Universidade Popular Portuguesa

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A Universidade Popular Portuguesa (19191933) foi uma instituição portuguesa de educação popular criada em 1919, em Lisboa.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A instituição foi fundada em janeiro de 1919 na sequência do movimento das Universidade Populares de França e das experiências realizadas em 1912 no Porto e em Setúbal, tendo sido inaugurada em 27 de abril de 1929.[2]

Tinha como objetivo estatutário contribuir para a educação geral do povo português, designadamente através da realização de conferências e sessões cinematográficas e da constituição de bibliotecas.[2]

A Universidade Popular Portuguesa dirigiu a sua atividade especialmente à classe operária, tendo alcançado grande prestígio em Portugal.

Alcançou igualmente reconhecimento internacional, mantendo relações com o «Bureau International d'Education», a «Ligue Internationale pour L'Education Nouvelle» e o «Bureau International du Travail».

Estatutos[editar | editar código-fonte]

Os Estatutos da Universidade Popular Portuguesa foram aprovados em assembleia geral de 24 de agosto de 1919 e alterados nas assembleias gerais de 18 de agosto e 27 de novembro de 1924.[3]

Revista Educação Popular[editar | editar código-fonte]

A Universidade Popular Portuguesa editou a revista Educação Popular.[4]

Reconhecimento governamental[editar | editar código-fonte]

Pelo Decreto n.º 5.781, de 10 de maio de 1919,[5] a Universidade Popular Portuguesa foi declarada instituição de utilidade nacional.

Por Portaria de 16 de abril de 1923,[6] o ministro da instrução pública João Camoesas deu público louvor à Universidade Popular Portuguesa «pelo seu zêlo e dedicação consagrados à obra da educação popular.»

A biblioteca[editar | editar código-fonte]

Após a extinção da Universidade Popular Portuguesa, a sua biblioteca, que contava com muitos milhares de volumes, foi oferecida à associação A Voz do Operário.[7]

Colaboradores[editar | editar código-fonte]

Alguns dos seus mais distintos colaboradores foram Faria de Vasconcelos, João Camoesas e Bento de Jesus Caraça.[1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Cf. BANDEIRA, Filomena (1994).
  2. a b Cf. folheto de divulgação.
  3. Estatutos da Universidade Popular Portuguesa.
  4. Educação Popular.
  5. Decreto n.º 5.781, de 10 de maio de 1919.
  6. Publicada no Diário do Governo de 20 de abril de 1923, consultável aqui.
  7. Cf. BERNARDO, Luís Miguel. Cultura Científica em Portugal : Uma Perspectiva Histórica, pg. 173.