Servicio Meteorológico Nacional (México)

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Servicio Meteorológico Nacional
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História
Fundação
Quadro profissional
Sigla
S.M.N.
Tipo
Sede social
País
Organização
Organização mãe
national Water Commission (d)
Website

O Servicio Meteorológico Nacional, pela suas siglas SMN, é o organismo público do México encarregado de proporcionar informação sobre o estado do tempo que prevalece ou afecta o território de dito país. O SMN depende directamente da Comisión Nacional del Agua (CONAGUA), que ao mesmo tempo faz parte da Secretaria de Meio ambiente e Recursos Naturais (SEMARNAT).[1] Foi criado a 6 de fevereiro de 1877 por ordem do presidente Porfirio Díaz como Observatório Meteorológico Central e em 1989 integrou-se à CONAGUA.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O Serviço Meteorológico Nacional foi primeiramente como uma dependência da Comissão Geográfica Exploradora do Território Nacional chamada Observatório Meteorológico e Astronómico do México e foi fundado a 6 de março de 1877 pelo então presidente do México Porfirio Díaz a iniciativa de Vicente Riva Palácio, Secretário de Alavancagem.[3]

Para 1878 a sede do Observatório transladou-se ao Palácio de Chapultepec e em 1880 se tornou independente economicamente da Comissão Geográfica; desde esse então recebeu uma partida especial do Orçamento de Egresos Nacionais, e assumiu o cargo de primeiro director o engenheiro jalisciense Mariano Bárcena.[4]

Em 1883 o Observatório Astronómico translada-se ao edifício da ex-Arquidiocese em Tacubaya enquanto o Observatório Meteorológico permanece no castelo de Chapultepec, que então ainda funcionava como Palácio Nacional.

Em 1901, criou-se o Serviço Meteorológico Nacional e de acordo a relatórios do então director, a instituição contava com 31 secções meteorológicas estatais, 18 observatórios e estações independentes, as quais transmitiam informação ao Observatório Meteorológico de Tacubaya por via telegráfica. Nesse então estava a cargo o engenheiro Manuel E. Pastrana que tinha sucedido no cargo a Mariano Bárcena. Ao começo da Revolução Mexicana o Serviço Meteorológico também se transladou ao edifício de Tacubaya. Derivado deste conflito armado o serviço meteorológico suspendeu trabalhos por uns meses em 1915 e ao retomar-se as atividades Joaquín Galo foi designado director. Durante os anos 20, o Observatório Astronómico foi anexado à Universidade Nacional Autónoma do México, o que décadas mais tarde derivaria no Instituto de Astronomia da UNAM.[3]

Por sua vez o SMN que continuou fazendo parte da Secretaria de Alavancagem, mudou o seu nome em 1928 para "Direcção Geral de Geografia, Meteorologia e Hidrologia".[5] Durante o governo de Manuel Ávila Camacho, a recém criada Secretaria de Recursos Hidráulicos incorporou ao Serviço Meteorológico Nacional, e modificando seu nome por "Direcção de Geografia e Meteorologia", a qual esteve dirigida por Federico Peña desde 1947 até 1960.[4]

Em 1972, a Direcção de Geografia e Meteorologia transformou-se na "Direcção Geral do Serviço Meteorológico Nacional", dependente da Secretaria de Agricultura e Ovinos,[4] à qual ficaria adscrita até 1989, quando ao se criar a Comissão Nacional da Água (CONAGUA), a 16 de janeiro daquele ano, o Serviço Meteorológico foi integrado como uma subgerência dependente da Subdireção Geral de Administração da Água.[5] Em 1990 transformou-se na actual Gerência do Serviço Meteorológico Nacional passando a fazer parte da Subdireção Geral Técnica da CONAGUA em 1995.

Em 2001, com a publicação em de o "Regulamento de Interior da Secretaria de Meio ambiente e Recursos Naturais", reestruturou-se a organização administrativa da Comissão Nacional da Água, pela que o Serviço Meteorológico Nacional segue adscrito à Subdireção Geral Técnica mas agora com o carácter de coordenação.[6]

A 17 de dezembro de 2012, foi nomeado o engenheiro militar Juan Manuel Caballero González, como Coordenador Geral do Serviço Meteorológico Nacional, em substituição de Felipe Vázquez Gálvez.[7]

Posteriormente, em 2016 tomou a Coordenação o engenheiro geofísico Alberto Hernández Unzón, quem tomou o cargo até finais do 2018.

A partir de 1 de dezembro de 2018, foi nomeado titular do SMN, o M. enC. Humberto Hernández Peralta licenciado em Física pela Universidade Autónoma Metropolitana e Mestre em Astrofísica com estudos doutorais no Instituto de Astrofísica de Canárias, Espanha, e um Diplomado de Estudos Avançados no programa de Física do Cosmos.

