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Sociedade científica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
200º aniversário da Academia de Berlim, 1900

Uma sociedade científica, sociedade douta ou sociedade erudita é uma organização que existe para promover uma disciplina acadêmica, profissão ou um grupo de disciplinas relacionadas, como as artes e as ciências.  A adesão pode ser aberta a todos, pode exigir a posse de alguma qualificação ou pode ser uma honra conferida por eleição.[1][2]

Tipos e funções

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A maioria das sociedades científicas são organizações sem fins lucrativos e muitas são associações profissionais. Suas atividades geralmente incluem a realização de conferências regulares para a apresentação e discussão de novos resultados de pesquisa e a publicação ou patrocínio de periódicos acadêmicos em sua disciplina. Alguns também atuam como órgãos profissionais, regulando as atividades de seus membros no interesse público ou no interesse coletivo dos membros.[3]

As sociedades científicas variam amplamente em escopo e estrutura. Algumas são generalistas, reunindo cientistas de todas as áreas — como as academias nacionais de ciências —, enquanto outras são especializadas em disciplinas específicas. Quanto ao acesso, podem ser abertas a qualquer interessado, exigir qualificação comprovada ou conferir a associação por eleição como distinção honorífica. [4]

Além das funções ligadas à produção e circulação do conhecimento, muitas sociedades científicas desempenham papel ativo na formulação de políticas públicas, assessorando governos em decisões sobre ciência, tecnologia e educação, e na concessão de prêmios e financiamentos que orientam prioridades de pesquisa.[5]

História

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Algumas das sociedades eruditas mais antigas são a Académie des Jeux floraux (fundada em 1323), Sodalitas Litterarum Vistulana (fundada em 1488), Accademia della Crusca (fundada em 1583), Accademia dei Lincei (fundada em 1603), Académie Française (fundada em 1635), Academia Nacional de Ciências da Alemanha Leopoldina (fundada em 1652), Royal Society (fundada em 1660) e Academia Francesa de Ciências (fundada em 1666).[6][7][8][9][10]

Essas instituições surgiram como espaços de troca intelectual fora das universidades medievais, no contexto do Renascimento e do Iluminismo europeu. Estabeleceram práticas que viriam a caracterizar as sociedades científicas modernas: publicação de periódicos, realização de sessões regulares, correspondência entre membros e avaliação coletiva do conhecimento. Muitas delas mantinham vínculos estreitos com o Estado, recebendo financiamento e legitimidade dos poderes monárquicos em troca de assessoria científica e prestígio simbólico.[11]

No século XIX, quatro elementos convergiram para transformar a ciência numa profissão: a criação de postos de trabalho remunerados em instituições científicas, o ensino acadêmico em nível avançado, a formação de sociedades especializadas por disciplina e a publicação de pesquisas em periódicos revisados por pares.[12] As grandes sociedades generalistas fundadas nos séculos XVII e XVIII — como a Royal Society e a Académie des Sciences — passaram a dividir espaço com associações disciplinares especializadas, assumindo progressivamente um papel mais honorífico do que operacional na produção científica.[13] Nesse mesmo período, as sociedades científicas desempenharam papel ativo na construção de identidades nacionais, articulando projetos de pesquisa às necessidades políticas dos Estados em formação — dinâmica particularmente visível nos países que se industrializavam e nos que conquistavam ou consolidavam sua independência.[14]

Papel contemporâneo das sociedades científicas

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As sociedades científicas seguem fundamentais na organização e desenvolvimento da ciência moderna. Elas contribuem para a definição de padrões éticos,[15] promoção de políticas de acesso aberto[16] e enfrentamento de desafios contemporâneos, como inclusão, diversidade e integridade científica.[17] Além disso, atuam na divulgação científica e formação de novas gerações de pesquisadores, promovendo eventos, premiações, cursos e atividades voltadas ao público em geral.[18] Com a digitalização das atividades acadêmicas, também se destacam por adaptar a comunicação científica, inclusive apoiando políticas para ciência aberta e repositórios institucionais.[19]

Comunidades acadêmicas online

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Com a globalização e o desenvolvimento da tecnologia da informação a partir do final do século XX, as formas de associação científica se diversificaram significativamente. O modelo tradicional das sociedades científicas — baseado em reuniões presenciais, periódicos impressos e associação formal — passou a coexistir com novas formas de colaboração e circulação do conhecimento em ambiente digital.

