Rota das Doceiras (Lapinha)

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A Rota das Doceiras[editar | editar código-fonte]

Produtos comercializados pela Rota das Doceiras

A Rota das doceiras da Lapinha é uma das atrações que compõe o cenário turístico da cidade de Lagoa Santa – MG, o projeto é uma parceria da Secretaria de Bem Estar Social (Diretoria de Municipal de Turismo e Cultura), com o apoio do turismólogo Ruben Valenzuela (proprietário da “Select Tours”), do SENAR/MG, EMATER, Parque Estadual do Sumidouro, do IEF, Circuito das Grutas, ACOLASA e de representantes do poder legislativo municipal.[1]

O ofício da produção de doces e quitandas da região da Lapinha em Lagoa Santa é uma tradição centenária que exalta a identidade e cultura regional, sendo um dos ícones de maior destaque no cenário cultural e turístico do município. Essa tradição envolve a transmissão dos saberes tradicionais entre as diversas gerações ao longo do tempo, tendo as mulheres da região, como principal fonte de propagação e perpetuação dessa memória.[2]

Produtos da Rota das Doceiras da Lapinha em Lagoa Santa

A Rota das Doceiras se constitui na organização de um roteiro turístico, com o mapeamento dos domicílios de diversos produtores locais. Nesse roteiro é possível visitar os produtores locais, acompanhar e conhecer um pouco mais a respeito da produção de doces, quitandas e artesanatos da região da Lapinha. Além disso a Rota se propõe a desenvolver feiras e eventos culturais para impulsionar a divulgação e comercialização de seus produtos.[2] [3]

O principal objetivo do projeto é contribuir com a manutenção da prática centenária de produção de doces e quitutes da região da Lapinha em Lagoa Santa. No ano de 2017 o Conselho Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico aprovou o Registro dos doces e quitandas da Lapinha como Patrimônio Imaterial do município.[3]

Mapa com Pontos da Rota das Doceiras em Vermelho


Além disso, a Rota é uma iniciativa que visa promover a ampliação da economia local, com a divulgação do roteiro e a elaboração de materiais publicitários e eventos, impulsionando a integração turística e despertando o interesse do turista em relação a região.[1]

São diversos produtores que se inserem nesse roteiro, oferecendo uma variedade de produtos ao turista, a Rota está disponível no próprio Google Maps através do link : https://www.google.com.br/maps/d/u/0/viewer?hl=pt_BR&mid=1zlehla2Pvm2oSMU-qhyR3QUx45yiWXHN&ll=-19.5716719086627%2C-43.95141805927403&z=15

História[editar | editar código-fonte]

Imagem do Cafofo, um dos pontos inseridos na Rota das Doceiras

A produção de doces e quitandas da região da Lapinha em Lagoa Santa é uma tradição reconhecida entre os principais atrativos turísticos da cidade, atendendo há muitos anos o público turístico da Gruta da Lapinha e região. Essa tradição mineira de produção de doces e quitutes remete em grande parte a tradição da  gastronomia portuguesa, implantada no Brasil no contexto das grandes fazendas, o que trouxe o hábito da sobremesa, e da comida de passatempo, inserida em contextos de convívio social. Essa  gastronomia se consolidou em terras mineiras na medida em que os ingredientes foram adequados ao contexto local, utilizando insumos típicos da terra.[2]

Tetéia Quitandas Caseiras, uma das atrações inseridas na Rota das Doceiras

Na região da Lapinha em Lagoa Santa, a tradição da produção de doces e quitandas teve início na primeira metade do século XX, quando as chances de ascensão social para as mulheres da região eram limitadas, restando muitas vezes aprender os ofícios de suas ascendentes. Desta forma a prática artesanal de produção de doces e quitandas da região foi repassada de geração em geração pela comunidade local. [2]

Os doces e quitandas ganharam destaque principalmente a partir dos anos 70, com a inauguração da Gruta da Lapinha como atrativo turístico. Esse fato proporcionou as doceiras dispor de um espaço no entorno da Gruta para a comercialização de seus produtos, fazendo com que essa atividade se tornasse a principal fonte de renda para diversas famílias da região.[1]

A partir de 2012 a administração da gruta foi cedida ao Parque Estadual do Sumidouro, o que culminou na perda do espaço das doceiras, trazendo prejuízos e perdas à muitas famílias que se dedicavam a essa atividade. O projeto da Rota das Doceiras surge a partir da necessidade da própria comunidade, e traz como função resgatar e incentivar a tradição da produção e comércio de doces, quitandas e artesanatos da região da Lapinha. Além de resguardar parte da história regional, o projeto busca também ampliar essa importante fonte de renda para a comunidade local.[1]


  1. a b c d SELECT TOUR VIAGENS PASSEIOS. Projeto Rota das Doceiras Lapinha – Lagoa Santa/MG. Lagoa Santa/MG: Cabra Studios, 2017.
  2. a b c d BELONE, Ana Paula Lessa. Levantamento dos Bens Culturais de Natureza Imaterial do município de Lagoa Santa – MG. Belo Horizonte/MG. 2017.
  3. a b PREFEITURA MUNICIPAL DE LAGOA SANTA. Rota das Doceiras Lagoa Santa. Disponível em: < https://www.lagoasanta.mg.gov.br/index.php/noticias/56-turismo-cultura/6116-rota-das-doceiras-lagoa-santa> Acesso em:04 de Dezembro de 2018.