Atribuição aleatória

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Atribuição aleatório ou colocação aleatória é uma técnica experimental para atribuir assuntos à diferentes tratamentos. O pensamento por trás da atribuição aleatória é de randomizar as atribuições tratadas, em seguida, o grupo atribui para os diferentes tratamentos será mais ou menos equivalentes e, portanto, qualquer efeito observado entre grupos tratados pode ser ligada para o efeito do tratamento e não é uma característica dos indivíduos do grupo.

No projeto experimental, a atribuição aleatória de participantes em experimentos ou tratamento e grupos de controle ajudam a garantir que quaisquer diferenças entre e dentro dos grupos não são sistemáticos desde o início do experimento. Atribuição aleatória não garante que os grupos são "combinados" ou equivalentes, só que as diferenças são devidas ao acaso.

Atribuição aleatória facilita a comparação de experimentos através da criação de grupos semelhantes. Exemplo, compara "Maçã com Maçã e "Laranja para Laranja".

Atribuição aleatória

  • Passo 1: Comece com a coleta de uma amostra. Exemplo 20 pessoas.
  • Passo 2: Elabore um método aleatório puramente mecânico (exemplo jogar uma moeda).
  • Passo 3: Atribuir amostras como "cara" para um grupo : grupo de controle. Atribuir amostras como "coroa" para outro grupo: grupo de tratamento

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Considere um experimento com um grupo de tratamento e um grupo de controle. Suponha que o experimentador recrutou uma população de 50 pessoas para o experimento, 25 com olhos azuis e 25 com olhos castanhos. Se o experimentador fosse atribuir todos os de olhos azuis para o grupo de tratamento e os de olhos castanhos para o grupo de controle, os resultados podem ser tendenciosos. Quando analisar os resultados, pode-se questionar se um efeito observado deveu-se à aplicação da condição experimental ou era, na verdade, devido à cor dos olhos.

Com a atribuição aleatória, pode-se atribuir aleatoriamente os indivíduos a um tratamento ou a um controle e, portanto, têm uma melhor chance de detectar se uma mudança observada é devida ao acaso ou devido ao tratamento experimental.

Se um grupo atribuído aleatoriamente é comparado com a média, pode-se descobrir que, estatisticamente, eles diferem, mesmo quando eles são atribuídos a partir do mesmo grupo. Para expressar essa mesma ideia estatisticamente - Se um teste de significância estatística é aplicada grupos aleatoriamente designados para testar a diferença entre a média amostral contra hipótese nula de que eles são iguais à mesma média de população(i.e., pedia de população de diferenças = 0), dada a distribuição de probabilidade, a hipótese nula às vezes será "rejeitada", isto é, não é considerada plausível. Isto é, os grupos serão suficientemente diferentes para a variável testada para incluir estatisticamente que não provêm da mesma população, apesar de, em termos processuais eles foram atribuídas a parti do mesmo grupo total. No exemplo acima, usando a atribuição aleatória pode criar uma atribuição a grupos que tem 20 pessoas com olhos azuis e 5 pessoas com olhos castanhos no outro grupo. Este é um evento raro sob a atribuição aleatória, mas isso poderia acontecer, e quando isso acontece, pode adicionar um pouco de dúvida com o agente causal da hipótese experimental.

Por a maioria dos testes estatísticos básicos requererem a hipótese de uma população amostrada aleatoriamente independente, a atribuição aleatória é o método de atribuição desejada porque proporciona controle para todos os atributos dos membros das amostras, em contraste com correspondência em apenas uma ou mais variáveis​​, e fornece a base matemática para estimar a probabilidade de grupo de equivalência para as características interessadas, tanto para verificações de pré tratamento de equivalência e avaliação dos resultados pós tratamento, utilizando estatística inferencial. Modelagem estatística mais avançada pode ser usado para adaptar a inferência para o método de amostragem.

História[editar | editar código-fonte]

A randomização foi enfatizada na teoria da inferência estatística de Charles S. Peirce em "Ilustrações da lógica da ciência(Illustrations of the Logic of Science)" (1877-1878) e "A Teoria da Eferência Provável(A Theory of Probable Inference)" (1883). Peirce aplicou randomização no experimento Peirce-Jastrow sobre a percepção de peso

Charles S. Peirce aleatoriamente designou voluntários vendados, com medidas repetidas para designar suas habilidades para discriminar pesos. Os experimentos de Peirce inspiraram outras pesquisas com psicologia e educação, que se desenvolveu uma tradição de experimentos aleatórios em laboratórios e livros especializados pesquisas no século XVIII.

Jerzy Neyman defendeu randomização em amostragem de pesquisas (1934) e em experimentos(1923). Ronald A. Fisher defendeu randomização em seu livro de planejamento experimental.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Caliński, Tadeusz and Kageyama, Sanpei (2000). Block designs: A Randomization approach, Volume I: Analysis. Lecture Notes in Statistics 150 (New York: Springer-Verlag). ISBN 0-387-98578-6. 
  • Hinkelmann, Klaus and Kempthorne, Oscar (2008). Design and Analysis of Experiments. I and II Second ed. Wiley [S.l.] ISBN 978-0-470-38551-7. 
    • Hinkelmann, Klaus and Kempthorne, Oscar (2008). Design and Analysis of Experiments, Volume I: Introduction to Experimental Design Second ed. Wiley [S.l.] ISBN 978-0-471-72756-9. 
    • Hinkelmann, Klaus and Kempthorne, Oscar (2005). Design and Analysis of Experiments, Volume 2: Advanced Assignment Experimental Design First ed. Wiley [S.l.] ISBN 978-0-471-55177-5.  Ligação externa em |title= (Ajuda)
  • Charles S. Peirce, "Illustrations of the Logic of Science" (1877–1878)
  • Charles S. Peirce, "A Theory of Probable Inference" (1883)
  • Charles Sanders Peirce and Joseph Jastrow (1885). «On Small Differences in Sensation». Memoirs of the National Academy of Sciences [S.l.: s.n.] 3: 73–83.  http://psychclassics.yorku.ca/Peirce/small-diffs.htm
  • Hacking, Ian (September 1988). «Telepathy: Origins of Randomization in Experimental Design». Isis [S.l.: s.n.] 79 (3): 427–451. doi:10.1086/354775. JSTOR 234674. MR 1013489. 
  • Stephen M. Stigler (November 1992). «A Historical View of Statistical Concepts in Psychology and Educational Research». American Journal of Education [S.l.: s.n.] 101 (1): 60–70. doi:10.1086/444032. 
  • Trudy Dehue (December 1997). «Deception, Efficiency, and Random Groups: Psychology and the Gradual Origination of the Random Group Design». Isis [S.l.: s.n.] 88 (4): 653–673. doi:10.1086/383850. PMID 9519574. 
  • Basic Psychology by Gleitman, Fridlund, and Reisberg.
  • "What statistical testing is, and what it is not," Journal of Experimental Education, 1993, vol 61, pp. 293–316 by Shaver.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]