Guerra dos Mundos (filme de 2005)

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Guerra dos Mundos
War of the Worlds
Pôster promocional
 Estados Unidos
2005 • cor • 116 min 
Direção Steven Spielberg
Produção Kathleen Kennedy
Colin Wilson
Roteiro Josh Friedman
David Koepp
Baseado em A Guerra dos Mundos de H.G. Wells
Narração Morgan Freeman
Elenco Tom Cruise
Dakota Fanning
Justin Chatwin
Miranda Otto
Tim Robbins
Gênero ficção científica
Catástrofe
épico
Idioma Inglês
Música John Williams
Cinematografia Janusz Kamiński
Edição Michael Kahn
Estúdio Amblin Entertainment
Cruise/Wagner
Distribuição Paramount Pictures
(Cinema nos Estados Unidos)
DreamWorks Pictures
(Cinema international; home vídeo nos Estados Unidos)
Lançamento Estados UnidosBrasil 29 de junho de 2005
Portugal 7 de julho de 2005
Orçamento US$132 milhões[1]
Receita US$591,745,540[1]
Cronologia
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Guerra dos Mundos (Inglês: War of the Worlds) é um filme-catástrofe épico estadunidense de ficção científica e uma adaptação livre do romance de H. G. Wells, A Guerra dos Mundos, dirigido por Steven Spielberg e escrito por Josh Friedman e David Koepp. É estrelado por Tom Cruise como Ray Ferrier, um estivador divorciado afastado de seus filhos (Dakota Fanning e Justin Chatwin) e vivem separados deles. Como sua ex-esposa deixa seus filhos para ele para cuidar durante alguns dias, o planeta é atacado por alienígenas que surgem do chão (vagamente baseado em marcianos de H. G. Wells) conduzindo Tripods e como os exércitos da Terra estão derrotados, Ray tenta proteger os seus filhos e fugir para Boston para se juntar a sua ex-esposa.

O filme foi rodado em 73 dias, utilizando cinco estágios diferentes de som, bem como locais na Califórnia, Connecticut, Nova Jérsei, Nova York e Virgínia. O filme foi cercado por uma campanha de sigilo com poucos detalhes seriam vazados antes de seu lançamento. Promoções foram feitas com várias empresas, incluindo Hitachi. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 29 de junho e no Reino Unido no dia 1 de julho. Guerra dos Mundos foi um sucesso de bilheteria, e tornou-se o quarto filme de maior sucesso de 2005, tanto internamente, com $234 milhões na América do Norte, e $591 milhões de dólares americanos em geral. Na época de seu lançamento foi o filme de maior bilheteria estrelado por Tom Cruise.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A chegada dos aliens[editar | editar código-fonte]

Tudo começa com algumas imagens e a voz de um narrador (voz esta que pertence a Morgan Freeman), que falam do ser humano|homem e seu domínio sobre a Terra, e sobre seres intelectualmente superiores a nós que vêm nos estudando há muito tempo, e que agora decidiram traçar seus planos contra nós.

A história começa em um dia comum em que Ray(Tom Cruise) volta para casa para receber os filhos, Rachel(Dakota Fanning) e Robbie(Justin Chatwin), que atualmente moram com a mãe, Mary(Miranda Otto), e o padrasto, Tim. Coisas como a falta de leite e Rachel e Robbie terem que dividir o quarto apesar da grande diferença de idade e de sexo mostram que Ray certamente não estava preparado para receber os filhos. Apesar disso, outras coisas chamam a atenção de Ray, como a estranha tempestade que se forma perto de sua residência. A tempestade primeiramente gera fortes ventos que estranhamente sopram na direção dela. E depois, ela libera uma série de estranhos raios que, além de serem desacompanhados de trovões, atingem sempre o mesmo lugar.

Após os raios cessarem, Ray percebe que tudo em sua casa deixou de funcionar. Energia elétrica, telefones, relógios, e aparelhos eletrônicos, todos eles pararam. Ao sair de casa para investigar, Ray descobre que toda a vizinhança está na mesma situação, incluindo diversos carros que não funcionam mais. Ele então vê seu filho Robbie se aproximando, após ter saído com seu carro sem permissão. Robbie conta para seu pai onde os raios caíram, e Ray decide ir para lá investigar, mas não sem antes repreendê-lo por ter saído com seu carro sem permissão nem carta de motorista.

