Roda de samba

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A roda de samba é uma manifestação muito comum nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador e de São Paulo, Brasil. Rodas de samba são semelhante as jam sessions do jazz.[1] As chamadas rodas de samba não exigem grandes desprendimentos financeiros e costumam reunir um grande número de pessoas que cantam e dançam em torno de uma mesa, onde os músicos tocam os instrumentos e cantam.

A roda de samba tem uma característica própria: uma verdadeira roda de samba não exige microfones e nem um número certo de pessoas para tocar, é livre de qualquer responsabilidade de acertar. Tudo e todos da roda ou de fora podem dar suas opiniões nas músicas a serem tocadas.

Nascido da cadência dos terreiros, o Samba cresceu nos quintais. 

No princípio era apenas um encontro para celebrar as raízes africanas na casa da Tia Ciata. Seu Quintal foi o palco de reunião das tradições culinárias, sonoras e de danças.  Assim a roda criou-se, promoveu a troca de experiência, de conhecimento, de sinergia e expandiu-se para os demais quintais, onde acabou se reunindo em Grupos, depois em Escolas de samba dos anos de 1940 e 1950. 

Em meados de 1960 e 1970, os compositores retornaram à tradição dos quintais. Ali se reuniam para mostrar seus sambas, seu batuque o que promoveu em 1980 uma leva de compositores criados nesse bom ambiente, com o aplauso daqueles que já faziam parte dele: João Nogueira, Nei Lopes, D. Ivone Lara, Wilson Moreira, Seu Monarco, Martinho da Vila e muito mais.

A partir da roda de samba dos quintais, surgia a nova geração : Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragao,  Mauro Diniz, Luiz Carlos da Vila, Pedrinho da Flor, Elaine Machado, Beto Sem Braço. O Samba se renovava regressando ao seu berço, a roda de samba! 

Até hoje, a sobrevivência de vários artistas do samba, sejam eles compositores, intérpretes ou instrumentistas, se deve a essa ação cultural espontânea que se denomina roda de samba.

Aos poucos,  as rodas que ficavam escondidas nos terreiros interioranos e  fundos de quintais do subúrbio, sob o manto de manifestação religiosa, acabou ecoando pelos bairros da periferia, pelos morros,  pelo mundo reunido multidões de apaixonados pelo bom e velho samba autêntico.

Porém nem sempre o samba e a roda de samba foram somente um estilo de música, eles também foram um grande método de manifestação na época da escravatura.

Referências

  1. Marcos Napolitano (2007). A síncope das ideias: a questão da tradição na música popular brasileira. [S.l.]: Editora Fundação, Perseu Abramo 

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