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Tenebrismo

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Tenebrismo
Vertente dramática do chiaroscuro
Tenebrismo
Davi e Golias (1600), de Caravaggio, Museu do Prado
Histórico
Período Século XVII – início do século XVIII
Local de origem Península itálica
Características
Uso extremo do contraste entre luz e sombra. A iluminação incide sobre áreas limitadas da composição, deixando o restante em escuridão quase total, produzindo forte efeito dramático.
Relações artísticas
Influenciado por Chiaroscuro, Renascimento italiano, Contrarreforma
Reação a Classicismo
Influenciou Barroco espanhol, barroco napolitano, realismo, cinema expressionista
Artistas notáveis
Caravaggio, Artemisia Gentileschi, Jusepe de Ribera, Georges de La Tour, Valentin de Boulogne, Bartolomeo Manfredi, Battistello Caracciolo, Giovanni Baglione, Mattia Preti, José de Ribera, Francisco Ribalta, Francisco de Zurbarán
Obras notáveis
Judite decapitando Holofernes (1599–1602) – Gentileschi
Vocação de São Mateus (Caravaggio) (1599–1600) – Caravaggio
A Madalena Penitente (c. 1640) – La Tour

Tenebrismo foi uma tendência pictórica nascida no Barroco que se perpetuou irregularmente até o Romantismo. Seu nome deriva de tenebra (treva, em latim), e é uma radicalização do princípio do chiaroscuro. Teve precedentes no Renascimento desenvolveu-se com maior força a partir da obra do italiano Caravaggio, sendo praticada também por outros artistas da Espanha, Países Baixos e França. Como corrente estilística teve curta duração, mas em termos de técnica representou uma importante conquista, que foi incorporada à história da pintura ocidental. Por vezes o Tenebrismo é usado como sinônimo de Caravaggismo, mas não são coisas idênticas.

O tenebrismo é usado apenas para obter um impacto dramático, enquanto o claro-escuro é um termo mais amplo, abrangendo também o uso de contrastes de luz menos extremos para aumentar a ilusão de tridimensionalidade.[1] Os intensos contrastes de luz e sombra emprestam um aspecto monumental aos personagens, e embora exagerada, é uma iluminação que aumenta a sensação de realismo. Torna mais evidentes as expressões faciais, a musculatura adquire valores escultóricos, e se enfatizam o primeiro plano e o movimento. Ao mesmo tempo, a presença de grandes áreas enegrecidas dá mais importância à pesquisa cromática e ao espaço iluminado como elementos de composição com valor próprio.

Na França Georges de La Tour foi um dos adeptos da técnica; na Itália, Battistello Caracciolo, Giovanni Baglione e Mattia Preti, e na Holanda, Rembrandt van Rijn. Mas talvez os mais típicos representantes são os espanhóis José de Ribera, Francisco Ribalta e Francisco de Zurbarán.

Ver também

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Referências

  1. Lois Fichner-Rathus (janeiro de 2011). Foundations of Art and Design: An Enhanced Media Edition. [S.l.]: Cengage Learning. 74 páginas. ISBN 978-1-111-77145-4 

Bibliografia

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  • Muñoz, J. M. Carrascal. Tenebrismo. Gran Enciclopedia Rialp. [1]