O início dos ataques[editar | editar código-fonte]

Ray caminha até o ponto indicado por seu filho. No caminho, ele se encontra com seu amigo mecânico, Manny, que tenta consertar uma van. Ray recomenda a substituição do solenoide. Em seguida, se encontra com mais dois amigos que também estão curiosos para ver o lugar onde os raios caíram. Quando Ray chega no local, um cruzamento em frente a uma igreja, ele encontra uma multidão em volta de um buraco aberto pelos raios. Ray analisa um pedaço do asfalto, que apesar de ter sido atingido por mais de 20 raios, estava gelado.

Um barulho e alguns tremores são sentidos, fazendo com que a multidão se afaste, surpresa. Em seguida, o chão começa a se rachar, fazendo com que vidraças das construções próximas estilhacem-se ao serem atingidas pelas rachaduras. Policiais que estavam no local instruem as pessoas a abandonarem o local. Os tremores acabam estraçalhando todo o cruzamento, até abrir uma cratera em seu lugar.

Enquanto as pessoas observam atônitas o que sobrou do cruzamento, "patas" mecânicas surgem da cratera e pousam no local, esmagando carros. Em seguida, uma gigantesca máquina tripode levanta-se da cratera, causando pânico nas pessoas. Após alguns momentos de ansiedade, a máquina libera dois pequenos "braços" que começam a vaporizar as pessoas com raios, transformando-as em cinzas e poupando apenas suas roupas. Os raios destroem tudo o que é orgânico, até mesmo arrancando pedaços inteiros das casas de madeira. Ray corre desesperadamente por sua vida, e vira em uma rua. Ele arranja abrigo atrás de um prédio, e observa o tripode passar e afastar-se, rodeado por uma chuva de roupas que foram arrancadas de seus finados donos.

De volta para sua casa, Ray encontra-se em estado de choque, ignorando as perguntas de seus filhos. Em seguida, ele anuncia que devem deixar a casa o mais rápido possível. Ele reúne mantimentos e objetos úteis, e busca seu revólver. Fora de casa, vai para o lugar onde Manny mantém a van que tentava consertar, enquanto seus filhos observam confusos as pessoas desesperadas pelas ruas. Ray entra na van com seus filhos após saber que Manny conseguiu consertá-la. Manny tenta impedir Ray de levar a van embora, enquanto este tenta convencê-lo a se juntar a ele. Ray desiste de Manny e vai embora com o carro, no mesmo momento que um tripode vaporiza Manny e começa a destruir a vizinhança.

Queda do avião[editar | editar código-fonte]

Boeing 747 destruído usado nas filmagens de War of the Worlds. Atualmente, os visitantes podem ver o conjunto do avião destruído durante tour da Universal Studios..

Durante a fuga, é possível ver que o tripode consegue fazer uma gigantesca ponte em pedacinhos, derrubando ela e os veículos em cima das casas embaixo dela, causando grandes explosões. Enquanto Ray dirige rápido e cuidadosamente pela rodovia cheia de carros quebrados, ele tenta contar tudo para seus filhos, que choram de desespero. Enquanto explica o que viu, Ray dirige até a nova casa de sua ex-mulher, mas ela não se encontra lá, tão pouco o seu novo marido. Ray decide passar a noite por lá, mas considera mais seguro dormir no porão. Durante a noite, todos são acordados por um barulho muito alto, e algumas luzes. Mesmo sem saber do que se trata, Ray diz que é preciso ir para um local ainda mais seguro. Robbie os carregam para um pequeno cômodo abaixo do porão, instantes antes do porão explodir em chamas.

Na manhã seguinte, Ray sai do cômodo para investigar, e descobre não só que parte da casa foi destruída, mas também que toda a destruição foi causada por um avião Boeing que caiu na vizinhança, presumidamente atacado pelos alienígenas. Andando em volta do que sobrou do avião, Ray se encontra com três membros de uma emissora de TV. Uma reporter lhe informa que há milhares de tripodes por todo o mundo, e não apenas um, como Ray supunha. Ela também conta a ele que os tripodes possuem um campo de força que tornam todos os mísseis disparados pelo exército inúteis, e que o que quer que esteja dirigindo os tripodes, veio junto com a tempestade de raios.

Ray decide seguir em frente com seus filhos. Nas proximidades da balsa que atravessa o Rio Hudson, eles passam por milhares de refugiados a pé. Estes, ao verem a van, tentam entrar nela, mas Ray não permite. Ao tentar fugir das pessoas, Ray bate o carro e logo em seguida dezenas de pessoas arrancam Ray e Robbie do carro e tentam entrar dentro dele, impedindo Rachel de sair. Ray decide usar seu revólver para conter as pessoas, mas é rendido por outro homem armado que leva a van, mas não antes que Ray pudesse pegar sua filha.