Certas sociedades acadêmicas estabelecidas - como a Modern Language Association - criaram comunidades virtuais para seus membros. Além das associações acadêmicas estabelecidas, as comunidades virtuais acadêmicas foram organizadas de tal forma que, em alguns casos, tornaram-se plataformas mais importantes para interação e colaborações científicas entre pesquisadores e professores do que as sociedades acadêmicas tradicionais. Os membros dessas comunidades acadêmicas on-line, agrupadas por áreas de interesse, usam para sua comunicação listas compartilhadas e dedicadas (por exemplo, JISCMail), serviços de redes sociais (como Facebook ou LinkedIn) e redes sociais voltadas para o meio acadêmico (como Humanities Commons, ResearchGate, Mendeley or Academia.edu).[20][21]

Esse ambiente digital amplia o alcance da colaboração científica para além das fronteiras geográficas e institucionais, mas também impõe desafios: a velocidade de circulação das informações pode comprometer o rigor da revisão por pares,[22] e a fragmentação em comunidades temáticas pode dificultar o diálogo interdisciplinar que as sociedades generalistas historicamente promoviam. [23]

Sociedades científicas no Brasil

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Antecedentes coloniais (séculos XVIII–XIX)

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As primeiras experiências de organização científica no Brasil remontam ao período colonial tardio, no contexto das reformas iluministas promovidas pela Coroa portuguesa. Em 1772, foi fundada no Rio de Janeiro a Academia Científica do Rio de Janeiro, apoiada pelo vice-rei marquês do Lavradio e voltada ao estudo de história natural, química, farmácia, agricultura e medicina. Fechada em 1779 sob suspeição de subversão, foi reorganizada com o nome de Sociedade Literária do Rio de Janeiro em 1786, reunindo poetas, médicos, advogados e outros intelectuais que debatiam ideias iluministas e científicas; em 1794, foi novamente encerrada pelas autoridades coloniais, com prisão de seus membros acusados de conspiração.[11]

Essas tentativas precoces inscrevem-se num movimento mais amplo de circulação de saberes entre o Brasil e a Europa, impulsionado pelo ideário iluminista português e pela necessidade econômica de conhecer e explorar os recursos naturais da colônia. Com a chegada da família real ao Rio de Janeiro em 1808 e a abertura dos portos, foram criadas instituições como o Jardim Botânico (1808) e o Museu Nacional (1818), que ampliaram a infraestrutura de pesquisa disponível no país.[11]

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838)

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A fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) em 21 de outubro de 1838 representou o primeiro projeto sistemático de organização do conhecimento científico no Brasil independente. A ideia surgiu no interior da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (SAIN), criada em 1827, e foi levada adiante pelo militar Raimundo José da Cunha Matos e pelo cônego Januário da Cunha Barbosa.[14]

O IHGB organizou-se nos moldes das academias ilustradas europeias — especialmente o Institut Historique de Paris (fundado em 1834), com o qual manteve intenso contato nos anos iniciais — e tinha como objetivos centrais coletar e publicar documentos relativos à história do Brasil e estimular o ensino das ciências históricas. Estruturalmente, contava com cinquenta membros ordinários divididos em Seção de História e Seção de Geografia, além de sócios correspondentes nacionais e estrangeiros.[14]

A Revista do IHGB, publicada trimestralmente desde a fundação, tornou-se o principal veículo de produção intelectual da instituição, abrangendo fontes primárias, artigos de história regional, estudos etnográficos e relatos de viagens exploratórias.[14] O IHGB também organizou e apoiou expedições científicas ao interior do país, das quais a mais conhecida foi a Comissão Científica do Império (1859–1861), primeira expedição exploratória conduzida exclusivamente por brasileiros, que percorreu províncias do Norte e Nordeste do Brasil dividida em cinco seções — botânica, geologia e mineralogia, zoologia, astronomia e geografia, e etnografia —, coletando material científico e reunindo coleções que foram posteriormente depositadas no Museu Nacional. [24]

