Sociedade científica

Uma sociedade científica, sociedade douta ou sociedade erudita é uma organização que existe para promover uma disciplina acadêmica, profissão ou um grupo de disciplinas relacionadas, como as artes e as ciências. A adesão pode ser aberta a todos, pode exigir a posse de alguma qualificação ou pode ser uma honra conferida por eleição.[1][2]
Tipos e funções
[editar | editar código]A maioria das sociedades científicas são organizações sem fins lucrativos e muitas são associações profissionais. Suas atividades geralmente incluem a realização de conferências regulares para a apresentação e discussão de novos resultados de pesquisa e a publicação ou patrocínio de periódicos acadêmicos em sua disciplina. Alguns também atuam como órgãos profissionais, regulando as atividades de seus membros no interesse público ou no interesse coletivo dos membros.[3]
As sociedades científicas variam amplamente em escopo e estrutura. Algumas são generalistas, reunindo cientistas de todas as áreas — como as academias nacionais de ciências —, enquanto outras são especializadas em disciplinas específicas. Quanto ao acesso, podem ser abertas a qualquer interessado, exigir qualificação comprovada ou conferir a associação por eleição como distinção honorífica. [4]
Além das funções ligadas à produção e circulação do conhecimento, muitas sociedades científicas desempenham papel ativo na formulação de políticas públicas, assessorando governos em decisões sobre ciência, tecnologia e educação, e na concessão de prêmios e financiamentos que orientam prioridades de pesquisa.[5]
História
[editar | editar código]Algumas das sociedades eruditas mais antigas são a Académie des Jeux floraux (fundada em 1323), Sodalitas Litterarum Vistulana (fundada em 1488), Accademia della Crusca (fundada em 1583), Accademia dei Lincei (fundada em 1603), Académie Française (fundada em 1635), Academia Nacional de Ciências da Alemanha Leopoldina (fundada em 1652), Royal Society (fundada em 1660) e Academia Francesa de Ciências (fundada em 1666).[6][7][8][9][10]
Essas instituições surgiram como espaços de troca intelectual fora das universidades medievais, no contexto do Renascimento e do Iluminismo europeu. Estabeleceram práticas que viriam a caracterizar as sociedades científicas modernas: publicação de periódicos, realização de sessões regulares, correspondência entre membros e avaliação coletiva do conhecimento. Muitas delas mantinham vínculos estreitos com o Estado, recebendo financiamento e legitimidade dos poderes monárquicos em troca de assessoria científica e prestígio simbólico.[11]
No século XIX, quatro elementos convergiram para transformar a ciência numa profissão: a criação de postos de trabalho remunerados em instituições científicas, o ensino acadêmico em nível avançado, a formação de sociedades especializadas por disciplina e a publicação de pesquisas em periódicos revisados por pares.[12] As grandes sociedades generalistas fundadas nos séculos XVII e XVIII — como a Royal Society e a Académie des Sciences — passaram a dividir espaço com associações disciplinares especializadas, assumindo progressivamente um papel mais honorífico do que operacional na produção científica.[13] Nesse mesmo período, as sociedades científicas desempenharam papel ativo na construção de identidades nacionais, articulando projetos de pesquisa às necessidades políticas dos Estados em formação — dinâmica particularmente visível nos países que se industrializavam e nos que conquistavam ou consolidavam sua independência.[14]
Papel contemporâneo das sociedades científicas
[editar | editar código]As sociedades científicas seguem fundamentais na organização e desenvolvimento da ciência moderna. Elas contribuem para a definição de padrões éticos,[15] promoção de políticas de acesso aberto[16] e enfrentamento de desafios contemporâneos, como inclusão, diversidade e integridade científica.[17] Além disso, atuam na divulgação científica e formação de novas gerações de pesquisadores, promovendo eventos, premiações, cursos e atividades voltadas ao público em geral.[18] Com a digitalização das atividades acadêmicas, também se destacam por adaptar a comunicação científica, inclusive apoiando políticas para ciência aberta e repositórios institucionais.[19]
Comunidades acadêmicas online
[editar | editar código]Com a globalização e o desenvolvimento da tecnologia da informação a partir do final do século XX, as formas de associação científica se diversificaram significativamente. O modelo tradicional das sociedades científicas — baseado em reuniões presenciais, periódicos impressos e associação formal — passou a coexistir com novas formas de colaboração e circulação do conhecimento em ambiente digital.