Ao chegarem na balsa, eles se encontram com uma conhecida de Ray e sua filha. Antes de poderem embarcar, porém, tripodes surgem detrás dos morros que cercam a vila e causam pânico geral. O capitão da balsa decide partir, e soldados impedem mais pessoas de embarcarem. Ray e seus filhos conseguem furar a barreira, mas suas duas acompanhantes acabam barradas. Apesar de ter saído da vila, a balsa não está segura pois outro tripode emerge da água e a afunda junto com os carros e pessoas. Os três conseguem fugir, e observam que os tripodes estão capturando pessoas com tentáculos dentro do rio. Quando chegam à outra margem, eles sobem num morro e observam mais tripodes chegando e se juntando ao outros para vaporizar e capturar as pessoas.

Caminhando com outros refugiados, eles ouvem explosões vindas de um campo de batalha detrás de alguns morros. Robbie tenta desesperadamente chegar até lá para observar tudo, mas é impedido por seu pai e pelos próprios membros do exército. Ray implora que seu filho fique, mas este se recusa. Vendo que é inútil tentar impedi-lo, e vendo que sua filha está sendo levada pela compaixão de um casal, Ray decide deixar seu filho partir com os soldados. Mesmo após um ataque maciço de dezenas de mísseis, os tripodes conseguem avançar, atacando as pessoas próximas. Robbie é supostamente engolido pela gigantesca bola de fogo resultante do choque entre os mísseis com o campo de força.

Esconderijo[editar | editar código-fonte]

Agora sem Robbie, Ray e Rachel procuram por abrigo e encontram um homem segurando uma espingarda na entrada de um porão. Uma vez no interior do porão, o homem se apresenta como Harlan Ogilvy. Ray acaba percebendo momentos depois que Harlan é na verdade um maníaco que planeja atacar os tripodes aparecendo de surpresa, bem debaixo dos pés deles, do mesmo jeito que fizeram conosco.

Momentos depois, os tripodes do local começam a fazer um barulho semelhante ao de máquinas trabalhando, juntamente com o aparecimento de uma estranha planta vermelha do tipo trepadeira. Ray observa pela janela os tripodes cavarem a terra, provavelmente para plantar a trepadeira vermelha. Quando as máquinas entram em um silêncio repentino, os três observam um tentáculo dotado de uma olho na ponta entrar no porão para vasculhar o local. Os três conseguem passar desastrosamente pelo tentáculo, que deixa o local. Imediatamente depois, alguns alienígenas entram no local apenas para reforçar a investigação da presença de humanos. Harlan tenta disparar contra um dos seres com sua espingarda, mas Ray o impede. O Tripode então soa seu chamado e os aliens deixam o local.

A trepadeira vermelha continua crescendo rapidamente. Ray e Harlan descobrem o modo como a trepadeira cresce: Os humanos capturados pelos tripodes têm seu sangue sugado pela máquina e em seguida jogado na trepadeira, como fertilizante. Harlan fica horrorizado ao ver isto, e começa a cavar um túnel furiosamente. Ray procura acalmá-lo em nome da segurança de sua filha, mas Harlan se mostra muito agitado. Ray percebe que não tem escolha senão silenciar Harlen. Antes de fazê-lo, porém, pede que sua filha tape olhos e ouvidos, e cante bem alto para não escutar.

Prisioneiros[editar | editar código-fonte]

Na noite seguinte, o tentáculo volta silencioso e pega Ray e Rachel de surpresa dormindo. Rachel acorda e se surpreende com a luz do olho. Ray acorda com os gritos e ataca o tentáculo até ele se quebrar e sair do porão. Rachel, porém, foge para fora e Ray procura por ela nas redondezas. Ele descobre que todo o solo tornou-se vermelho até onde o horizonte. O silêncio é logo quebrado por um tripode que surge em cima de Ray. Ray escapa de ser capturado quando o tripode percebe a presença de Rachel e a captura. Ray encontra algumas granadas num HMMWV abandonado e joga uma delas no tripode para chamar sua atenção. Ray é capturado e jogado numa das gaiolas que presas na cabeça do tripode. Lá, Ray se encontra com Rachel e outros prisioneiros desesperados.

De vez em quando, uma comporta se abre acima da gaiola, e um tentáculo menor desce para pegar alguma vítima em seu interior, provavelmente para extrair o sangue. Na segunda vez que ela se abre, o tentáculo captura Ray, que antes de ser levado, pega as granadas que trouxe consigo. Um soldado tenta segurar Ray e puxá-lo de volta, com a ajuda dos outros prisioneiros. Antes de ser puxado de volta para a gaiola, Ray consegue deixar duas granadas dentro do tripode. Elas detonam e o tripode começa a se explodir por dentro, até a gaiola onde Ray e Rachel estão soltar-se e cair sobre uma árvore seca, libertando todos os prisioneiros. O tripode em seguida cai, visivelmente inutilizado.