A expedição ficou conhecida pelo apelido irônico de "Comissão das Borboletas", dado pela imprensa oposicionista da época em alusão à suposta superficialidade de seus objetos de estudo; a historiografia mais recente, contudo, a reabilita como empreendimento científico sério, cuja maior contribuição foi o delineamento de estratégias para uma ciência nacional vinculada à construção de identidades regionais na segunda metade do século XIX.[25] Entre seus integrantes estavam o botânico Francisco Freire Alemão, presidente da comissão, o poeta e etnógrafo Gonçalves Dias e o geólogo barão de Capanema.[24][26]

A instituição manteve estreita relação com o Estado Imperial: cinco anos após sua fundação, as verbas imperiais já representavam 75% de seu orçamento, e a partir de 1849, com a mudança de sede para o Paço da Cidade, o imperador D. Pedro II passou a participar regularmente das sessões, sugerindo temas e financiando projetos especiais.[14] Essa dependência institucional marcou profundamente a produção historiográfica do IHGB, orientada para a construção de uma narrativa nacional que legitimasse o Estado monárquico e definisse a identidade brasileira como continuadora da herança civilizatória europeia.[14]

Um dos eixos centrais da produção intelectual do IHGB foi o debate sobre as populações indígenas, que ocupou parcela significativa das páginas da Revista do IHGB em seus primeiros decênios. Esse interesse não era apenas etnográfico: articulava-se diretamente ao projeto de construção da identidade nacional e ao problema da mão de obra num contexto de iminente abolição do tráfico de escravizados. Os sócios do instituto debatiam estratégias de integração dos indígenas à sociedade nacional, geralmente orientadas pela catequese e pela miscigenação como formas de "branqueamento" e "civilização". O concurso promovido pelo instituto em 1847, que premiou o plano historiográfico do naturalista alemão Karl Friedrich Philipp von Martius, consagrou uma leitura da formação brasileira baseada na mescla de três raças — branca, indígena e negra —, com preeminência da herança europeia como vetor civilizatório. Essa interpretação influenciaria decisivamente a obra de Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado o "pai da historiografia brasileira".[14]

A ciência de laboratório e o Instituto Oswaldo Cruz (1900)

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A transição do século XIX para o XX marcou uma inflexão no modelo predominante de organização científica no Brasil: das sociedades eruditas voltadas à história, à geografia e à etnografia, passou-se progressivamente às instituições de ciência experimental, especialmente na área da saúde. A criação do Instituto Soroterápico Federal em 1900 — atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) —, em resposta à ameaça da peste bubônica ao porto de Santos, inaugurou no país um novo modelo organizacional baseado na pesquisa de laboratório, na produção de vacinas e soros e no controle de doenças transmissíveis.[4] A instituição, rebatizada Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em 1908, situou-se na fronteira do conhecimento biomédico internacional, articulando produção científica e soluções tecnológicas para problemas de saúde pública. Seus cientistas empreenderam viagens científicas ao interior do Brasil que resultaram no diagnóstico do país como um "imenso hospital", na expressão do médico Miguel Pereira (1916), motivando um forte movimento nacionalista pelo saneamento dos sertões e pela federalização dos serviços de saúde pública.[4]

Academia Brasileira de Ciências (1916) e a profissionalização da ciência

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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi fundada em 3 de maio de 1916 como Sociedade Brasileira de Sciencias por 27 cientistas, adotando sua denominação atual em 1921. Seu surgimento marcou uma inflexão importante na história das sociedades científicas no Brasil: diferentemente do IHGB, organizado segundo os padrões da academia ilustrada de acesso restrito por relações sociais, a ABC buscava estabelecer critérios propriamente científicos de recrutamento e funcionamento, defendendo o fomento institucional à pesquisa básica e a criação de novos campos do conhecimento.[11]

