A Mandrágora

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Imagem da raiz da planta que supostamente se extraia o veneno que faz parte da história da peça de teatro A Mandrágora.

A Mandrágora é uma comédia escrita pelo italiano Nicolau Maquiavel. Considerada uma obra-prima do Renascimento italiano. Composta de um prólogo e cinco atos, é uma sátira poderosa à corrupção da sociedade italiana da época. O título da peça faz referência a mandragora uma planta cuja as raízes são atribuídas propriedades afrodisíacas. Acreditava-se que a obra havia sido escrita em 1518, mas estudos recentes apontam que pode ter sido escrita quatro anos antes. Foi publicada pela primeira vez em 1524.

Conta a história do jovem florentino Calímaco, que por conta de uma aposta, conhece e passa a desejar furiosamente uma mulher casada que não consegue ter filhos com seu marido. Para conquistá-la, com ajuda de um jovem embusteiro, de um frei sem escrúpulos e da mãe da recatada esposa, ele finge ser médico e receita um tratamento a base de mandrágora, uma planta afrodisíaca.

Trama[editar | editar código-fonte]

A estória se passa em Florença em 1504. Calimaco, recém chegado de Paris apaixona-se por Lucrécia, que é casada com o ingênuo doutor messer Nicia, um doutor da lei amargurado por não ter tido um filho. Calímaco, com a ajuda do servo Siro e do astuto amigo Ligúrio, finge ser um médico famoso e convence messer Nicia de que a única maneira de fazer sua esposa engravidar seria obrigá-la a tomar uma infusão de mandrágora. Entretanto diz que o primeiro homem que mantiver relações sexuais com ela morrerá envenenado. Nicia recusa-se de imediato porém Ligúrio intervém e encontra rapidamente uma solução ao raptarem um rapaz e fazê-lo ter um encontro com sua esposa, o que deixa Nicia um pouco tranquilizado, porém perplexo pois alguém terá que deitar-se com sua esposa. Ligúrio trama com Calímaco para que este vista-se de rapaz e que tenha uma noite com sua paixão. Calímaco, vestido de rapaz, é golpeado e trazido a casa de Nicia e, enfim é trazido até o leito de Lucrécia. Esta por fim, convencida por frei Timóteo a consumar o ato adúltero, e no momento em que é revelada a verdadeira identidade de Calímaco, ela concorda finalmente em tornar-se sua amante. Após a noite do engano, Calímaco, desta vez fazendo-se de médico novamente, consegue de Nicia, satisfeiro com a futura paternidade, autorização para habitar em sua casa.

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