Suriavarmã II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Suriavarmã II
Suriavarmã esculpido em Baixo-relevo no Anguecor Uate
Rajá do Império Quemer
Reinado 1113-1145/50
Antecessor(a) Daranindravarmã I
Sucessor(a) Daranindravarmã II
 
Pai Quesitindraditia
Mãe Narendralaquesmi
Religião Hinduísmo

Suriavarmã II (em quemer: សូរ្យវរ្ម័នទី២) foi um dos rajás do Império Quemer de 1113 a 1145/50, celebrado como reformador religioso e construtor de Anguecor Uate, o maior monumento religioso no mundo dedicado ao deus hindu Víxenu.

História[editar | editar código-fonte]

Suriavarmã nasceu em data incerta ao longo do século XI e era filho de Narendralaquesmi (Narendralakṣmi) e do rajá Quesitindraditia (Ksitindraditya) ou Cretindraditia (Krtindraditya) da dinastia Maidrarapura (r. 802–1219), que por sua vez era neto do rajá Hiraniavarmã de Panom Rum.[1][2] Segundo uma de suas inscrições, quando ainda estava em meio a seus estudos, trouxe à tona sua reivindicação legítima ao trono. Parece que lidou com um pretendente rival da linha de Harxavarmã III (r. 1066–1080), quiçá Neripatindravarmã, que dominava o sul, e então se voltou contra o velho e ineficaz Daranindravarmã I (r. 1107–1113), seu tio-avô. Conforme diz sua inscrição: "deixando no campo de batalha o oceano de seus exércitos, travou uma terrível luta; saltando na cabeça do elefante do rei inimigo, o matou, como Garuda na borda de uma montanha mataria uma serpente.”[3][4]

Referências

  1. Higham 2004, p. 263.
  2. Jacobsen 2008, p. 58.
  3. Briggs 1999, p. 179; 187.
  4. Coedès 1975, p. 159.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Briggs, Lawrence Palmer (1999) [1951]. The Ancient Khmer Empire. Banguecoque: White Lotus 
  • Coedès, G. (1975). Vella, Walter F., ed. The Indianized States of Southeast Asia. Traduzido por Cowing, Susan Brown. Camberra: Imprensa da Universidade Nacional Australiana 
  • Higham, Charles F. W. (2004). «Phnom Rung». Encyclopedia of Ancient Asian Civilizations. Nova Iorque: Facts on File, Inc. 
  • Jacobsen, Trudy (2008). Lost Goddesses - The Denial of Female Power in Cambodian History. Copenhague: Nias