Kiya

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Kiya foi uma esposa secundária do faraó Amenófis IV, mais conhecido como Aquenáton, da XVIII dinastia egípcia (Império Novo).

Julga-se que o seu nome seja uma forma abreviada de um nome de provável origem estrangeira. Kiya seria de origem mitâniana; durante o reinado de Amenófis III, pai de Aquenáton, chegou ao Egipto um séquito composto por 317 mulheres que acompanhavam Giluchepa, uma dama de Mitanni que casou com Amenófis III. Kiya poderia pertencer a este grupo.

Kiya é frequentemente mencionada nas fontes da sua época como "a dama" (em egípcio: ta chepset). Possuía um peculiar título, "grande esposa amada do rei". Nefertiti, a esposa principal de Aquenáton, tinha o título de "grande esposa real", que lhe concedia uma maior importância. O título de Kiya coloca-a numa posição superior ao das outras mulheres do harém, porém não a posicionava no mesmo grau que Nefertiti, nem lhe concedia atributos religiosos.

Nas representações artísticas, Kiya nunca surge usando uma coroa e o seu nome não é inscrito no interior de uma cartela.

Tem sido proposto que Kiya foi mãe de dois filhos de Aquenáton, Tutancâmon e de Semencaré, embora se esteja longe da unanimidade neste aspecto.

Kiya faleceu antes de Aquenáton. O seu nome foi apagado de várias inscrições, desconhecendo-se quem seria o responsável por ordem este acto. Julga-se que o túmulo número 55 do Vale dos Reis (KV 55) estaria preparado para Kiya, já que nele foram achados objectos do período de Amarna, entre os quais um caixão feito para uma mulher, mas que foi usado por um homem (no seu interior encontrou-se uma múmia que se julga ser a de Semencaré ou Aquenáton). O caixão possuía inscrições que se referiam a uma mulher, mas foram alteradas para se referirem a um homem.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • HORNUNG, Erik - Akhenaten and the Religion of Light. Cornell University Press, 2001. ISBN 0-8014-8725-0