Zaki Cã

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Zaki Cã Zand (morte 6 de junho de 1779) foi um comandante militar iraniano e pretendente ao trono. Um membro da Dinastia Zand do Irão, mesmo que nunca tenha se tornado xá do Império Persa, ele teve grande poder no Império durante três meses a morte de seu meio irmão, Karim Cã, em 2 de março de 1779, e a sua morte brutal.

Origens e Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Zaki Cã nasceu na tribo zand, que foi removida de suas terras por Nader xá perto de Hamadã, na região do Lorestão, e assentada perto de Coração. Depois da morte de Nader em 1747, os Zand retornaram para o Lorestão, e o seu líder, Karim Cã, ganhou bastante poder político, tomando o controle de Isfahanem 1750, onde ele instalou um xá de baixo poder, Ismail III. Depos de mais dez anos, Karim Cã foi proclamado xá, e seu poder se estendeu sobre o terrítorio do Irão central e ocidental. Zaki Cã era duplamente relacionado com Karim Cã: eles eram primos por parte de pai, e era meio irmão dele por parte de mãe. As fortunas de Zaki Cã seguiram as de seu meio irmão e protetor do xá, e ele era considerado um de seus principais.

Primeira revolta e anos como general (1763-1779)[editar | editar código-fonte]

Entretanto, fontes iranianas dizem que Zaki Cã já era famoso por sua crueldade e oportunismo. Em 1763, retornando de sua última campanha contra Azad Cã Afegã no Azerbaijão, desapontado por uma falta de reconhecimento do xá, Zaki Cã tomou a capital de Isfahan para ele mesmo, e explorou a população. Quando Karim Cã soube dessa situação, ele foi pessoalmente para Isfahan. Zaki Cã fugiu dele em direção a Dezful, em Khuzistão, recrutando guerreiros Bakhtiari no caminho, e se aliou ao governador revoltoso de Dezful. Depois de um ano de lutas e negociações malsucedidas, Zaki Cã acabou implorando por misericórdia por seu irmão, o xá, e a recebeu.

Durante os próximos quinze anos, Zaki Cã se manteve como um dos generais de Karim Cã. Ele liderou exércitos para submeter principados na costa do Golfo Pérsico, uma das principais foi uma expedição naval contra Omã em 1773, que terminou com uma falha completa e com a desgraça de Zaki. Dois anos depois, ele foi nomeado para uma expedição punitiva contra o assentamento Qajar de Mazandaran, perto do Mar Cáspio. Então, ele teve sucesso, e ficou com uma reputação de um terror brutal.

Três meses no poder[editar | editar código-fonte]

Zaki Cã era um dos maiores participantes das lutas por poder político que seguiram a morte de Karim Cã em 2 de março de 1779. Karim Cã morreu de causas naturais depois de um longo período de doença, então Zaki Cã, assim como muitos outros, tentou conquistar poder no Império. Ele havia tentado, nos anos anteriores, casar a sua filha com Maomé Ali Cã, o segundo filho de Karim Cã, que ainda era uma criança. Na época da morte de Karim Cã, ele foi o líder da facção que queria que Maomé Ali fosse proclamado xá. O filho mais velho, Abol Fath Cã, com apenas treze anos de idade, também tinha seus apoiadores entre os membros da família real. Entretanto, ao mesmo tempo da morte de Karim Cã, Zaki Cã havia matado a maioria deles, e Abol Fath foi preso. Entre os apoiadores de Abol Fath, apenas Sadiq Cã Zand conseguiu escapar da capital, Xiraz. Maomé Ali foi proclamado xá, e Zaki Cã foi o regente com plenos poderes sobre o Império. Mas a mãe deles interferiu em favor de Abol Fath, e Zaki Cã, para ganhar o seu apoio, aceitou que os dois filho de Karim Cã fossem investidos com a suprema honra.

O governo de Zaki Cã foi contestado desde o começo. Primeiro, o príncipe Qajar, Aga Maomé Cã, que Karim Cã prendeu como um refém em Xiraz para prevenir novas de seu poderoso clã do norte, escapou de seu cativeiro. Para captura-lo, Zaki Cã enviou o seu sobrinho, Ali Murad Cã. Entretanto, na hora em que chegou em Isfahan, Ali Murad Cã se rebelou contra o seu tio e se aliou a Abol Fath. Sadiq Cã estava criando um exército no sudeste com uma proposta similar. Zaki Cã decidiu lidar com Ali Murad Cã primeiro, e levou um exército para Isfahan.[1]

Morte e Legado[editar | editar código-fonte]

Em seu caminho para Isfahan, Zaki Cã cometeu atrocidades no assentamento de Izadkhvast. Mas naquele tempo, dizem que ele foi tão cruel que até seus homens ficaram chocados. Um grupo de líderes tribais que estava entre eles o assassinou quando ele estava descansando em Izadkhwast.[1][2] Depois de sua eliminação, a guerra seguiria entre Sadiq Cã e Ali Murad Cã, que acabariam conquistando o trono nos anos seguintes.

Seu filho mais novo Akbar Cã Zand, foi deixado com o controle de Xiraz, tentou conseguir a carreira e a ambição de seu pai após sua morte, mas foi cegado e morto em 1782 por seu primo, o futuro xá Jafar Cã.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Fisher, William Bayne; Avery, P.; Hambly, G. R. G.; Melville, C. (10 de outubro de 1991). The Cambridge History of Iran. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521200950 
  2. Farrokh, Kaveh (20 de dezembro de 2011). Iran at War: 1500-1988. [S.l.]: Osprey Publishing. ISBN 9781780962214