Nos anos seguintes, a ABC desempenhou papel central na organização de iniciativas de divulgação científica — editando revistas, organizando exposições, produzindo filmes educativos e fundando a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, a primeira estação de rádio do Brasil — e esteve envolvida na criação das primeiras universidades públicas brasileiras a partir da década de 1930.[11] Seus membros participaram ativamente da fundação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) em 1951, principal agência de fomento à pesquisa científica do país. [11]

Durante a ditadura civil-militar (1964–1985), a ABC e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) constituíram um dos poucos espaços institucionais de resistência e debate público, defendendo a autonomia universitária e os direitos da comunidade científica em contexto de forte repressão política. O período foi marcado pela tensão entre o apoio estatal ao desenvolvimento científico — que resultou em expansão significativa da pós-graduação e da infraestrutura universitária — e a perseguição a pesquisadores, exemplificada pelo chamado "Massacre de Manguinhos" em 1970, quando dez importantes cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados.[4] Com a redemocratização, as duas instituições retomaram papel ativo na proposição de políticas públicas para a ciência e a educação, atuação que se intensificou a partir de 2016 diante de sucessivos cortes orçamentários na área de ciência, tecnologia e inovação.[4]

SBPC e o período contemporâneo

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No Brasil, as sociedades científicas desempenham papel central na consolidação e avanço da pesquisa nacional. A mais conhecida é a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fundada em 1948, que atua na defesa da ciência, promoção de eventos e articulação de políticas públicas.[18] Atualmente representa mais de 170 sociedades científicas afiliadas, além de pesquisadores, docentes e estudantes.[18] Durante a ditadura civil-militar (1964–1985), a SBPC constituiu um dos poucos espaços institucionais de resistência e debate público sobre políticas científicas e educacionais, tornando-se um ator político relevante no processo de redemocratização.[11] Além dela, o país conta com sociedades voltadas a áreas específicas, como a Academia Brasileira de Ciências (ABC), fundada em 1916,[27] a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), entre outras.[28][29][30]

Atuação das sociedades científicas brasileiras

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As sociedades científicas brasileiras desempenham múltiplos papéis, que vão além da promoção da pesquisa em suas áreas específicas. Elas organizam congressos, simpósios e workshops que servem como espaço de atualização científica e de troca de experiências entre pesquisadores.[31] Também editam revistas acadêmicas de alto impacto, como a Revista Brasileira de Química e os *Anais da Academia Brasileira de Ciências, contribuindo para a disseminação de conhecimento científico nacional e internacional.[32][33]

Além disso, muitas dessas entidades atuam como interlocutoras junto ao poder público, participando de audiências e debates sobre políticas de ciência, tecnologia, inovação e educação.[34] A SBPC, por exemplo, tem histórico de defesa do investimento público em ciência e mobilização contra cortes orçamentários.[35]

As sociedades também desenvolvem iniciativas de divulgação científica, promovendo feiras, olimpíadas do conhecimento e projetos educacionais para aproximar ciência e sociedade.[36] Em tempos de emergência sanitária ou crise ambiental, atuam na orientação da opinião pública e na prestação de informações qualificadas à população e aos órgãos governamentais.[37]

Prêmios e reconhecimentos conferidos

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Prêmios da SBPC

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entrega o Prêmio "Carolina Bori Ciência & Mulher", instituído em 2019. Ele reconhece duas categorias: mulheres estabelecidas na ciência e estudantes do ensino médio e graduação. Na edição de 2025, foram selecionadas seis ganhadoras, três em cada categoria, e o prêmio contou com patrocínio de instituições como CNPEM e Fundação Conrado Wessel.[38][39]

Prêmios da ABC

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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) concede prêmios desde 1925, incluindo o Prêmio Einstein (ouro e diploma), Mello Leitão, Costa Lima, Arthur Moses e Medalha Augusto Ruschi.[40] Atualmente, também organiza comissões independentes para os prêmios nacionais, como a Ordem Nacional do Mérito Científico.[40]

Prêmios de reconhecimento e mídia

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Embora não estritamente conferidos por sociedades, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, concedido pelo CNPq, é frequentemente entregue durante a Reunião Anual da SBPC e homenageia pesquisadores, jornalistas e instituições pela divulgação de ciência desde 1978.[carece de fontes?]