O fim[editar | editar código-fonte]

Ray e Rachel continuam caminhando para Boston. A cidade também está coberta pela trepadeira vermelha, mas eles percebem que já está esbranquiçada e morta. Caminhando mais um pouco, descobrem um tripode caído sobre um edifício, aparentemente inutilizado. Ray pergunta e os soldados por perto não assumem a responsabilidade pelo derrubamento da máquina. Caminhando mais alguns metros, eles encontram um tripode cambaleante em movimento. Soldados instruem os sobreviventes a entrarem em um túnel. Ray vê que pássaros estão pousando sobre a cabeça do tripode, e percebe que o campo de força está desativado. Após se aterem a isto, os soldados se juntam e com a ajuda de alguns lança-foguetes, derrubam o tripode. A escotilha do tripode caído se abre, e um dos seres aparece à beira da escotilha praticamente morto.

Caminhando em uma rua abandonada e intacta, Ray e Rachel encontram a casa dos pais de Mary, e lá vêem Mary, seus pais. E para a surpresa de Ray, Robbie também está lá, e eles trocam um caloroso abraço.

Voltando à voz do narrador, com imagens dos tripodes derrubados sobre as ruínas da cidade, este diz que os alienígenas foram derrotados por bactérias, as menores criaturas de Deus, e que o homem alcançou sua imunidade, com o custo de 1 bilhão de mortes.[2]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Depois de colaborar em Minority Report, de 2002, Steven Spielberg e Tom Cruise estavam interessados em trabalhar juntos novamente. Spielberg falou sobre Cruise: "Ele é, um parceiro tão inteligente criativo, e traz essas grandes idéias para o conjunto que nós apenas provocar um ao outro. Adoro trabalhar com Tom Cruise".[3] Cruise reuniu-se com Spielberg durante as filmagens de Catch Me If You Can de Spielberg (2002) e deu três opções de filmes para criar em conjunto, sendo um deles uma adaptação de A Guerra dos Mundos.[3] Spielberg escolheu A Guerra dos Mundos e declarou: "Nós olhamos um para o outro e as luzes se acenderam assim que eu ouvi, eu disse 'Oh meu Deus, Guerra dos Mundos - absolutamente' Foi isso."[3]

O filme é o terceiro de Spielberg sobre o tema da visitação alienígena, junto com Close Encounters of the Third Kind e E.T. the Extra-Terrestrial. Produtora e colaboradora de longa data Kathleen Kennedy observa que, com A Guerra dos Mundos, Spielberg teve a oportunidade de explorar a antítese dos personagens trazidos à vida em E.T. e Close Encounters of the Third Kind. "Quando começamos a desenvolver E.T., era um tanto mais ousado, história mais sombria e ele realmente evoluiu para algo que era mais benign. Acho que o mais ousado, a história mais escura sempre foi em algum lugar dentro dele. Agora, ele está dizendo a história."[3] Spielberg afirmou que ele apenas pensou que seria divertido fazer um "filme realmente assustador com os aliens realmente assustador", algo que ele nunca tinha feito antes.[3] [4] Spielberg tinha a intenção de contar uma história contemporânea, com Kennedy afirmando que a história foi criada como uma fantasia, mas retratada de uma forma hiper-realista.[3]

"Pela primeira vez na minha vida eu estou fazendo uma imagem estranha, onde não há amor e nenhuma tentativa de comunicação."
– Steven Spielberg[5]

Josh Friedman fez um roteiro, que foi reescrito por David Koepp.[6] [7] Depois de re-ler o romance, Koepp decidiu fazer o script a seguir um único narrador, "um ponto muito limitado de vista, de alguém na muito periferia dos acontecimentos, em vez de alguém envolvido em eventos", e criou uma lista de elementos que não iria usar devido a ser "clichê", como a destruição de edifícios de referência. Alguns aspectos do livro foram fortemente adaptada e condensada: personagem de Tim Robbins foi um amálgama de dois personagens do livro, com o nome emprestado de um terceiro. Apesar de alterar a configuração do século 19 aos dias de hoje, Koepp também tentou "levar o mundo moderno de volta para os anos 1800", com os personagens sendo desprovida de eletricidade e técnicas modernas de comunicação.[8]

