Caça às baleias nas Ilhas Feroe

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Baleias-piloto mortas em uma das baías das Ilhas Feroe

A caça às baleias nas Ilhas Feroe, no Atlântico Norte, tem sido praticada desde o tempo dos primeiros assentamentos nórdicos nas ilhas e é regulada pelas autoridades locais.[1] Anualmente, centenas de baleias-piloto-de-aleta-longa (Globicephala melenas) e alguns golfinhos-de-laterais-brancas-do-atlântico (Lagenorhynchus acutus)[2] são mortos, principalmente durante o verão. As caçadas, chamadas de grindadráp no idioma feroês, não são comerciais e são organizados pela própria comunidade. Os caçadores primeiro cercam um grupo de baleias-piloto no mar com um grande semicírculo formado por barcos. Os barcos então levam as baleias-piloto até uma baía ou para o fundo de um fiorde, onde todas são abatidas por habitantes locais.

Os registros de caças às baleias nas ilhas datam de 1584 e a atividade é regulada pelas autoridades locais, mas não pela Comissão Baleeira Internacional, pois há divergências sobre a autoridade legal desta comissão para regular a caça de cetáceos.[3] Uma lança é usada para cortar a medula espinhal dos animais, que também serve a maior parte de sangue para o cérebro, garantindo tanto a perda de consciência e morte em poucos segundos. A lança espinal tem sido introduzida como equipamento padrão preferido para matar as baleias piloto e tem reduzido o tempo de morte das baleias para uma média entre 1 e 2 segundos.[4]

Este tipo de atividade é legal e fornece alimento para muitas pessoas que moram nas ilhas.[5][6] No entanto, apesar da população local considerar a caça uma parte importante de sua cultura e da história das ilhas, grupos de direitos dos animais, como a Sea Shepherd Conservation Society, criticam as caçadas como sendo cruéis e desnecessárias. As discussões sobre a sustentabilidade da caça às baleias-piloto nas Ilhas Faroe também é outro fator apontado, mas com uma captura média de longo prazo de cerca de 800 baleias-piloto por ano, o impacto não é considerado significativo sobre a população de baleias.[7][8]

Referências

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 16 de agosto de 2014. Arquivado do original em 8 de agosto de 2014 
  2. «Grinds de 2000 à 2013». www.whaling.fo/ Catch figures. Consultado em 3 de fevereiro de 2014. Arquivado do original em 3 de fevereiro de 2014 
  3. Brakes, Philippa (2004). «A background to whaling». In: Philippa Brakes, Andrew Butterworth, Mark Simmonds & Philip Lymbery. Troubled Waters: A Review of the Welfare Implications of Modern Whaling Activities (PDF). [S.l.: s.n.] p. 7. ISBN 0-9547065-0-1 
  4. «Whaling.fo». Consultado em 1 de setembro de 2014. Arquivado do original em 4 de setembro de 2014 
  5. «Whales and whaling in the Faroe Islands». Faroese Government. Consultado em 5 de dezembro de 2006. Arquivado do original em 12 de junho de 2008  |archiveurl= e |arquivourl= redundantes (ajuda); |archivedate= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |accessdate= e |acessodata= redundantes (ajuda)
  6. Chrismar, Nicole (28 July 2006). «Dolphins Hunted for Sport and Fertilizer». ABC News. Consultado em 21 de julho de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. Whaling.fo
  8. Whaling.fo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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