Reconhecimentos honoríficos

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A ABC e a SBPC concedem títulos honorários a membros destacados. A ABC adota seu quadro de membros por eleição, enquanto a SBPC concede o título de “Presidente de Honra” a pessoas com serviços relevantes à ciência, como Oscar Sala, Aziz Ab'Saber e Simão Mathias.[carece de fontes?] [carece de fontes?]

Sociedades brasileiras afiliadas à SBPC (2025)

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Atualmente há 179 sociedades científicas brasileiras afiliadas à SBPC, elas representam a comunidade científica e acadêmica do Brasil, abrangendo diversas áreas do conhecimento. Essas sociedades estão organizadas em quatro grandes grupos: Biológicas, Exatas, Humanas e Tecnológicas.[41]

ÁREA - BIOLÓGICAS E DA VIDA
Nome Sigla
1 Academia Brasileira de Neurologia ABN
2 Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional AB³C
3 Associação Brasileira de Biologia Marinha ABBM
4 Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação ABECO
5 Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas ABCF
6 Associação Brasileira de Enfermagem ABEn
7 Associação Brasileira de Ensino de Biologia SBENBIO
8 Associação Brasileira de Ensino Odontológico ABENO
9 Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular ABHH
10 Associação Brasileira de Limnologia ABLimno
11 Associação Brasileira de Mutagênese e Genômica Ambiental MutaGen-Brasil
12 Associação Brasileira de Psiquiatria ABP
13 Associação Brasileira de Saúde Coletiva ABRASCO
14 Associação Brasileira para Pesquisa em Visão e Oftalmologia BRAVO
15 Clube Brasileiro de Purinas -
16 Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte CBCE
17 Colégio Brasileiro de Cirurgiões CBC
18 Conselho Brasileiro de Oftalmologia CBO
19 Federação das Sociedades de Biologia Experimental FeSBE
20 Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina IFMSA Brazil
21 Sociedade Botânica do Brasil SBB
22 Sociedade Brasileira de Anatomia SBA
23 Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares SBBN
24 Sociedade Brasileira de Biofísica SBBF
25 Sociedade Brasileira de Biologia Celular SBBC
26 Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular SBBQ
27 Sociedade Brasileira de Carcinologia SBC
28 Sociedade Brasileira de Ciência das Plantas Daninhas SBCPD
29 Sociedade Brasileira de Ciência de Animais de Laboratório SBCAL
30 Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos SBCTA
31 Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão SBCM
32 Sociedade Brasileira de Economia Ecológica ECOECO
33 Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia EcotoxBR
34 Sociedade Brasileira de Entomologia SBE
35 Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia SBEE
36 Sociedade Brasileira de Farmacognosia SBFgnosia
37 Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental SBFTE
38 Sociedade Brasileira de Ficologia SBFic
39 Sociedade Brasileira de Fisiologia SBFis
40 Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal SBFV
41 Sociedade Brasileira de Genética SBG
42 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia SBGG
43 Sociedade Brasileira de Gerontecnologia SBGTec
44 Sociedade Brasileira de Herpetologia SBH
45 Sociedade Brasileira de Ictiologia SBI
46 Sociedade Brasileira de Imunologia SBI
47 Sociedade Brasileira de Inflamação SBIn
48 Sociedade Brasileira de Malacologia SBMa
49 Sociedade Brasileira de Mastologia SBM
50 Sociedade Brasileira de Mastozoologia SBMz
51 Sociedade Brasileira de Medicina Tropical SBMT
52 Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas SBMP
53 Sociedade Brasileira de Micologia SBMic
54 Sociedade Brasileira de Microbiologia SBM
55 Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento SBNeC
56 Sociedade Brasileira de Ornitologia SBO
57 Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia SBOT
58 Sociedade Brasileira de Paleontologia SBP
59 Sociedade Brasileira de Parasitologia SBP
60 Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica SBPqO
61 Sociedade Brasileira de Plantas Medicinais SBPM
62 Sociedade Brasileira de Primatologia SBPr
63 Sociedade Brasileira de Protozoologia SBPz
64 Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos SBRG
65 Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões SBTE
66 Sociedade Brasileira de Toxicologia SBTox
67 Sociedade Brasileira de Toxinologia SBTx
68 Sociedade Brasileira de Virologia SBV
69 Sociedade Brasileira de Zoologia SBZ
70 Sociedade Brasileira de Zootecnia SBZ
71 Sociedade Entomológica do Brasil SEB
ÁREA - EXATAS
Nome da Sociedade Sigla
1 Associação Brasileira de Águas Subterrâneas ABAS
2 Associação Brasileira de Cristalografia ABCr
3 Associação Brasileira de Educação em Engenharia ABENGE
4 Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABES
5 Associação Brasileira de Ergonomia ABERGO
6 Associação Brasileira de Estatística ABE
7 Associação Brasileira de Física Médica ABFM
8 Associação Brasileira de Química ABQ
9 Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria RBras
10 Sociedade Astronômica Brasileira SAB
11 Sociedade Brasileira de Catálise SBCat
12 Sociedade Brasileira de Ciência do Solo SBCS
13 Sociedade Brasileira de Educação Matemática SBEM
14 Sociedade Brasileira de Ensino de Química SBEnQ
15 Sociedade Brasileira de Física SBF
16 Sociedade Brasileira de Geofísica SBGF
17 Sociedade Brasileira de Geologia SBGeo
18 Sociedade Brasileira de Geoquímica SBGq