Spielberg aceitou o roteiro depois de descobrir que tinha várias semelhanças com a sua vida pessoal, incluindo o divórcio de seus pais (divórcio de Ray e de Mary Ann), e porque a situação dos sobreviventes de ficção reflete a sua própria incerteza após a devastação de 11 de Setembro.[4] Para Spielberg, histórias de sobrevivência dos personagens precisava ser o foco principal, uma vez que contou com a mentalidade americana de nunca desistir.[4] Spielberg descreveu Guerra dos Mundos como "um oposto polar" para Close Encounters, com esse filme que caracteriza uma família homem deixando de viajar com aliens, enquanto Guerra dos Mundos fica focado em manter a família unida.[4] Ao mesmo tempo, os alienígenas e suas motivações não seria muito explorado, como "nós apenas experimentar os resultados desses planos nefastos para nos substituir com eles mesmos".[9]

Apesar de aceitar o roteiro, Spielberg pediu várias mudanças. Spielberg tinha sido contra a idéia dos alienígenas que chegam em naves espaciais, uma vez que todos os filmes de invasão alienígena utilizavam um veículo desse tipo.[7] Os cilindros marcianos originais foram descartados, onde Spielberg substituiu as origens dos tripods afirmando que eles foram enterrados na Terra há muito tempo.[5] [7]

Filmagem[editar | editar código-fonte]

As filmagens ocorreram na Virgínia, Connecticut, Nova Jérsei, Califórnia e Nova York. A gravação do filme durou cerca de 72 dias.[10] Spielberg originalmente destinado a gravar Guerra dos Mundos após Munique, mas Tom Cruise gostou do roteiro de David Koepp, tanto que ele sugeriu a Spielberg adiar o primeiro, enquanto ele iria fazer o mesmo com Mission: Impossible III. A maioria do elenco de Munique foi trazido para trabalhar em Guerra dos Mundos também.[5] Em 2004, as equipes de produção rapidamente foram criadas em ambas as costas para preparar a data de início, locações cima e para baixo da costa leste e preparar estágios e ambientações que seriam usados ​​quando a empresa voltou a Los Angeles depois do feriado de inverno. A pré-produção ocorreu em apenas três meses, essencialmente metade da quantidade de tempo normalmente reservado para um filme de tamanho e alcance similar. Notas de Spielberg, no entanto, "Este não era um curso para empinar para Guerra dos Mundos. Esta foi a minha agenda mais longo em cerca de 12 anos. Nós levamos o nosso tempo".[3] Spielberg colaborou com as equipes no início da pré-produção com o uso de Pré-visualização, considerando o calendário apertado.[10]

A cena que descreve a primeira aparição dos Tripods foi filmado em Newark, Nova Jérsei.[11] Mais tarde, Spielberg filmou várias cenas na Virgínia.[12] A continuação da cena foi filmado na Califórnia.[13]

A cena da travessia foi filmada em Athens em Nova York, e casa dos pais de Mary Ann foi localizado no Brooklyn (mas foi destaque no filme, em Boston).[3] Para a cena envolvendo um Boeing 747 caindo, a equipe de produção de comprar um avião fora de uso, com os custos de transporte de $2 milhões,[14] a destruiu em pedaços, e as casas construídas em torno deles.[3] O avião destruído foi mantido para o tour da Universal Studios.[14] A casa de Ray foi filmado em Bayonne, Nova Jérsei (com um palco dobrar o interior), enquanto isso, a seqüência de guerra vale foi filmado em Lexington, Virgínia e Mistery Mesa, na Califórnia. A cena em que o tripod é abatido e cai através de uma fábrica foi filmado em Naugatuck, Connecticut. A cena dos corpos boiando no rio foi filmado no Rio Farmington em Windsor, Connecticut por uma segunda unidade, utilizando um carrinho dentro para Dakota Fanning (parte de trás de sua personagem) com a parte que mostra os rostos dos atores creditados cortar mais tarde. Algumas filmagens foram gravadas na Korean War Veterans Parkway em Staten Island, Nova Iorque.[3] [15] O filme utilizou seis estágios de som, distribuídos por três lotes de estúdio.[3]

Design e efeitos visuais[editar | editar código-fonte]

Industrial Light & Magic foi a principal empresa de efeitos especiais para o filme.[16] Enquanto Spielberg tinha usado computadores para ajudar a visualizar as sequências em pré-produção antes, Spielberg disse: "Este é o primeiro filme que eu realmente abordado usando o computador para animar todos os storyboards".[3] Ele decidiu empregar a técnica extensivamente depois de uma visita ao seu amigo George Lucas. [3] [16] A fim de manter o realismo, o uso de gravações de imagens geradas por computador e chroma key era limitado, com a maioria dos efeitos digitais que está sendo misturado com miniatura e imagens live-action.[17]

