Carga viral

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Nas primeiras semanas de infecção por HIV, o vírus pode chegar a 1 milhão de cópias por ml, mas logo reduz para cerca de 1.000/ml e começa a subir mais lentamente. Conforme os anos passam a carga ultrapassa 100.000/ml e os primeiros sintomas podem começar. O risco do organismo depende da taxa de CD4+, que é considerado vulnerável quando está abaixo de 200.[1]

A carga viral é o termo técnico para a concentração de um vírus em um paciente infectado[2]. Ela pode ser medida por exames que contam a quantidade de vírus presente em uma certa quantidade de sangue. Normalmente, a quantidade de cópias de RNA viral presente em uma amostra de plasma sanguíneo é estimada após o teste de PCR quantitativo em tempo real. Testes de carga viral comuns são para o HIV tipo 1, citomegalovírus, vírus da hepatite B e vírus da hepatite C.[3]

A carga viral influencia diretamente o quanto um paciente infectado com o vírus pode contagiar outras pessoas. Quanto maior a carga viral, maior a capacidade de contágio.[2][4] Além disso, a carga viral está ligada a progresão da doença, com cargas virais mais altas causando doenças mais graves.[5] As medidas sanitárias (como a de distanciamento físico) tomadas na Itália durante a Pandemia de COVID-19 foram sucedidas por uma diminuição na carga viral média dos pacientes.[5] Uma explicação para esse achado é que com menos contato com pessoas infectadas, a quantidade de vírus inicial de cada paciente pode ter sido mais baixa.[6]

Testes de carga viral para o SARS-CoV-2, patógeno da COVID-19, são úteis para acompanhar o progresso da doença. Contudo, é preciso cuidado quando a carga viral é estimada a partir de amostras coletas da boca ou nariz por cotonete, pois essa carga pode oscilar bastante.[7]


Utilização[editar | editar código-fonte]

A carga viral é aferida por exames quantitativos, sendo mais precisa que exames qualitativos como a PCR (que apenas detecta a presença ou ausência de ácidos nucleicos específicos).[8]

Utilizando exames regulares de carga viral é possível verificar o estágio da doença e a eficiência de um tratamento. Quanto maior a carga viral, mais provável que os sintomas apareçam e causem problemas. Exames regulares permitem verificar se um tratamento está sendo eficaz caso haja uma diminuição significativa da carga viral e manutenção da carga viral próxima a zero nos meses posteriores.[8]

Como lida com grandes números pode ser medida em exponencial ou em logaritmos de 10, assim: 10 = log1 = 10 elevado a 1; 100 = log2 = 10 elevado a 2; 1000 = log3 = 10 elevado a 3... 10.000.000 = log7 = 10 elevado a 7. Dessa forma logaritmo com base 10 mede aproximadamente o "número de zeros" em uma contagem.[8]

Referências

  1. U.S. Department of Health and Human Services. 2009. HIV and Its Treatment: What You Should Know. Available for download from http://aidsinfo.nih.gov/contentfiles/HIVandItsTreatment_cbrochure_en.pdf
  2. a b «Coronavírus: o que é a carga viral dos pacientes e por que ela coloca os profissionais de saúde em risco». G1. Consultado em 30 de junho de 2020 
  3. Puren, Adrian; Gerlach, Jay L.; Weigl, Bernhard H.; Kelso, David M.; Domingo, Gonzalo J. (2010). "Laboratory Operations, Specimen Processing, and Handling for Viral Load Testing and Surveillance". The Journal of Infectious Diseases 201: S27–36. doi:10.1086/650390. PMID 20225943.
  4. «Cientista alerta para risco de 'carga viral' maior no contágio em família». BBC News Brasil. 6 de maio de 2020 
  5. a b «Estudo italiano mostra carga viral de pacientes com Covid-19 menor em maio do que abril». G1. Consultado em 30 de junho de 2020 
  6. «Estudo italiano mostra carga viral de pacientes com Covid-19 menor em maio do que abril». G1. Consultado em 30 de junho de 2020 
  7. «Diagnóstico laboratorial do coronavírus (SARS-CoV-2) causador da COVID-19 : SBAC». www.sbac.org.br. Consultado em 30 de junho de 2020 
  8. a b c http://www.unidosvenceremos.com.br/carga.htm