19 Sociedade Brasileira de Lógica SBL
20 Sociedade Brasileira de Matemática SBM
21 Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional SBMAC
22 Sociedade Brasileira de Meteorologia SBMet
23 Sociedade Brasileira de Metrologia SBM
24 Sociedade Brasileira de Microeletrônica SBMicro
25 Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica SBFoton
26 Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica SBPR
27 Sociedade Brasileira de Química SBQ
ÁREA - HUMANAS
Nome Sigla
1 Associação Brasileira de Antropologia ABA
2 Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência ABCMC
3 Associação Brasileira de Ciência Política ABCP
4 Associação Brasileira de Editores Científicos ABEC
5 Associação Brasileira de Educação à Distância ABED
6 Associação Brasileira de Educação Musical ABEM
7 Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais ABECS
8 Associação Brasileira de Estudos de Defesa ABED
9 Associação Brasileira de Estudos Populacionais ABEP
10 Associação Brasileira de Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias ESOCITE.BR
11 Associação Brasileira de Etnomusicologia ABET
12 Associação Brasileira de Jornalismo Científico ABJC
13 Associação Brasileira de Linguística ABRALIN
14 Associação Brasileira de Literatura Comparada Abralic
15 Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas ABRACE
16 Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Estudos do Lazer ANPEL
17 Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências ABRAPEC
18 Associação Brasileira de Pesquisa em Educação Especial ABPEE
19 Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas ABRAPCORP
20 Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação ABPEducom
21 Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo SBPJor
22 Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as ABPN
23 Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental ABPMC
24 Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional ABRAPEE
25 Associação Brasileira de Psicologia Social ABRAPSO
26 Associação Brasileira de Relações Internacionais ABRI
27 Associação de Linguística Aplicada do Brasil ALAB
28 Associação dos Geógrafos Brasileiros AGB
29 Associação Nacional de Ensino e Pesquisa no Campo de Públicas ANEPCP
30 Associação Nacional de História ANPUH
31 Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Ciência da Informação ANCIB
32 Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo ANPARQ
33 Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música ANPPOM
34 Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia ANPEPP
35 Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo ANPTUR
36 Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas ANPAP
37 Associação Nacional de Políticas e Administração da Educação ANPAE
38 Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais ANPOCS
39 Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação ANPED
40 Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração ANPAD
41 Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia ANPEGE
42 Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguistica ANPOLL
43 Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional ANPUR
44 Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião ANPTECRE
45 Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia ANPOF
46 Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação COMPÓS
47 Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito CONPEDI
48 Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação SOCICOM
49 Federação Brasileira de Psicanálise FEBRAPSI
50 Federação Brasileira dos Professores de Francês FBPF
51 Federação de Arte Educadores do Brasil FAEB
52 Rede Nacional de Educação e Ciência RNEC
53 Sociedade Brasileira de Administração Pública SBAP
54 Sociedade Brasileira de Economia Política SEP
55 Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos SBEC
56 Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual SOCINE
57 Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação INTERCOM
58 Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica SBFA
59 Sociedade Brasileira de História da Ciência SBHC
60 Sociedade Brasileira de História da Educação SBHE
61 Sociedade Brasileira de Psicologia SBP
62 Sociedade Brasileira de Sociologia SBS
63 Sociedade Científica de Estudos da Arte CESA
64 Sociedade de Arqueologia Brasileira SAB
65 União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura ULEPICC-Br
ÁREA - TECNOLÓGICAS
Nome da Sociedade Sigla
1 Associação Brasileira de Eletrônica de Potência SOBRAEP
2 Associação Brasileira de Engenharia de Produção ABEPRO
3 Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas ABCM
4 Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes ANPET
5 Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído ANTAC
6 Sociedade Brasileira de Agrometeorologia SBA
7 Sociedade Brasileira de Automática SBA
8 Sociedade Brasileira de Computação SBC
9 Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo SBMag
10 Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica SBEB
11 Sociedade Brasileira de Micro-ondas e Optoeletrônica SBMO
12 Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise SBMM
13 Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais SBPMat
14 Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional SOBRAPO
15 Sociedade Brasileira de Telecomunicações SBrT
16 Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial SBERA

