Silabário vai

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Vai (silabário)
Falado em: Libéria
Total de falantes:
Família: Níger–Congo
 Mandê
  Vai (silabário)
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
Grande parte do moderno silabário Vai. Eh e oh são as vogais abertas [ɛ, ɔ]. O jg na parte inferior é [ŋɡ]. Não mostradas sílabas iniciando com g, h, w, m, n, ny, ng [ŋ], nem vogais.

Alguns exemplos da escrita Vai

O silabário Vai é uma das poucas escritas silábicas do mundo, a qual foi desenvolvida para a língua vai por Momolu Duwalu Bukele de Jondu, que hoje é o condado de Grand Cape Mount, Libéria.[1][2][3] Bukele é considerado dentre o povo Vai e também por muitos especialistas como o criador e principal promotor da escrita por tê-la documentado nos anos 1830. É um dos mais bem sucedidos sistema de escrita nativos da África Ocidental em termos da quantidade de usuários e de literatura disponível, o outro sendo o N’ko.[4]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Vai é uma escrita silábica que se desenvolve da esquerda para a direita representando sílabas CV; a vogal final nasal é representada como o mesmo glifo da sílaba nasal. Originalmente havia símbolos, glifos separados para sílabas de final nasal como don, com uma vogal longa como soo, como um ditongo como bai, ou como bili e sɛli. Na escrita mais atual esses glifos foram eliminados.

O silabário não distinguia todas possíveis sílabas da língua Vai até os anos 1960, quando a Universidade da Libéria adicionou distinções modifcando alguns glifos com pontos ou traço adicionais para cobrir toas sílabas CV em uso. Há relativamente poucos glifos para vogais nasais pois ocorrem apenas em poucas consoantes.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Migeod, F.W.H. (1909). «The syllabic writing of the Vai people». Journal of the African Society. 9 (33): 46–58. JSTOR 715184 
  2. Massaquoi, Momolu (1911). «The Vai people and their syllabic writing». Journal of the African Society. 10 (40): 459–466. JSTOR 714743 
  3. Coulmas, Florian (1996). The Blackwell Encyclopedia of Writing Systems. [S.l.]: Wiley-Blackwell. pp. 537–539. ISBN 978-0-631-21481-6 
  4. Unseth, Peter (2011). «Invention of Scripts in West Africa for Ethnic Revitalization». In: Fishman, Joshua A.; García, Ofelia. Handbook of Language and Ethnic Identity: The Success-Failure Continuum in Language and Ethnic Identity Efforts. 2. New York: Oxford University Press. pp. 23–32. ISBN 978-0-19-983799-1 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Konrad Tuchscherer. 2005. "History of Writing in Africa." In Africana: The Encyclopedia of the African and African American Experience (second edition), ed. by Kwame Anthony Appiah and Henry Louis Gates, Jr., pp. 476–480. New York: Oxford University Press.
  • Konrad Tuchscherer. 2002 (with P.E.H. Hair). "Cherokee and West Africa: Examining the Origins of the Vai Script," History in Africa, 29, pp. 427–486.
  • Konrad Tuchscherer. 2001. "The Vai Script," in Liberia: Africa's First Republic (Footsteps magazine). Petersborough, NH: Cobblestone Press.
  • Fatima Massaquoi-Fahnbulleh. 1963. "The Seminar on the Standardization of the Vai script," in University of Liberia Journal Vol. 3, No. 1, pp. 15–37.
  • Everson, Michael; Charles Riley; José Rivera (1 de agosto de 2005). «Proposal to add the Vai script to the BMP of the UCS» (pdf). Working Group Document. International Organization for Standardization 
  • «Vai syllabary». Omniglot. Consultado em 16 de junho de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]