Vasos comunicantes

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Equilíbrio de dois líquidos miscíveis e imiscíveis em dois vasos comunicantes[editar | editar código-fonte]

Quando se tem um único líquido em equilíbrio contido no recipiente, conclui-se que: a altura alcançada por esse líquido em equilíbrio em diversos vasos comunicantes é a mesma, qualquer que seja a forma de seção do ramo. E, para todos os pontos do líquido que estão na mesma altura, obtém-se também a mesma pressão.

Quando dois líquidos que não se misturam, imiscíveis, são colocados num mesmo recipiente, eles se dispõem de modo que o líquido de maior densidade ocupe a parte de baixo, e o de menor densidade ocupe a parte de cima. A separação entre eles é horizontal. Por exemplo, água e óleo, se forem colocados no mesmo recipiente, o óleo, menos denso, ficará na parte de cima, e a água, mais densa, permanecerá na parte inferior. Nos vasos comunicantes, eles se distribuem de forma que as alturas das colunas líquidas sejam inversamente proporcionais às respectivas densidades.

Partindo-se do princípio de que o sistema está em equilíbrio, podemos igualar as pressões nos pontos 'A e B

Pa=Pb
Po + \mu _a.g.H_a = Po + \mu_ b.g.H_b
\mu_ a.H_a = \mu_ b.H_b
\frac{H_a}{H_b}=\frac{\mu_ b}{\mu_ a}

tuboemU.jpg

Conclui-se que: Dois líquidos imiscíveis em vasos comunicantes atingem alturas inversamente proporcionais às suas massas específicas (ou densidades).

Em laboratório, os vasos comunicantes encontram aplicações na determinação de densidade e na medição de pressão.

O vaso sanitário utiliza no sifão o princípio dos vasos comunicantes. É por isso que a água fica sempre no mesmo nível, dentro do vaso.