A 16 de julho de 2019, o Dr. Jorge Zavala Hidalgo foi nomeado coordenador geral do Serviço Meteorológico Nacional.[8]

História do edifício[editar | editar código-fonte]

Foi construído em 1737 por ordem do Vicerei Dom Juan Antonio Vizarrón e Eguiarreta, Arcebispo do México e destinou-se a albergar ao Arzobispado daquela época.

Posteriormente, entre os anos 1780 e 1800, sofreu modificações em sua construção, ficando assim até ano de 1960, em que pela ampliação da Avenida Observatório, onde está localizado, teve necessidade de reduzir à frente, se deixando a fachada em sua forma original como existe até à data.

Em seus inícios, ao norte da construção tinha uma horta de árvores de fruto que foi doada pelo Sr. Arcebispo aos indígenas para que cultivassem oliveira.

Em 1847 o edifício passou a ser propriedade da nação e então chamou-se-lhe o Aranjuez dos Presidentes. Foi o palácio mais destacado da região aristocrata do Vale do México. Neste edifício habitaram os presidentes do México Antonio López de Santa Anna e Ignacio Comonfort.

Para perto de este edifício, em 1859 livraram-se lutas entre liberais e conservadores palco dos "Mártires de Tacubaya".

De 1863 a 1883, foi sede do H. Colégio Militar e em 1883 estabeleceu-se a Comissão Geodésica Mexicana, que trabalho até 1915. Posteriormente, no prédio oriental do edifício construiu-se o Observatório Astronómico Nacional em 1899.

Em 1928 iniciou-se construção do Instituto Pan-Americano de Geografia e História (IPGH) cuja fachada actual dá à rua de Ex-Arquidiocese. Esta fachada pertenceu à Casa da Sta. Veracruz conhecida como "O Quartel dos Galos" localizada no centro da cidade. Actualmente o IPGH e o SMN localizam-se dentro do mesmo edifício. [9]

Funções[editar | editar código-fonte]

  • Manter informado a Protecção Civil sobre possíveis ameaças meteorológicas;
  • Conscientizar a população sobre como se proteger e portanto evitar perigo;
  • Proporcionar informação meteorológica à população em geral;
  • Realizar estudos sobre as condições atmosféricas;
  • Classificação e armazenamento da informação no Banco Nacional de Dados Climatológicos para consulta da população.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

O Serviço Meteorológico Nacional conta, para cumprir com seus trabalhos, com a seguinte infraestrutura:

  • 80 observatórios meteorológicos, cujas funções são as de observação e transmissão da informação das condições atmosféricas em tempo real.[10]
  • 15 estações de radiossondas, cuja função é a observação da superfície da atmosfera.[11]
  • 12 radares meteorológicos, cuja função é detectar a evolução dos sistemas nublosos.[12]
  • Estação terrestre receptora de imagens do satélite meteorológico GOES-Este, esta estação recebe imagens infravermelhas, de vapor de água e uma imagem visível a cada meia hora.[13]

Referências

  1. «Funciones e Objectivos - SMN». smn.conagua.gob.mx. Consultado em 3 de abril de 2020 
  2. «História - SMN». smn.conagua.gob.mx. Consultado em 3 de abril de 2020 
  3. a b Comissão Nacional do Água, 2012. p. 2
  4. a b c Serviço Meteorológico Nacional. «História do Serviço Meteorológico Nacional». México. Consultado em 5 de setembro de 2013 
  5. a b Comissão Nacional do Água, 2012. p. 4
  6. Artigo 48 fracção XXXVII. Secretaria de Gobernación (4 de junho de 2001). «Regulamento Interior da Secretaria de Meio ambiente e Recursos Naturais». México. Diário Oficial da Federação 
  7. Toma posse como novo coordenador do SMN o maestro Juan Manuel Caballero González em: Secretaria de Meio ambiente e Recursos Naturais. Consultado a 18-12-2012
  8. «Jorge Zavala Hidalgo». gob.mx (em espanhol). Consultado em 28 de agosto de 2019 
  9. SMN (2008). «Breve história». Cópia arquivada em 5 de novembro de 2006 
  10. SMN (2008). «Observatórios». Cópia arquivada em 11 de junho de 2008 
  11. SMN (2008). «Rede de RadioSondeo». Cópia arquivada em 27 de agosto de 2019 
  12. SMN (2008). «Radares». Cópia arquivada em 27 de agosto de 2019 
  13. SMN (2008). «Satélite: Imagens do satélite GOES-ESTE». Cópia arquivada em 27 de agosto de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]