Certas sociedades acadêmicas estabelecidas - como a Modern Language Association - criaram comunidades virtuais para seus membros. Além das associações acadêmicas estabelecidas, as comunidades virtuais acadêmicas foram organizadas de tal forma que, em alguns casos, tornaram-se plataformas mais importantes para interação e colaborações científicas entre pesquisadores e professores do que as sociedades acadêmicas tradicionais. Os membros dessas comunidades acadêmicas on-line, agrupadas por áreas de interesse, usam para sua comunicação listas compartilhadas e dedicadas (por exemplo, JISCMail), serviços de redes sociais (como Facebook ou LinkedIn) e redes sociais voltadas para o meio acadêmico (como Humanities Commons, ResearchGate, Mendeley or Academia.edu).[20][21]
Esse ambiente digital amplia o alcance da colaboração científica para além das fronteiras geográficas e institucionais, mas também impõe desafios: a velocidade de circulação das informações pode comprometer o rigor da revisão por pares,[22] e a fragmentação em comunidades temáticas pode dificultar o diálogo interdisciplinar que as sociedades generalistas historicamente promoviam. [23]
Sociedades científicas no Brasil
[editar | editar código]Antecedentes coloniais (séculos XVIII–XIX)
[editar | editar código]As primeiras experiências de organização científica no Brasil remontam ao período colonial tardio, no contexto das reformas iluministas promovidas pela Coroa portuguesa. Em 1772, foi fundada no Rio de Janeiro a Academia Científica do Rio de Janeiro, apoiada pelo vice-rei marquês do Lavradio e voltada ao estudo de história natural, química, farmácia, agricultura e medicina. Fechada em 1779 sob suspeição de subversão, foi reorganizada com o nome de Sociedade Literária do Rio de Janeiro em 1786, reunindo poetas, médicos, advogados e outros intelectuais que debatiam ideias iluministas e científicas; em 1794, foi novamente encerrada pelas autoridades coloniais, com prisão de seus membros acusados de conspiração.[11]
Essas tentativas precoces inscrevem-se num movimento mais amplo de circulação de saberes entre o Brasil e a Europa, impulsionado pelo ideário iluminista português e pela necessidade econômica de conhecer e explorar os recursos naturais da colônia. Com a chegada da família real ao Rio de Janeiro em 1808 e a abertura dos portos, foram criadas instituições como o Jardim Botânico (1808) e o Museu Nacional (1818), que ampliaram a infraestrutura de pesquisa disponível no país.[11]
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838)
[editar | editar código]A fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) em 21 de outubro de 1838 representou o primeiro projeto sistemático de organização do conhecimento científico no Brasil independente. A ideia surgiu no interior da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (SAIN), criada em 1827, e foi levada adiante pelo militar Raimundo José da Cunha Matos e pelo cônego Januário da Cunha Barbosa.[14]
O IHGB organizou-se nos moldes das academias ilustradas europeias — especialmente o Institut Historique de Paris (fundado em 1834), com o qual manteve intenso contato nos anos iniciais — e tinha como objetivos centrais coletar e publicar documentos relativos à história do Brasil e estimular o ensino das ciências históricas. Estruturalmente, contava com cinquenta membros ordinários divididos em Seção de História e Seção de Geografia, além de sócios correspondentes nacionais e estrangeiros.[14]
A Revista do IHGB, publicada trimestralmente desde a fundação, tornou-se o principal veículo de produção intelectual da instituição, abrangendo fontes primárias, artigos de história regional, estudos etnográficos e relatos de viagens exploratórias.[14] O IHGB também organizou e apoiou expedições científicas ao interior do país, das quais a mais conhecida foi a Comissão Científica do Império (1859–1861), primeira expedição exploratória conduzida exclusivamente por brasileiros, que percorreu províncias do Norte e Nordeste do Brasil dividida em cinco seções — botânica, geologia e mineralogia, zoologia, astronomia e geografia, e etnografia —, coletando material científico e reunindo coleções que foram posteriormente depositadas no Museu Nacional. [24]
