupos, depois em Escolas de samba dos anos de 1940 e 1950.[5]

Em meados de 1960 e 1970, os compositores retornaram à tradição dos quintais. Ali se reuniam para mostrar seus sambas e seu batuque, o que na década de 1980 culmina na efervescência de uma leva de compositores criados nesse bom ambiente, com o aplauso daqueles que já faziam parte dele: João Nogueira, Nei Lopes, D. Ivone Lara, Wilson Moreira, Seu Monarco, Martinho da Vila e muito mais.

A partir da roda de samba dos quintais, surgia a nova geração: Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragao,  Mauro Diniz, Luiz Carlos da Vila, Pedrinho da Flor, Elaine Machado, Beto Sem Braço. O Samba se renovava regressando ao seu berço, a roda de samba! 

Até hoje, a sobrevivência de vários artistas do samba, sejam eles compositores, intérpretes ou instrumentistas, se deve a essa ação cultural espontânea que se denomina roda de samba.

Aos poucos,  as rodas que ficavam escondidas nos terreiros interioranos e  fundos de quintais do subúrbio, sob o manto de manifestação religiosa, acabou ecoando pelos bairros da periferia, pelos morros,  pelo mundo reunido multidões de apaixonados pelo bom e velho samba autêntico.

Referências

  1. Marcos Napolitano (2007). A síncope das ideias: a questão da tradição na música popular brasileira. [S.l.]: Editora Fundação, Perseu Abramo 
  2. DE SOUZA, Maíra Valente. «UM ALEGRE CANTAR: A RODA DE SAMBA ENQUANTO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM» (PDF) 
  3. «MultiRio | Rodas de samba: onde nasce e se mantém o ritmo afro-brasileiro». multi.rio. Consultado em 24 de outubro de 2025 
  4. «Casa da Tia Ciata - Biografia». www.tiaciata.org.br. Consultado em 22 de outubro de 2025 
  5. «Conheça a história das escolas de samba». Agência Brasil. 15 de fevereiro de 2015. Consultado em 25 de novembro de 2025 

Ligações externas

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