Amália Isabel de Hanau-Münzenberg

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Amália Isabel de Hesse-Cassel
Condessa de Hesse-Cassel
Condessa de Hanau-Münzenberg
Retrato de 1640 por Gerard van Honthorst.
Condessa de Hesse-Cassel
Período 15 de março de 1632 - 21 de setembro de 1637
Antecessor(a) Juliana de Nassau-Dillenburg
Sucessor(a) Edviges Sofia de Brandemburgo
 
Cônjuge Guilherme V, Conde de Hesse-Cassel
Descendência Inês de Hesse-Cassel
Maurício de Hesse-Cassel
Isabel de Hesse-Cassel
Guilherme de Hesse-Cassel
Emília de Hesse-Cassel
Guilherme VI de Hesse-Cassel
Carlota de Hesse-Cassel
Filipe de Hesse-Cassel
Adolfo de Hesse-Cassel
Carlos de Hesse-Cassel
Isabel de Hesse-Cassel
Luísa de Hesse-Cassel
Nascimento 29 de janeiro de 1602
  Hanau, Hesse, Alemanha
Morte 8 de agosto de 1651 (49 anos)
  Kassel, Alemanha
Pai Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg
Mãe Catarina Bélgica de Nassau

Amália Isabel e Hanau-Münzenberg (29 de janeiro de 16028 de agosto de 1651) foi uma condessa-consorte de Hesse-Cassel.

Família[editar | editar código-fonte]

Amália foi a quarta filha do conde Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg e da condessa Catarina Bélgica de Nassau. Os seus avós paternos eram o conde Filipe Luís I de Hanau-Münzenberg e a condessa Madalena de Waldeck. Os seus avós maternos eram o príncipe Guilherme de Orange e a princesa Carlota de Bourbon.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A condessa Amália Isabel na sua velhice.

Em 1619, Amália casou-se com o futuro conde Guilherme V de Hesse-Cassel. Os conflitos do seu marido durante a Guerra dos Trinta Anos obrigaram a família a exilar-se fora de Kassel. Após a morte de Guilherme em 1637 e da derrota de Hesse-Cassel na guerra, Amália regressou a Kassel com os seus filhos. O seu filho mais velho, Guilherme VI foi nomeado o novo conde, mas por ser menor de idade foi Amália quem se encarregou dos assuntos de estado.

Amália manteve a política de colaboração com a França e a Suécia que o seu falecido marido tinha levado a cabo. Recusou-se a reconhecer os acordos de 1627 que estipulavam que o território do extinto estado de Hesse-Marburgo deveriam passar, na sua totalidade, para Hesse-Darmstadt, tendo ordenado que as hostilidades contra o mesmo se iniciassem a 6 de março de 1645, quando o exército de Hesse-Cassel invadiu o norte de Hesse-Marburgo num conflito armado que duraria até 1648 e que ficou conhecido como a Guerra Hessiana, um mini-conflito que fez parte da Guerra dos Trinta Anos. O exército de Amália conseguiu vencer o do conde Jorge II de Hesse-Darmstadt. Com a Paz de Vestfália, anularam-se os acordos de 1627 e Hesse-Cassel conseguiu manter a sua posição no norte de Hesse-Marburgo que incluía a cidade de Marburgo.

Amália recebeu um forte apoio económico do cardeal Richelieu para manter a sua força de vinte mil efectivos, o que não a impediu de continuar a lutar pelo reconhecimento do calvinismo ao mesmo nível do luteranismo e do catolicismo nos estados membros do Sacro Império Romano-Germânico.

A 25 de setembro de 1650 entregou o governo ao seu filho, o conde Guilherme VI. Faleceu a 8 de agosto de 1651 em Kassel e foi enterrada na Igreja de São Martim nessa cidade.