A expedição ficou conhecida pelo apelido irônico de "Comissão das Borboletas", dado pela imprensa oposicionista da época em alusão à suposta superficialidade de seus objetos de estudo; a historiografia mais recente, contudo, a reabilita como empreendimento científico sério, cuja maior contribuição foi o delineamento de estratégias para uma ciência nacional vinculada à construção de identidades regionais na segunda metade do século XIX.[25] Entre seus integrantes estavam o botânico Francisco Freire Alemão, presidente da comissão, o poeta e etnógrafo Gonçalves Dias e o geólogo barão de Capanema.[24][26]
A instituição manteve estreita relação com o Estado Imperial: cinco anos após sua fundação, as verbas imperiais já representavam 75% de seu orçamento, e a partir de 1849, com a mudança de sede para o Paço da Cidade, o imperador D. Pedro II passou a participar regularmente das sessões, sugerindo temas e financiando projetos especiais.[14] Essa dependência institucional marcou profundamente a produção historiográfica do IHGB, orientada para a construção de uma narrativa nacional que legitimasse o Estado monárquico e definisse a identidade brasileira como continuadora da herança civilizatória europeia.[14]
Um dos eixos centrais da produção intelectual do IHGB foi o debate sobre as populações indígenas, que ocupou parcela significativa das páginas da Revista do IHGB em seus primeiros decênios. Esse interesse não era apenas etnográfico: articulava-se diretamente ao projeto de construção da identidade nacional e ao problema da mão de obra num contexto de iminente abolição do tráfico de escravizados. Os sócios do instituto debatiam estratégias de integração dos indígenas à sociedade nacional, geralmente orientadas pela catequese e pela miscigenação como formas de "branqueamento" e "civilização". O concurso promovido pelo instituto em 1847, que premiou o plano historiográfico do naturalista alemão Karl Friedrich Philipp von Martius, consagrou uma leitura da formação brasileira baseada na mescla de três raças — branca, indígena e negra —, com preeminência da herança europeia como vetor civilizatório. Essa interpretação influenciaria decisivamente a obra de Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado o "pai da historiografia brasileira".[14]
A ciência de laboratório e o Instituto Oswaldo Cruz (1900)
[editar | editar código]A transição do século XIX para o XX marcou uma inflexão no modelo predominante de organização científica no Brasil: das sociedades eruditas voltadas à história, à geografia e à etnografia, passou-se progressivamente às instituições de ciência experimental, especialmente na área da saúde. A criação do Instituto Soroterápico Federal em 1900 — atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) —, em resposta à ameaça da peste bubônica ao porto de Santos, inaugurou no país um novo modelo organizacional baseado na pesquisa de laboratório, na produção de vacinas e soros e no controle de doenças transmissíveis.[4] A instituição, rebatizada Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em 1908, situou-se na fronteira do conhecimento biomédico internacional, articulando produção científica e soluções tecnológicas para problemas de saúde pública. Seus cientistas empreenderam viagens científicas ao interior do Brasil que resultaram no diagnóstico do país como um "imenso hospital", na expressão do médico Miguel Pereira (1916), motivando um forte movimento nacionalista pelo saneamento dos sertões e pela federalização dos serviços de saúde pública.[4]
Academia Brasileira de Ciências (1916) e a profissionalização da ciência
[editar | editar código]A Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi fundada em 3 de maio de 1916 como Sociedade Brasileira de Sciencias por 27 cientistas, adotando sua denominação atual em 1921. Seu surgimento marcou uma inflexão importante na história das sociedades científicas no Brasil: diferentemente do IHGB, organizado segundo os padrões da academia ilustrada de acesso restrito por relações sociais, a ABC buscava estabelecer critérios propriamente científicos de recrutamento e funcionamento, defendendo o fomento institucional à pesquisa básica e a criação de novos campos do conhecimento.[11]
