Teatro Baquet

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A fachada do Teatro Baquet, em gravura de 1888

O Teatro Baquet (1859-1888) foi uma sala de espectáculos localizado na antiga Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro) na cidade do Porto, contruído pelo alfaiate portuense António Pereira Baquet. O teatro foi estreado em 1859, tendo sido palco de intensa actividade cultura até à noite 20 de março de 1888, quando um violento incêndio deflagrou durante um espectáculo causando a morte a 120 pessoas.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O Teatro Baquet foi mandado construir pelo alfaiate portuense António Pereira Baquet, em 21 de Fevereiro de 1858, e foi estreado com um baile de Carnaval, a 13 de fevereiro do ano seguinte.

O teatro era inicialmente virado para a Rua de Santo António, e continha 68 camarotes distribuídos em três ordens. Era necessário descer duas rampas para chegar à plateia, disposição essa que gerava receios dos perigos em caso de incêndio. Continha ainda um botequim.[2]

Na noite de 20 de março de 1888, ficou completamente destruído por um incêndio que deflagrou nos bastidores.

Durante a festa de benefício do ator Firmino Rosa um incêndio consumiu em poucas horas todo o interior do Teatro Baquet. A programação – extensa – incluía a ópera cómica Dragões de Vilares e a zarzuela Grã-Via, ambas do agrado de um público entusiasmado que “pedia furiosamente bis” (SOUSA BASTOS 1908: 321).

Foi a troca apressada de panos de fundo, para repetir a cena anterior – o quadro «Os três ratas», desempenhado por Firmino, Sanches e Gomes – que fez com que, no contacto com uma gambiarra, um dos panos se incendiasse. O pano de boca foi baixado rapidamente, mas não impediu que o fogo fosse anunciado momentos depois pelos espectadores de um camarim com um postigo sobre o palco.

O rápido alastrar do fogo, o fumo intenso, a falta de iluminação (tendo sido cortado o gás assim que o incêndio deflagrou) e o pânico geral resultaram na morte de cerca de 120 pessoas.

Referências

  1. José Manuel Lopes Cordeiro, O teatro do alfaiate Baquet, in: "Público", 14 de abril de 2002, p. 56.
  2. Alberto Pimentel (1877). Guia do viajante na cidade do Porto e seus arrabaldes: contendo todos os horarios dos caminhos de ferro, americanos, etc. etc. [S.l.]: Livraria Central de J. E. da Costa Mesquita. p. 128