Sinestia

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Representação artística de uma sinestia.

Sinestia (do grego συνἙστία, συν- (syn-) "união" ou "junção" e Ἑστία (-hestía) "deusa grega da arquitetura") é uma proposta massa em forma de anel, de rocha vaporizado quente giratória, formada quando os objetos do tamanho de planetas colidem entre si. Sinestia da novos insights sobre como planetas e luas formam[1][2]. Em simulações computadorizadas de gigantes impactos de objetos rotacionais, uma sinestia pode ser formada se o momento angular total for mais que o limite co-rotacional.[3] Além desse limite, a velocidade no equador do corpo também excederia a velocidade orbital.[4] Numa sinestia, isso resulta numa região interna rotacionando numa única velocidade com um toro pouco conectado orbitando ao seu redor.[5] Sinestias também tem diferenças em seus mantos, tanto termalmente e em suas composições, a partir de modelos anteriores sobre evolução terrestre devido a baixa pressão interior.[6]

Composição[editar | editar código-fonte]

Uma sinestia é composta de três componentes primários: a área mais interna chamada de "região co-rotacionária", uma área no meio chamada de "região de transição" e a área mais externa, conhecida como "região parecida com disco". A "região co-rotacionária" rotaciona feito um corpo sólido. É caracterizada por vapores em alta temperatura e grandes níveis de entropia, como também uma maior velocidade angular.[5] A "região de transição" seria geralmente uma mudança contínua entre a região co-rotacionária e a parecida com disco. Aqui, na maioria das simulações, a velocidade angular e a temperatura seguem um gradiente suave, com ambos diminuindo com o raio. O gradiente de temperatura é criado pela mistura de vapores quentes das regiões internas com o material frio e condensado do exterior. Dando tempo, isso equilibra somente num vapor, transicionando na região parecida com disco cuja aparência pode variar dramaticamente, com condições iniciais diferentes para momento angular, massa e entropia.[5]

Hipótese do Grande Impacto[editar | editar código-fonte]

De acordo com os estudos, a sinestia foi um processo inicial para a formação da Terra e Lua dentro da hipótese do grande impacto. Nesse modelo, uma sinestia foi formada após uma colisão com um objeto de alta energia e grande momento angular. As temperaturas na superfície da sinestia são limitadas pelo ponto de fervura da rocha, cerca de 2,040ºC.[7] Enquanto a sinestia resultante esfriava ao irradiar calor ao espaço, gotas de magma se formaram nas suas regiões externas e choviam para o interior num período de dezenas de anos, causando a contração do corpo.[7] A massa resultante no exterior do limite de Roche da região interna se juntou para formar mini luas, subsequentemente se combinando para formar a nossa Lua. A Terra reformou-se posteriormente, uma vez que a sinestia tenha esfriado o bastante para cair dentro do limite co-rotacional. Nesse modelo, a Lua tendo se formado dentro da nuvem de vapor originada da Terra explicaria o motivo de suas proporções de isótopos serem parecidas com as do planeta. A formação posterior da Terra (após a sinestia ter esfriado) explicaria o motivo dela ter reunio mais materiais voláteis que a Lua.[8]

Referências

  1. The structure of terrestrial bodies: Impact heating, corotation limits, and synestias. Simon J. Lock and Sarah T. Stewart. Journal of Geophysical Research: Planets, 2017 DOI: 10.1002/2016JE005239
  2. The 'megadonut' formed when planets collide: Astronomers reveal new type of planetary object called synestia por Cecile Borkataria, publicado pelo Daily Mail (2017)
  3. Boyle, Rebecca. «Huge impact could have smashed early Earth into a doughnut shape». New Scientist. Consultado em 7 de junho de 2017 
  4. Gough, Evan. «Scientists Propose a New Kind of Planet: A Smashed Up Torus of Hot Vaporized Rock». Universe Today. Consultado em 7 de junho de 2017 
  5. a b c Lock, Simon J.; Stewart, Sarah T. (2017). «The structure of terrestrial bodies: Impact heating, corotation limits and synestias». Journal of Geophysical Research: Planets. 122 (5): 950–982. Bibcode:2017JGRE..122..950L. arXiv:1705.07858Acessível livremente. doi:10.1002/2016JE005239 
  6. Lock, Simon J. 2018. The Formation, Structure and Evolution of Terrestrial Planets. Doctoral dissertation, Harvard University, Graduate School of Arts & Sciences.
  7. a b Lock, Simon J. «When Earth and the Moon Were One». Scientific American. Springer Nature America, Inc. Consultado em 3 de julho de 2019 
  8. Lock, Simon J.; Stewart, Sarah T.; Petaev, Michail I.; Leinhardt, Zoe M.; Mace, Mia T.; Jacobsen, Stein B.; Ćuk, Matija (2018). «The origin of the Moon within a terrestrial synestia». Journal of Geophysical Research. 123 (4). 910 páginas. Bibcode:2018JGRE..123..910L. arXiv:1802.10223Acessível livremente. doi:10.1002/2017JE005333 
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Ligação externa[editar | editar código-fonte]