Nos anos seguintes, a ABC desempenhou papel central na organização de iniciativas de divulgação científica — editando revistas, organizando exposições, produzindo filmes educativos e fundando a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, a primeira estação de rádio do Brasil — e esteve envolvida na criação das primeiras universidades públicas brasileiras a partir da década de 1930.[11] Seus membros participaram ativamente da fundação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) em 1951, principal agência de fomento à pesquisa científica do país. [11]
Durante a ditadura civil-militar (1964–1985), a ABC e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) constituíram um dos poucos espaços institucionais de resistência e debate público, defendendo a autonomia universitária e os direitos da comunidade científica em contexto de forte repressão política. O período foi marcado pela tensão entre o apoio estatal ao desenvolvimento científico — que resultou em expansão significativa da pós-graduação e da infraestrutura universitária — e a perseguição a pesquisadores, exemplificada pelo chamado "Massacre de Manguinhos" em 1970, quando dez importantes cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados.[4] Com a redemocratização, as duas instituições retomaram papel ativo na proposição de políticas públicas para a ciência e a educação, atuação que se intensificou a partir de 2016 diante de sucessivos cortes orçamentários na área de ciência, tecnologia e inovação.[4]
SBPC e o período contemporâneo
[editar | editar código]No Brasil, as sociedades científicas desempenham papel central na consolidação e avanço da pesquisa nacional. A mais conhecida é a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada em 1948, que atua na defesa da ciência, promoção de eventos e articulação de políticas públicas.[18] Atualmente representa mais de 170 sociedades científicas afiliadas, além de pesquisadores, docentes e estudantes.[18] Durante a ditadura civil-militar (1964–1985), a SBPC constituiu um dos poucos espaços institucionais de resistência e debate público sobre políticas científicas e educacionais, tornando-se um ator político relevante no processo de redemocratização.[11] Além dela, o país conta com sociedades voltadas a áreas específicas, como a Academia Brasileira de Ciências (ABC), fundada em 1916,[27] a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), entre outras.[28][29][30]
Atuação das sociedades científicas brasileiras
[editar | editar código]As sociedades científicas brasileiras desempenham múltiplos papéis, que vão além da promoção da pesquisa em suas áreas específicas. Elas organizam congressos, simpósios e workshops que servem como espaço de atualização científica e de troca de experiências entre pesquisadores.[31] Também editam revistas acadêmicas de alto impacto, como a Revista Brasileira de Química e os *Anais da Academia Brasileira de Ciências, contribuindo para a disseminação de conhecimento científico nacional e internacional.[32][33]
Além disso, muitas dessas entidades atuam como interlocutoras junto ao poder público, participando de audiências e debates sobre políticas de ciência, tecnologia, inovação e educação.[34] A SBPC, por exemplo, tem histórico de defesa do investimento público em ciência e mobilização contra cortes orçamentários.[35]
As sociedades também desenvolvem iniciativas de divulgação científica, promovendo feiras, olimpíadas do conhecimento e projetos educacionais para aproximar ciência e sociedade.[36] Em tempos de emergência sanitária ou crise ambiental, atuam na orientação da opinião pública e na prestação de informações qualificadas à população e aos órgãos governamentais.[37]
Prêmios e reconhecimentos conferidos
[editar | editar código]Prêmios da SBPC
[editar | editar código]A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega o Prêmio "Carolina Bori Ciência & Mulher", instituído em 2019. Ele reconhece duas categorias: mulheres estabelecidas na ciência e estudantes do ensino médio e graduação. Na edição de 2025, foram selecionadas seis ganhadoras, três em cada categoria, e o prêmio contou com patrocínio de instituições como CNPEM e Fundação Conrado Wessel.[38][39]
Prêmios da ABC
[editar | editar código]A Academia Brasileira de Ciências (ABC) concede prêmios desde 1925, incluindo o Prêmio Einstein (ouro e diploma), Mello Leitão, Costa Lima, Arthur Moses e Medalha Augusto Ruschi.[40] Atualmente, também organiza comissões independentes para os prêmios nacionais, como a Ordem Nacional do Mérito Científico.[40]
