Alta traição

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Historicamente, nos países de common law, alta traição (em inglês: high treason) é traição contra o Estado. É diferente da traição insignificante (ou petit treason), que era traição contra alguém juridicamente superior (como um servo matando seu mestre) e era restrita a casos de homicídio em 1351, sendo que chegou a ser considerada o mais grave grau de assassinato.[1]

Como jurisdições de common law em todo o mundo aboliram a petit treason, o conceito de "alta traição" desvaneceu-se gradualmente e o uso atual da palavra "traição" geralmente refere-se ao que foi historicamente conhecido como alta traição.

Alta traição é a deslealdade criminosa contra o governo, como participar de uma guerra contra seu país nativo, tentar derrubar seu próprio governo, espionar seus militares, seus diplomatas, ou seus serviços secretos para uma potência hostil e estrangeira, ou tentar matar seu chefe de Estado. A alta traição exige que o suposto traidor tenha obrigações de lealdade ao Estado ele ou ela traiu. Espiões, assassinos e sabotadores estrangeiros, embora não sofram da desonra associada com a condenação por alta traição, ainda podem ser julgados e punidos judicialmente por atos de espionagem, assassinato, ou sabotagem, embora em tempos contemporâneos, espiões estrangeiros sejam geralmente repatriados em troca de espiões nacionais. A alta traição é considerada um crime muito sério - muitas vezes o mais grave possível - pelas autoridades civis.[2]

Referências

  1. Aulete (: ). «Alta traição». Consultado em 24 de março de 2016 
  2. Cf. «U.S., Russia reach deal on exchanging spies». The Washington Post [S.l.: s.n.] 9 de julho de 2010. Consultado em 2 de abril de 2013  and many similar reports
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