Teologia bíblica

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A Teologia bíblica estuda a Bíblia e organiza as conclusões obtidas pela Teologia exegética (que usa técnicas como a exegese para interpretar a Bíblia) em várias divisões e áreas de estudo, com a finalidade de estudar e conhecer a evolução ou a história progressiva da Revelação de Deus à humanidade, desde da sua queda e passando pelo Antigo Testamento e Novo Testamento.

A Teologia Bíblica, ao contrário da Teologia Sistemática, é indutiva, isto é, a partir da pesquisa exegética faz afirmações, ou seja, parte do específico para o geral. De um modo geral, a Teologia Bíblica parte da exegese de textos bíblicos como afirmação primeira, daí elaborando afirmações decorrentes.

A Teologia Bíblica ainda divide-se em:

Não há uma Teologia Bíblica unificada, o que há são diversas teologias das tradições biblicas. Mesmo no Antigo Testamento, encontram-se as teologias dos livros históricos, e estas ainda se subdividem em outras teologias de acordo com o método de pesquisa empregado, também encontram-se a teologia dos escritos proféticos e dos escritos sapienciais. No Novo Testamento há a teologia de Mateus, de João (Jo, 1Jo, 2Jo, 3Jo, Ap), de Paulo (Cartas Paulinas), de Lucas (Lc e At). O teológo alemão Hans-Joachim Kraus aborda no livro Die Biblische Theologie esta problemática da múltiplas tradições e teologias bíblicas.

História[editar | editar código-fonte]

A Teologia Bíblica, diferentemente da Teologia Sistemática, busca extrair uma hermenêutica a partir da própria Bíblia, fazendo-se necessária a exegese, ou seja, uma compreensão do texto bíblico em seu contexto original, bem como extrair do mesmo a riqueza para uma interpretação. Assim, se percebemos bem, ao longo da história do Cristianismo, a Teologia Bíblica é algo recente, pois desde os princípios teológicos do primeiro século, a teologia se demonstrou dogmática, ou seja, a partir da fé e do dogma, busca a devida hermenêutica, de forma que a construção teológica sempre ficava presa à sistemática.

Podemos propor que um início do pensamento que gerou a Teologia Bíblica seja do século XVI, através do pensamento reformista, especialmente o de Martinho Lutero, com a Sola Scriptura. O que ocorre na Reforma Protestante é uma valorização da individualidade, na qual cada pessoa pode se confessar diretamente a Deus, o que cria um contraponto à teologia dogmática e, vai reforçando a ideia de uma teologia bíblica. Vemos através do pensamento do teólogo José Roberto Cristofani que com o Iluminismo, já no século XVIII, a teologia bíblica se apresenta como uma ciência crítica da teologia sistemática (CRISTOFANI apud SILVA, 2016,p.36).

Dentre muitas discussões, o corpo da Teologia Bíblica vai se compondo em se considerar não somente uma interpretação histórica-crítica, mas também teológica, sabendo-se que quando nos voltamos a seguir um sistema teológico, terminamos por receber influências dogmáticas, mas se nos prendemos no método histórico-crítico, deixamos de absorver a verdadeira essência do texto bíblico. O desafio para a construção de uma teologia bíblica é constante, mas podemos perceber, já no século XX, a construção de uma teologia querigmática, que consiste em definir a Palavra de Deus (Bíblia) como centro. Assim, a partir dela deriva qualquer estudo que se possa fazer.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

KRAUS, Hans-Joachim. Die Biblische Theologie. Evangelische Verlagsanstalt Berlin: Berlin, 1973.

SILVA, M.G. Primeiros Passos na Teologia. Bonito-MS, 2016. 60p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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