Prêmios de reconhecimento e mídia
[editar | editar código]Embora não estritamente conferidos por sociedades, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, concedido pelo CNPq, é frequentemente entregue durante a Reunião Anual da SBPC e homenageia pesquisadores, jornalistas e instituições pela divulgação de ciência desde 1978.[carece de fontes]
Reconhecimentos honoríficos
[editar | editar código]A ABC e a SBPC concedem títulos honorários a membros destacados. A ABC adota seu quadro de membros por eleição, enquanto a SBPC concede o título de “Presidente de Honra” a pessoas com serviços relevantes à ciência, como Oscar Sala, Aziz Ab'Saber e Simão Mathias.[carece de fontes] [carece de fontes]
Sociedades brasileiras afiliadas à SBPC (2025)
[editar | editar código]Atualmente há 179 sociedades científicas brasileiras afiliadas à SBPC, elas representam a comunidade científica e acadêmica do Brasil, abrangendo diversas áreas do conhecimento. Essas sociedades estão organizadas em quatro grandes grupos: Biológicas, Exatas, Humanas e Tecnológicas.[41]
| Nº | Nome | Sigla |
| 1 | Academia Brasileira de Neurologia | ABN |
| 2 | Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional | AB³C |
| 3 | Associação Brasileira de Biologia Marinha | ABBM |
| 4 | Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação | ABECO |
| 5 | Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas | ABCF |
| 6 | Associação Brasileira de Enfermagem | ABEn |
| 7 | Associação Brasileira de Ensino de Biologia | SBENBIO |
| 8 | Associação Brasileira de Ensino Odontológico | ABENO |
| 9 | Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular | ABHH |
| 10 | Associação Brasileira de Limnologia | ABLimno |
| 11 | Associação Brasileira de Mutagênese e Genômica Ambiental | MutaGen-Brasil |
| 12 | Associação Brasileira de Psiquiatria | ABP |
| 13 | Associação Brasileira de Saúde Coletiva | ABRASCO |
| 14 | Associação Brasileira para Pesquisa em Visão e Oftalmologia | BRAVO |
| 15 | Clube Brasileiro de Purinas | - |
| 16 | Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte | CBCE |
| 17 | Colégio Brasileiro de Cirurgiões | CBC |
| 18 | Conselho Brasileiro de Oftalmologia | CBO |
| 19 | Federação das Sociedades de Biologia Experimental | FeSBE |
| 20 | Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina | IFMSA Brazil |
| 21 | Sociedade Botânica do Brasil | SBB |
| 22 | Sociedade Brasileira de Anatomia | SBA |
| 23 | Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares | SBBN |
| 24 | Sociedade Brasileira de Biofísica | SBBF |
| 25 | Sociedade Brasileira de Biologia Celular | SBBC |
| 26 | Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular | SBBQ |
| 27 | Sociedade Brasileira de Carcinologia | SBC |
| 28 | Sociedade Brasileira de Ciência das Plantas Daninhas | SBCPD |
| 29 | Sociedade Brasileira de Ciência de Animais de Laboratório | SBCAL |
| 30 | Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos | SBCTA |
| 31 | Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão | SBCM |
| 32 | Sociedade Brasileira de Economia Ecológica | ECOECO |
| 33 | Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia | EcotoxBR |
| 34 | Sociedade Brasileira de Entomologia | SBE |
| 35 | Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia | SBEE |
| 36 | Sociedade Brasileira de Farmacognosia | SBFgnosia |
| 37 | Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental | SBFTE |
| 38 | Sociedade Brasileira de Ficologia | SBFic |
| 39 | Sociedade Brasileira de Fisiologia | SBFis |
| 40 | Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal | SBFV |
| 41 | Sociedade Brasileira de Genética | SBG |
| 42 | Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia | SBGG |
| 43 | Sociedade Brasileira de Gerontecnologia | SBGTec |
| 44 | Sociedade Brasileira de Herpetologia | SBH |
| 45 | Sociedade Brasileira de Ictiologia | SBI |
| 46 | Sociedade Brasileira de Imunologia | SBI |
| 47 | Sociedade Brasileira de Inflamação | SBIn |
| 48 | Sociedade Brasileira de Malacologia | SBMa |
| 49 | Sociedade Brasileira de Mastologia | SBM |
| 50 | Sociedade Brasileira de Mastozoologia | SBMz |
| 51 | Sociedade Brasileira de Medicina Tropical | SBMT |
| 52 | Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas | SBMP |
| 53 | Sociedade Brasileira de Micologia | SBMic |
| 54 | Sociedade Brasileira de Microbiologia | SBM |