Ver também

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Referências

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  1. «What is a Learned Society?». Environmental Studies Association of Canada. Consultado em 10 de maio de 2013. Arquivado do original em 29 de maio de 2013
  2. «Learned societies & academies». British Council. Consultado em 10 de maio de 2013. Arquivado do original em 3 de junho de 2014
  3. «Learned Societies, the key to realising an open access future?». Impact of Social Sciences. 24 de junho de 2019. Consultado em 22 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 26 de julho de 2026
  4. 1 2 3 4 5 Lima, Nísia Trindade; Sá, Dominichi Miranda de; Casazza, Ingrid Fonseca; Brito, Carolina Arouca Gomes de (agosto de 2022). «As ciências na formação do Brasil entre 1822 e 2022: história e reflexões sobre o futuro». Estudos Avançados. 36 (105): 211–233. ISSN 1806-9592. doi:10.1590/s0103-4014.2022.36105.013
  5. Lima, Nísia Trindade; Sá, Dominichi Miranda de; Casazza, Ingrid Fonseca; Brito, Carolina Arouca Gomes de (agosto de 2022). «As ciências na formação do Brasil entre 1822 e 2022: história e reflexões sobre o futuro». Estudos Avançados. 36 (105): 211–233. ISSN 1806-9592. doi:10.1590/s0103-4014.2022.36105.013
  6. «L'histoire». Académie française. Consultado em 8 de junho de 2021. Cópia arquivada em 6 de agosto de 2026
  7. «Accueil/Actualité». Académie des Jeux floraux. Consultado em 8 de maio de 2018. Cópia arquivada em 6 de março de 2018
  8. «Galileo | Federico Cesi and the Accademia dei Lincei». The Galileo Project. 14 de julho de 2018. Consultado em 8 de junho de 2021. Cópia arquivada em 14 de julho de 2018
  9. «The reopening of the Accademia (1811) and the fifth edition of the Vocabolario (1863–1923)». Accademia della Crusca. 1 de março de 2015. Consultado em 8 de junho de 2021. Cópia arquivada em 1 de março de 2015
  10. Jedlitschka, Karsten (20 de junho de 2008). «The Archive of the German Academy of Sciences Leopoldina in Halle (Saale): more than 350 years of the history of science». Notes and Records of the Royal Society. 62 (2): 237–244. doi:10.1098/rsnr.2007.0009. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2025
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