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Inês de Hesse-Cassel (24 de Novembro de 1620 - 20 de Agosto de 1626), morreu aos cinco anos de idade.
  2. Maurício de Hesse-Cassel (nascido e morto a 24 de Setembro de 1621)
  3. Isabel de Hesse-Cassel (21 de Outubro de 1623 - 13 de Janeiro de 1624), morreu aos dois meses de idade.
  4. Guilherme de Hesse-Cassel (31 de Janeiro de 1625 - 11 de Julho de 1626), morreu aos quatro meses de idade.
  5. Emília de Hesse-Cassel (11 de Fevereiro de 1626 - 15 de Fevereiro de 1693), casada com o duque Henrique Carlos de La Trémoille; com descendência.
  6. Carlota de Hesse-Cassel (20 de Novembro de 1627 - 16 de Março de 1686), casada com o eleitor Carlos I Luís do Palatinado; com descendência.
  7. Guilherme VI de Hesse-Cassel (23 de Maio de 1629 - 16 de Julho de 1663), casado com Edviges Sofia de Brandemburgo; com descendência.
  8. Filipe de Hesse-Cassel (16 de Junho de 1630 - 17 de Agosto de 1638), morreu aos oito anos de idade.
  9. Adolfo de Hesse-Cassel (17 de Dezembro de 1631 - 17 de Março de 1632), morreu aos três meses de idade.
  10. Carlos de Hesse-Cassel (18 de Junho de 1633 ou 19 de Junho de 1633 - 9 de Março de 1635), morreu com um ano de idade.
  11. Isabel de Hesse-Cassel (23 de Junho de 1634 - 22 de Março de 1688), morreu aos três anos de idade.
  12. Luísa de Hesse-Cassel (5 de Novembro de 1636 - 6 de Janeiro de 1638), morreu aos catorze meses de idade.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Amália Isabel de Hanau-Münzenberg em três gerações
Amália Isabel de Hanau-Münzenberg Pai:
Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg
Avô paterno:
Filipe Luís I de Hanau-Münzenberg
Bisavô paterno:
Filipe III de Hanau-Münzenberg
Bisavó paterna:
Helena de Simmern
Avó paterna:
Madalena de Waldeck
Bisavô paterno:
Filipe IV de Waldeck
Bisavó paterna:
Jutta de Isenburg
Mãe:
Catarina Bélgica de Nassau
Avô materno:
Guilherme I, Príncipe de Orange
Bisavô materno:
Guilherme I de Nassau-Dillenburg
Bisavó materna:
Juliana de Stolberg
Avó materna:
Carlota de Bourbon
Bisavô materno:
Luís, Duque de Montpensier
Bisavó materna:
Jaqueline de Longwy

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ilse Bechert: Die Außenpolitik der Landgräfin Amalia Elisabeth von Hessen-Kassel – Oktober 1637 bis März 1642. Unveröffentlichte Dissertation, Marburg 1946 (Manuskript im Hessischen Staatsarchiv Marburg: VIIIB Ilse Bechert)
  • Karl Bernhardi: Amalie Elisabeth. In: Allgemeine Deutsche Biographie (ADB). Band 1, Duncker & Humblot, Leipzig 1875, S. 383–385.
  • Erwin Betthäuser (Hrsg.): Familienbriefe der Landgräfin Amalie Elisabeth von Hessen-Kassel und ihrer Kinder, Marburg 1994.
  • Erwin Betthäuser: Die Landgrafschaft Hessen-Kassel auf dem Westfälischen Friedenskongress 1644-1648. Diss. Mainz 1983.
  • O. Brandt: Amalia Elisabeth, Landgräfin zu Hessen, geborene Gräfin zu Hanau. In: Hessenland 1896, S. 170, 186, 202, 215, 228, 243, 256
  • Simone Buckreus: Die Körper einer Regentin. Amalia Elisabeth von Hessen-Kassel (1602-1651) = Paderborner Historische Forschungen 16. Paderborn 2008.
  • Reinhard Dietrich: Die Landesverfassung in dem Hanauischen (Hanauer Geschichtsblätter 34), Hanau 1996. ISBN 3-9801933-6-5
  • Karl Wilhelm Justi: Amalie Elisabeth, Landgräfin von Hessen-Kassel, Heyer, Gießen 1812 (Digitalisat)
  • Margaret Lemberg: Im Strudel der böhmischen Ständekatastrophe. Das unvollendete Verlöbnis des Albrecht Johann Smiřický mit Amalie Elisabeth von Hanau und der Kampf um das Erbe in: Bohemia. Zeitschrift für Geschichte und Kultur der böhmischen Länder 35 (1994), S. 1ff.
  • Pauline Puppel: Die Regentin. Vormundschaftliche Herrschaft in Hessen 1500-1700, Campus, Frankfurt am Main 2004, ISBN 3-593-37480-3
  • Pauline Puppel: Die „Retterin Hessens“ oder „Schwester der Gorgo“? Landgräfin Amelie Elisabeth und die Hessische Ritterschaft. In: Hessisches Jahrbuch für Landesgeschichte 57 (2007), S. 99-125.
  • Reinhard Suchier: Genealogie des Hanauer Grafenhauses in: Festschrift des Hanauer Geschichtsvereins zu seiner fünfzigjährigen Jubelfeier am 27. August 1894, Hanau 1894.
  • Heide Wunder: „dan man wiess wohl wass ein hessischer Kopf ist“. Frauen in der Friedenspolitik. In: Klaus Garber u.a. (Hrsg.): Erfahrung und Deutung von Krieg und Frieden. München 2001, S. 495-506.
  • Ernst J. Zimmermann: Hanau Stadt und Land, 3. Auflage, Hanau 1919, ND 1978.


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