| 55 | Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento | SBNeC |
| 56 | Sociedade Brasileira de Ornitologia | SBO |
| 57 | Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia | SBOT |
| 58 | Sociedade Brasileira de Paleontologia | SBP |
| 59 | Sociedade Brasileira de Parasitologia | SBP |
| 60 | Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica | SBPqO |
| 61 | Sociedade Brasileira de Plantas Medicinais | SBPM |
| 62 | Sociedade Brasileira de Primatologia | SBPr |
| 63 | Sociedade Brasileira de Protozoologia | SBPz |
| 64 | Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos | SBRG |
| 65 | Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões | SBTE |
| 66 | Sociedade Brasileira de Toxicologia | SBTox |
| 67 | Sociedade Brasileira de Toxinologia | SBTx |
| 68 | Sociedade Brasileira de Virologia | SBV |
| 69 | Sociedade Brasileira de Zoologia | SBZ |
| 70 | Sociedade Brasileira de Zootecnia | SBZ |
| 71 | Sociedade Entomológica do Brasil | SEB |
| Nº | Nome da Sociedade | Sigla |
| 1 | Associação Brasileira de Águas Subterrâneas | ABAS |
| 2 | Associação Brasileira de Cristalografia | ABCr |
| 3 | Associação Brasileira de Educação em Engenharia | ABENGE |
| 4 | Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental | ABES |
| 5 | Associação Brasileira de Ergonomia | ABERGO |
| 6 | Associação Brasileira de Estatística | ABE |
| 7 | Associação Brasileira de Física Médica | ABFM |
| 8 | Associação Brasileira de Química | ABQ |
| 9 | Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria | RBras |
| 10 | Sociedade Astronômica Brasileira | SAB |
| 11 | Sociedade Brasileira de Catálise | SBCat |
| 12 | Sociedade Brasileira de Ciência do Solo | SBCS |
| 13 | Sociedade Brasileira de Educação Matemática | SBEM |
| 14 | Sociedade Brasileira de Ensino de Química | SBEnQ |
| 15 | Sociedade Brasileira de Física | SBF |
| 16 | Sociedade Brasileira de Geofísica | SBGF |
| 17 | Sociedade Brasileira de Geologia | SBGeo |
| 18 | Sociedade Brasileira de Geoquímica | SBGq |
| 19 | Sociedade Brasileira de Lógica | SBL |
| 20 | Sociedade Brasileira de Matemática | SBM |
| 21 | Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional | SBMAC |
| 22 | Sociedade Brasileira de Meteorologia | SBMet |
| 23 | Sociedade Brasileira de Metrologia | SBM |
| 24 | Sociedade Brasileira de Microeletrônica | SBMicro |
| 25 | Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica | SBFoton |
| 26 | Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica | SBPR |
| 27 | Sociedade Brasileira de Química | SBQ |
| Nº | Nome | Sigla |
| 1 | Associação Brasileira de Antropologia | ABA |
| 2 | Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência | ABCMC |
| 3 | Associação Brasileira de Ciência Política | ABCP |
| 4 | Associação Brasileira de Editores Científicos | ABEC |
| 5 | Associação Brasileira de Educação à Distância | ABED |
| 6 | Associação Brasileira de Educação Musical | ABEM |
| 7 | Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais | ABECS |
| 8 | Associação Brasileira de Estudos de Defesa | ABED |
| 9 | Associação Brasileira de Estudos Populacionais | ABEP |
| 10 | Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias | ESOCITE.BR |
| 11 | Associação Brasileira de Etnomusicologia | ABET |
| 12 | Associação Brasileira de Jornalismo Científico | ABJC |
| 13 | Associação Brasileira de Linguística | ABRALIN |
| 14 | Associação Brasileira de Literatura Comparada | Abralic |
| 15 | Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas | ABRACE |
| 16 | Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Estudos do Lazer | ANPEL |
| 17 | Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências | ABRAPEC |
| 18 | Associação Brasileira de Pesquisa em Educação Especial | ABPEE |
| 19 | Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas | ABRAPCORP |
| 20 | Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação | ABPEducom |
| 21 | Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo | SBPJor |
| 22 | Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as | ABPN |
| 23 | Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental | ABPMC |
| 24 | Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional | ABRAPEE |
| 25 | Associação Brasileira de Psicologia Social | ABRAPSO |
| 26 | Associação Brasileira de Relações Internacionais | ABRI |