O design dos Tripods foi descrito por Spielberg como "graciosa", com o artista Doug Chiang replicar formas de vida aquática.[17] Ao mesmo tempo, o diretor queria um design que seria icônico enquanto continua a fornecer uma homenagem aos Tripods originais, bem como intimidante para que o público não estaria mais interessado sobre os alienígenas dentro do que sobre o próprio veículo.[9] A equipe de efeitos visuais tentou misturar elementos orgânicos e mecânicos na representação dos Tripods, e fez extensos estudos para os movimentos do veículo para ser crível, considerando a "contradição" de ter uma cabeça grande como tanques de guerra que está sendo realizado por pernas finas e flexíveis.[18] Animador Randal M. Dutra considerou os próprios movimentos para ter uma "flutuabilidade terrestre", em que eles iriam andar em terra, mas teve um fluxo aquático, e Spielberg descreveu os Tripods como movendo-se como "bailarinas assustadores". A maioria dos elementos alienígenas girava em torno do número três - o Tripod tinha três olhos, e tanto o veículo e os aliens tiveram três membros principais com três dedos cada um.[9] Supervisor de efeitos visuais Pablo Helman considerado representar a escala do Tripod como um desafio, considerando "Steven queria ter certeza de que essas criaturas eram 150 pés de altura",[17] uma vez que era a altura descrita por Wells no romance.[9] Os aliens foram projetados e baseados em águas-vivas, com movimentos inspirados em pererecas de olhos vermelhos,[18] e uma qualidade anfíbio especialmente sobre a pele molhada. Um alien de isopor foi usado como um stand-in para orientar os atores na cena do porão.[9] Spielberg não queria nenhum sangue nas mortes Heat-Ray; Nas palavras de Helman, "este ia ser um filme de terror para crianças". Assim, a equipe de efeitos surgiu com a vaporização dos corpos, e considerando que não poderia ser totalmente digital, devido tanto à complexidade do efeito e do cronograma, poeira live-action foi usado juntamente com a assimilação ray CGI e partículas.[17] Aves digitais seguiram os Tripods na maioria das cenas para simbolizar a presença da morte, o que Chiang comparou com urubus e acrescentou que "você não sabe se estas aves estão indo para o risco ou longe dele, se você deve segui-los ou fugir."[9]

Durante a cena em que minivan de Ray é atacado por uma multidão, Janusz Kaminski e Spielberg queriam um monte de luzes interativas, então eles adicionaram diferentes tipos de luzes, incluindo lâmpadas Coleman, lâmpadas a óleo, lanternas e Maglites.[3] A equipe da IL & M admitiu que a destruição da ponte de Bayonne foi a cena mais difícil de ser feita com uma mistura de heavy uso de efeitos CGI e elementos de live action,[19] e um prazo de quatro semanas para que a gravação pudesse ser usado em um trailer Super Bowl.[17] A cena originalmente tinha apenas um posto de gasolina explodindo, mas, em seguida, Spielberg sugeriu explodir a ponte também.[17] A cena envolvendo Tripods foi gravado em um Heat-Ray para a minivan e minivan escapa envolveu uma série de camadas de CGI para trabalhar fora. Mais de 500 efeitos CGI foram usadas no filme.[20]

A figurinista Joanna Johnston criou 60 versões diferentes de jaqueta de couro de Ray, para ilustrar os graus a que tem resistido desde o início da viagem até o fim. "Ele começa com a jaqueta, um moletão, e duas camisetas", explica Johnston. Uma peça de roupa de Dakota Fanning, que assume uma importância especial é a bolsa cavalo lavanda: "Eu queria que ela tivesse algo que a fez se sentir seguro, alguma pequena coisa que ela poderia dormir com e colocar em seu rosto", Johnston observa. "Essa foi a bolsa cavalo lavanda. Nós chegaram ao empate em uma fita e Dakota pendurou em seu corpo, por isso estava com ela em todos os momentos." Johnston vestido Robbie para uma emulação inconsciente de seu pai, "Eles são mais parecidos do que imaginam, com grande tensão na superfície", diz Johnston.[3]

Música[editar | editar código-fonte]

War of the Worlds: Music from the Motion Picture
Trilha sonora de John Williams
Lançamento 2005
Gênero(s) Trilha sonora
Gravadora(s) Decca Records
Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[21]
Filmtracks 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg
ScoreNotes C+
SoundtrackNet 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg

Longa data colaborador de Spielberg, John Williams compôs a trilha sonora de A Guerra dos Mundos. Foi a primeira vez que Williams teve que compor com um filme incompleto de Spielberg, já que apenas as primeiras seis bobinas, totalizando 60 minutos, estávam prontos para ele usar como referência.[22] Ele considerou a trilha "uma peça muito séria", o que tinha que combinar "necessária atmosfera assustadora", com "unidade rítmica propulsiva para as cenas de ação" -[23] a música seria simbolicamente "puxar para a frente" veículos em cenas de perseguição, como Ray conduzindo por Bayonne ou o Tripd atacando a balsa Hudson. Williams acrescentou pequenos acenos para trilhas de filmes clássicos monstro por ter orquestras fazendo um "grande gesto" em cenas com vista para Tripods. Para aumentar o pavor, Williams acrescentou um coro feminino com um crescendo assemelhando-se um grito - o que seria "humanizar" a faixa que representa "vítimas que saem sem dizer um 'ai' - eles se foram antes que possam dizer que" - para os ataques tripod, e um coro masculino quase inaudível - que Williams fez a comparação de "monges tibetanos, o passo mais baixo conhecido nosso corpo pode fazer" - para os aliens que exploram o subsolo. O único desvio de orquestras eram sons eletrônicos para a abertura e fechamento de narrações.[22]

A trilha sonora foi lançado pela Decca Records, que contou com a música do filme e abertura e fechamento narração de Morgan Freeman.[24] [25] As canções "Little Deuce Coupe" e "Hushabye Mountain", também estão presentes no filme, o primeiro cantado por Tom Cruise, e este último por Dakota Fanning.[26] [27]

Temas[editar | editar código-fonte]

O filme foi descrito como um filme anti-guerra, como civis correr e só tentar salvar a si mesmos e suas famílias ao invés de lutar com os Tripods alienígenas.[28] Debra J. Saunders do San Francisco Chronicle descreveu o filme como "Se os alienígenas invadem, não revidar. Executar". Saunders comparou o filme com Independence Day, onde os civis são executados, mas apoiar os esforços militares.[28] Muitos comentadores considerado o filme tentou recriar a atmosfera de 11 de Setembro, com os espectadores que lutam para sobreviver e do uso de exibir pessoas desaparecidas.[29] Spielberg declarou ao Reader's Digest que ao lado do trabalho de ser uma fantasia, a ameaça representada era real: "Eles são um sinal de alerta para enfrentar os nossos medos como enfrentamos um intenso vigor em destruir o nosso modo de vida".[30] O roteirista David Koepp afirmou que ele tentou não colocar referências explícitas ao 11 de Setembro ou a Guerra do Iraque, mas disse que a inspiração para a cena em que Robbie se junta ao exército eram adolescentes que lutam na Faixa de Gaza - "Eu estava pensando em adolescentes em Gaza jogando garrafas e pedras contra os tanques, e eu acho que quando você está nessa idade você não considerar plenamente as ramificações do que você está fazendo e você está muito preso no momento e da paixão, quer seja uma boa idéia ou não".[8] Retenção do romance é que os alienígenas são derrotados, não pelas armas dos homens, mas pelas menores criaturas do planeta, as bactérias, que Koepp descreveu como "a natureza, de certa forma, saber muito mais do que nós".[9]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Guerra dos Mundos estreou no Teatro Ziegfeld, em 23 de junho de 2005. Lá, Tom Cruise revelou seu relacionamento com Katie Holmes.[31] Seis dias depois, em 29 de junho, o filme foi lançado em cerca de 3.908 cinemas na América.[1]

Segredo[editar | editar código-fonte]

Spielberg manteve a maior parte do segredo partes no cinema, como o elenco e a equipe ficaram confusos sobre como os alienígenas olhavam.[32] Quando perguntado sobre o segredo do roteiro, David Koepp respondeu: "[Spielberg] não daria [o roteiro] a ninguém. "Koepp explicou que ele iria enviar um e-mail para ele, e ele lhe daria uma parte do script que foi relacionada com o que quer que alguém estava fazendo.[32] Miranda Otto pensava nem mesmo discutir a história com sua família e amigos. Otto disse: "Eu sei que algumas pessoas que sempre dizem, 'Oh, tudo é tão secreto. Eu acho que é bom. Nos velhos tempos, as pessoas não conhecer muito sobre os filmes antes que eles saíram e hoje em dia há apenas tanta informação. Acho que um pouco de mistério é sempre muito bom. Você não quer estragar tudo de seus cartões de antemão".[33]

Spielberg admitiu depois de manter as coisas em segredo por tanto tempo, não há, no final, a tentação de revelar muito em detrimento da história na conferência de imprensa de Guerra dos Mundos. Assim, Spielberg só revelou a cena do morro, onde Ray tenta impedir o filho de sair, afirmando que "dizer mais iria revelar demais". [34] O sigilo causou ao The Sun para reclamar que o filme vai superar 200 milhões de orçamento de Titanic, que na época detinha o recorde de filme mais caro já feito.[35] o orçamento real do filme foi US $132 milhões.[1] [36]

