Batalha de Sinop

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Batalha naval de Sinope
Guerra da Crimeia
BattleOfSinop.jpg
'The Battle of Sinop, autor A. Bogolyubov.
Data 30 de novembro de 1853
Desfecho Vitória das forças russas
Beligerantes
Rússia Império Russo Império Otomano Império Otomano
Comandantes
Rússia Pavel Nakhimov Império Otomano Osman Paşa
Forças
6 navios de batalha
2 fragatas
3 vapores
7 fragatas
5 corvetas
Baixas
nenhuma 7 fragatas
4 corvetas

A Batalha naval de Sinop aconteceu no dia 30 de novembro de 1853 na cidade de Sinope, um porto marítimo, no norte da Turquia, localizada ao lado do Mar Negro.

A navios da Marinha Imperial Russa em patrulha, destruíram as fragatas da Marinha Otomana ancorados no porto. Esta batalha é frequentemente considerada como o último grande conflito na era da vela.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Iniciada a Guerra da Criméia, as esquadras beligerantes logo buscaram assumir o controle do Mar Negro. Após breves combates, os russos conseguiram capturar dois vasos de guerra otomanos, porém os otomanos evitavam um confronto direto.

O almirante Pavel Nakhimov, comandante da frota russa prosseguia no encalço da esquadra otomana capitaneada pelo Almirante Osman Paxá, quando avistaram seus oponentes de fronte ao porto de Sinop à 23 de novembro. O almirante Osman, ciente da presença russa abrigou sua frota no porto, onde poderia contar com apoio da artilharia costeira.

Nakhimov imediatamente efetuou um bloqueio do porto e despachou sua única fragata para trazer os reforços disponíveis, obtendo o concurso de seis navios russos sob o comando do vice-almirante Feodor Novosilsky, que se juntaram a frota de Nakhimov a 28 de novembro.

Batalha[editar | editar código-fonte]

Em 30 de novembro, a esquadra russa entrou no porto à noroeste numa formação triangular. Nakhimov manobrou sua frota para que as embarcações otomanas estivessem entre os navios russos e as defesas do porto de Sinop, protegendo sua própria força e expondo os otomanos a um potencial fogo amigo.

Os disparos russos foram bem sucedidos e provocaram a explosão de uma fragata e extensos danos a várias embarcações da frota otomana. As baterias em terra também foram completamente destruídas.

Percebendo que a batalha estava perdida, os otomanos encalharam deliberadamente os navios restantes. Apenas o vapor Taif logrou escapar ao cerco e fugir em direção à Constantinopla, onde aportou a 2 de dezembro.

Durante a luta, 37 russos foram mortos, 229 homens foram feridos e pelo menos três dos navios da linha foram danificados. As forças otomanas perderam cerca de 3.000 homens mortos, 150 foram feitos prisioneiros, incluindo seu líder, o almirante Osman Paxá. Uma fragata e um vapor foram postos a pique; tendo sido encalhadas seis fragatas e três corvetas.

Desdobramentos[editar | editar código-fonte]

A vitória sobre a frota otomana foi recebida com júbilo em São Petersburgo, pois em tese o controle do Mar Negro assegurava uma nítida vantagem estratégica e abriria caminho para a completa vitória dos russos no conflito em curso, o que acabou não se verificando face a intervenção anglo-francesa.

O ataque foi tratado como injustificado e causou uma onda de sentimento anti-russo na Europa Ocidental. Os governos e a opinião pública no Reino Unido e na França mostraram-se indignados e houve intenso clamor em favor da entrada destas potências na guerra.

Sinop forneceu ao Reino Unido e a França o “casus belli” para declaração de guerra contra o Império Russo e a intervenção em favor dos otomanos, embora, em última instância, a verdadeira motivação fosse conter a expansão russa de acordo com política de equilíbrio de poder e a possibilidade de obtenção de vantagens comerciais junto à “sublime porta”.

A campanha da imprensa na Inglaterra e na França buscou representar a batalha como um ataque inesperado ou uma emboscada; sendo esta posteriormente considerada como um exemplo de “manipulação de mídia”.

Considerada a última grande batalha naval da era dos navios à vela; a batalha de Sinop representou um marco para a estratégia de guerra naval no século XIX, evidenciando a eficácia da utilização dos obuses Paixhans que induziu o desenvolvimento dos navios encouraçados.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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