| 27 | Associação de Linguística Aplicada do Brasil | ALAB |
| 28 | Associação dos Geógrafos Brasileiros | AGB |
| 29 | Associação Nacional de Ensino e Pesquisa no Campo de Públicas | ANEPCP |
| 30 | Associação Nacional de História | ANPUH |
| 31 | Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Ciência da Informação | ANCIB |
| 32 | Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo | ANPARQ |
| 33 | Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música | ANPPOM |
| 34 | Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia | ANPEPP |
| 35 | Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo | ANPTUR |
| 36 | Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas | ANPAP |
| 37 | Associação Nacional de Políticas e Administração da Educação | ANPAE |
| 38 | Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais | ANPOCS |
| 39 | Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação | ANPED |
| 40 | Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração | ANPAD |
| 41 | Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia | ANPEGE |
| 42 | Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguistica | ANPOLL |
| 43 | Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional | ANPUR |
| 44 | Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião | ANPTECRE |
| 45 | Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia | ANPOF |
| 46 | Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação | COMPÓS |
| 47 | Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito | CONPEDI |
| 48 | Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação | SOCICOM |
| 49 | Federação Brasileira de Psicanálise | FEBRAPSI |
| 50 | Federação Brasileira dos Professores de Francês | FBPF |
| 51 | Federação de Arte Educadores do Brasil | FAEB |
| 52 | Rede Nacional de Educação e Ciência | RNEC |
| 53 | Sociedade Brasileira de Administração Pública | SBAP |
| 54 | Sociedade Brasileira de Economia Política | SEP |
| 55 | Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos | SBEC |
| 56 | Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual | SOCINE |
| 57 | Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação | INTERCOM |
| 58 | Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica | SBFA |
| 59 | Sociedade Brasileira de História da Ciência | SBHC |
| 60 | Sociedade Brasileira de História da Educação | SBHE |
| 61 | Sociedade Brasileira de Psicologia | SBP |
| 62 | Sociedade Brasileira de Sociologia | SBS |
| 63 | Sociedade Científica de Estudos da Arte | CESA |
| 64 | Sociedade de Arqueologia Brasileira | SAB |
| 65 | União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura | ULEPICC-Br |
| Nº | Nome da Sociedade | Sigla |
| 1 | Associação Brasileira de Eletrônica de Potência | SOBRAEP |
| 2 | Associação Brasileira de Engenharia de Produção | ABEPRO |
| 3 | Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas | ABCM |
| 4 | Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes | ANPET |
| 5 | Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído | ANTAC |
| 6 | Sociedade Brasileira de Agrometeorologia | SBA |
| 7 | Sociedade Brasileira de Automática | SBA |
| 8 | Sociedade Brasileira de Computação | SBC |
| 9 | Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo | SBMag |
| 10 | Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica | SBEB |
| 11 | Sociedade Brasileira de Micro-ondas e Optoeletrônica | SBMO |
| 12 | Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise | SBMM |
| 13 | Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais | SBPMat |
| 14 | Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional | SOBRAPO |
| 15 | Sociedade Brasileira de Telecomunicações | SBrT |
| 16 | Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial | SBERA |
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]- ↑ «What is a Learned Society?». Environmental Studies Association of Canada. Consultado em 10 de maio de 2013. Arquivado do original em 29 de maio de 2013
- ↑ «Learned societies & academies». British Council. Consultado em 10 de maio de 2013. Arquivado do original em 3 de junho de 2014
- ↑ «Learned Societies, the key to realising an open access future?». Impact of Social Sciences. 24 de junho de 2019. Consultado em 22 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 26 de julho de 2026
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