Lançamentos de Marketing e Home Media[editar | editar código-fonte]

Paramount Pictures Interactive Marketing estreou um jogo online sobrevivência humana em seu site oficial, waroftheworlds.com, em 14 de abril para promover o filme.[37] Hitachi colaborou com a Paramount Pictures para uma campanha promocional em todo o mundo, sob o título de "The Ultimate Visual Experience". O acordo foi anunciado por Kazuhiro Tachibana, gerente geral do Hitachi’s Consumer Business Group.[38] Kazuhiro declarou: "A nossa campanha 'The Ultimate Visual Experience' é uma combinação perfeita entre Spielberg e a busca de melhor em entretenimento de cinema do mundo e o compromisso da Hitachi a mais alta qualidade de imagem através de seus produtos eletrônicos de consumo digital".[38]

O filme foi lançado em VHS e DVD em 22 de novembro de 2005, tanto com uma edição de disco único e uma edição especial de dois discos característicos de destaque de produção, documentários e trailers. [39] O filme arrecadou $113,000,000 em vendas de DVD, trazendo seu total de filme bruto de $704,745,540, ficando em décimo lugar na tabela de 2005 as vendas de DVD.[40] Paramount lançou o filme em Blu-ray no dia 1 de junho de 2010.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Em 29 de junho de 2005, o filme arrecadou cerca de EUA $21 milhões no mundo inteiro,[41] e ganhou o trigésimo oitavo maior semana de abertura bruta com bilheteria de $98,826,764 em 3,908 cinemas, com média de 25,288 dólares em cada cinema.[42] Enquanto isso, no fim de semana do Dia da Independência, Guerra dos Mundos arrecadou $64,878,725 em 3908 cinemas também, dando uma média de 16,601 dólares.[43] Esta é a terceira maior abertura do filme no fim de semana do Dia da Independência.[44] O filme arrecadou $200 milhões em 24 dias, ficando em trigésimo sétimo lugar na lista dos filmes mais rápidos para total de $200 milhões.[45] O filme arrecadou $704,745,540 incluindo vendas de DVDs,[1] tornando-se o quarto filme de maior bilheteria de 2005, e o sexagésimo sexto maior bilheteria de cinema em todo o mundo.[46] [47]

Crítica[editar | editar código-fonte]

O filme foi bem recebido pela crítica profissional. Com a pontuação de 74% em base de 251 avaliações, o Rotten Tomatoes chegou ao consenso que a "adaptação de War of the Worlds, de Steven Spielberg cumpre a emoção e a paranoia do romance clássico de HG Wells, enquanto impressionantemente atualiza a ação e os efeitos para o público moderno"[48] .

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Guerra dos Mundos foi indicado para três Oscares, Efeitos Visuais, Mixagem de Som (Andy Nelson, Anna Behlmer e Ron Judkins) e Edição de Som, perdendo todas para King Kong.[49] O filme foi indicado a seis Saturn Awards,[50] e ganhou Melhor Performance de Ator Jovem (Dakota Fanning). [51] O filme ganhou o Golden Reel Award para Efeitos Sonoros & Foley,[52] o World Soundtrack Academy de melhor trilha sonora original,[53] e três VES Awards por seus efeitos especiais,[54] e foi nomeado para três Empire Awards, três Satellite Awards e um MTV Movie Award. Em uma luz mais positiva, o desempenho de Cruise foi indicado para [[|Anexo:Lista de indicados e premiados ao Pior Ator no Prêmio Framboesa de Ouro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e War of the Worlds (2005). Box Office Mojo. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  2. Guerra dos Mundos - Filme 2005 - AdoroCinema (em português). Página visitada em agosto de 2013.
  3. a b c d e f g h i j k l m n o War of the Worlds Production Notes (2005). War of the Worlds, Official Site. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  4. a b c d Anthony Breznican (23 de junho de 2005). Spielberg's family values. USA Today. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  5. a b c Steven Spielberg Goes To War. Empire. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  6. Fleming, Michael; McNary, Davy (16 de março de 2004). 'War' meets its maker. Variety. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  7. a b c War Of The Worlds: Script by David Koepp & Josh Friedman (2005). The War of the Worlds. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  8. a b Freer, Ian. David Koepp on War of the Worlds. Empire. Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
  9. a b c d e f g (2005). Designing the Enemy: Tripods and Aliens.
  10. a b Close Encounters of the Worst Kind. Wired (junho de 2005). Página visitada em 10 de dezembro de 2013.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]