Calunga (espírito)

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Calunga, no espiritismo, é o nome de uma das falanges do mundo espiritual. Normalmente, dentro da crença espírita, estão relacionados às entidades conhecidas como "pretos-velhos", muito embora, segundo alguns médiuns clarividentes (pessoas que podem enxergar o mundo espiritual), estes espíritos, muitas vezes, não tem a aparência de pele de cor negra ou com idade avançada, e, em alguns casos, podem demonstrar grande conhecimento nas diversas áreas da atuação científica, seja na medicina, na engenharia, nas artes etc.

A característica de um Calunga ou de um espírito que se apresenta como preto-velho está mais relacionada a uma forma de ser, geralmente ligada a uma sabedoria de vida, como viver simples e resolver problemas do cotidiano, sempre visando a paz, tranquilidade, harmonia e crescimento espiritual; são reconhecidos, dentro das casas espíritas, pela capacidade de trazer alegria e esperança a pessoas que estão atravessando momentos de grande sofrimento ou amargura, com sua presença reconfortante, são capazes de irradiar sentimentos que são verdadeiros bálsamos para pessoas deprimidas ou presas a situações de grande tristeza. Existem muitos médiuns que dizem trabalhar com o espírito "Calunga": desta forma, podemos concluir que pode existir mais de uma entidade espiritual se apresentando com este nome, já que, inclusive, na área espírita, o nome se refere a um grupo de seres; alguns médiuns são mais específicos e dizem, "quem está aqui é o espírito do Calunga fulano, ou o Calunga sicrano".

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Calunga, segundo algumas opiniões, também significa "grande mar", o que explicaria também a informação de que os "pretos velhos" conhecidos como Calungas são entidades fortemente ligadas ao orixá Iemanjá, das águas do mar, e também, por conseguinte, a fonte de seu grande poder regenerador no campo sentimental.

Mentor espiritual de Luiz Antonio Gasparetto[editar | editar código-fonte]

Calunga é um dos supostos mentores espirituais do médium brasileiro Luiz Antonio Gasparetto. Não se sabe muito a respeito das origens da entidade, apenas alguns fragmentos que a própria deixa escapar nos programas do médium na Rádio Mundial. Desse modo, sabe-se que teria tido uma existência no século XIX, algures no estado de Minas Gerais. Terá sido filho de ex-escravos, e que "a abolição havia sido proclamada quando ele nasceu", o que remete ao ano de 1888. Relatou que teve 11 irmãos e que faleceu aos 54 anos, vítima de meningite.

Afirma-se, sem que tenha sido confirmado pela entidade, ter sido batizado como "Sebastião". Era muito ligado a uma avó africana, de ascendência Nagô, com quem aprendeu sobre remédios caseiros e rezas. Desse modo, foi uma espécie de "curandeiro", tendo chegado a fazer partos. A entidade recorda que era revoltada com as "maldades" que os negros sofriam à época. Em virtude desse sentimento começou a praticar trabalhos espirituais contra aqueles que considerava merecedores, acreditando então que estava fazendo algum tipo de "justiça".

A sua existência mudou em um dia em que estava numa cachoeira, praticando um de seus trabalhos, quando teve a visão de um "espírito de Luz", uma mulher, que o alertou sobre o mal que fazia e que, do mesmo modo que trazia coisas más com a sua "prática", também poderia trazer coisas boas. Esta visão marcou-o e levou-o a repensar nas suas práticas. Em uma palestra no espaço "Vida e Consciência", a entidade relatou que certa vez, por não aceitar praticar um aborto, foi espancado a pauladas, trancado e acorrentado. Com medo de morrer, pediu ajuda à "santa" da visão da cachoeira, que lhe apareceu e o desacorrentou. A partir daí sentiu-se endividado com ela, e decidiu que só usaria a magia para curar.

Entretanto, os sentimentos de culpa e remorso pelo seu passado de vingança, conduziram-no à morte, vítima de meningite. Permaneceu no Umbral por muito tempo, onde perdeu a sua forma humana e se transformou numa entidade sofrida e isolada. Quando cansado de sofrer se rendeu, começou o processo do auto-perdão, vindo a ser recolhido a uma instituição de assistência. Aí passou a auxiliar espíritos que, como ele, faleceram com culpa, e também aqueles que havia prejudicado.

A entidade afirma residir no plano astral em uma comunidade que define como "Crística", cujo nome não citou. É uma comunidade espiritualista mas segue uma linha diferente da de "Nosso Lar", descrita no livro homônimo de André Luiz. Como o próprio Calunga diz: "os defuntos não ficam todos juntos, cada um segue para a Comunidade a qual ele tem afinidade". É "casado" com duas esposas, pois segundo as suas palavras, "como as duas não queriam se separar, ficamos nós três juntos". Tem, como mentor, um espírito chamado Hilário.

Calunga citou, algumas vezes, que em sua reencarnação anterior nasceu na Região da Prússia (Norte da Alemanha hoje), era branco, loiro de olhos azuis. Vinha de família abastada, mas não se dava bem com o pai. Disse que quando via figuras de pessoas negras, achava-as bonitas e exóticas, mas nessa reencarnação só as conhecida por gravuras.

Alguns dizem que ele foi um músico famoso, mas Calunga nunca confirmou tal boato. Também não explicou porque passou de um europeu culto e rico na Europa para um filho de ex-escravos em um país tropical. A única coisa que comentou em um de seus programas de rádio é que a encarnação no Brasil serviu para que perdesse a sua arrogância e aprendesse a primeiro ouvir, observar, estudar a situação para depois "se intrometer" ou emitir opinião/conselho sobre a vida de outras pessoas.

Referências

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