Capim-mombaça

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPanicum maximum
Panicum maximum.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: monocotiledóneas
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Panicum
Espécie: P. maximum
Nome binomial
Panicum maximum
Jacq.
Sinónimos
Urochloa maxima (Jacq.) R. Webster[1]

Panicum maximum (capim-mombaça), Megathyrsus maximus desde 2003, é uma espécie de planta com flor pertencente à família Poaceae. É uma planta tropical de origem africana lançada pela Embrapa em 1994.

A autoridade científica da espécie é Jacq., tendo sido publicada em Icones Plantarum Rariorum 1: 2, pl. 13. 1781.[2]

O capim-mombaça é uma espécie de gramínea que atinge até 1,65 m de altura e tem folhas quebradiças.[3]

Usos[editar | editar código-fonte]

Adubo Verde[editar | editar código-fonte]

O capim-mombaça é um capim utilizado como adubo verde, não só pelo seu rápido e vigoroso crescimento após o corte, mas também por ter uma tolerância maior ao sombreamento do que a maioria dos capins. Assim, na agricultura sintrópica e em sistemas agroflorestais é possível fazer consórcios de plantas onde as "ruas", ou entrelinhas, são de capim-mombaça e as leiras - linhas de árvores e/ou hortaliças - são de várias espécies que serão beneficiadas pelo acumulo de matéria orgânica em suas bordas, a partir do constante corte e manejo. Dessa forma, ao longo do tempo, aumenta-se o percentual de matéria orgânica no solo, a microbiota, e a fertilidade.[4][5][6]

Forragem[editar | editar código-fonte]

É um capim considerado de boa palatabilidade e nutritivo para o consumo animal, como forragem. O consumo de P. maximum, como matéria seca, foi relacionado em experimentos com o ganho de peso dos animais.[7]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente no Arquipélago da Madeira.

Em termos de naturalidade é introduzida na região atrás indicada.

Protecção[editar | editar código-fonte]

Encontra-se/Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia, nomeadadamente pelo Anexo da Directiva Habitats e pelo Anexo da Convenção sobre a Vida Selvagem e os Habitats Naturais na Europa e pelo.

Referências

  1. LONGHI-WAGNER, H. M.; BITTRICH, V.; WANDERLEY, M. G.; SHEPERD, G. J. Poaceae. In: WANDERLEY, M. G.; SHEPERD, G. J.; GIULIETTI, A. M. (coord.). Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. vol. 1. São Paulo: FAPESP: HUCITEC, 2001. link.
  2. Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 7 de Outubro de 2014 <http://www.tropicos.org/Name/25509812>
  3. Gramíneas Forrageiras - Capim-mombaça
  4. SANTOS, Rafael Virginio dos (2019). Produção de fitomassa e acúmulo de nutrientes por espécies adubadeiras em um Sistema Agroflorestal Sucessional. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduaçãoem Agroecologia e Desenvolvimento Rural. UFSCar. Araras, SP.
  5. COUTO, Aruana Vargas (2017). Consórcios olerícolas baseados na sucessão vegetal: um experimento em hortas sintrópicas. Dissertação submetida ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina. UFSC. Florianópolis.
  6. REBELLO, José Fernando dos Santos (2018). Princípios de Agricultura Sintrópica segundo Ernst Götsch.
  7. EUCLIDES, Valéria Pacheco Batista; THIAGO, Luiz Roberto Lopes de S.; MACEDO, Manuel Claudio Motta; OLIVEIRA, Marcelo Paschoal de. (1999). Consumo voluntário de forragem de três cultivares de Panicum maximum sob pastejo. Revista Brasileira de Zootecnia, 28(6), 1177-1185.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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