Castelo de Hiroshima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Castelo de Hiroshima
広島城
Estilo dominante Castelo japonês
Início da construção 1592
Fim da construção 1599
Restauro 1958 (reconstrução)
Proprietário inicial Ichimonjimitsuboshi.svg Clã Mōri (1592-1600)
Função inicial Residência
Proprietário atual Governo do Japão
Função atual Museu histórico
Geografia
País  Japão
Cidade Hiroshima
Coordenadas 34° 24' 10" N 132° 27' 33" E
Parte do ninomaru reconstruído
Parte do castelo reconstruído
Pedra mapa memorial
Vista do castelo reconstruído

O Castelo de Hiroshima (広島城, Hiroshima-jō?), ás vezes chamado de Castelo Carpa (鯉城, Rijō), é um castelo em Hiroshima que serviu de casa para o daimiô do feudo (han) de Hiroshima. O castelo foi reconstruído na década de 1590, mas foi destruído pela bomba atômica em 6 de agosto de 1945. Foi reconstruído em 1958 como uma réplica do original, agora servindo como um museu da história de Hiroshima antes da Segunda Guerra Mundial.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O castelo antes de ser destruído pelo bombardeio atômico.

Mōri Terumoto, um dos Go-Tairō de Toyotomi Hideyoshi, construiu o Castelo de Hiroshima entre 1589 e 1599. Era localizado na delta do Rio Ota. Não havia cidade naquela época, e a área era chamada Gokamura ("cinco vilas"). No início de 1591, Mōri governava nove províncias a partir deste castelo, incluindo o que são agora as prefeituras de Shimane, Yamaguchi, Tottori, Okayama e Hiroshima.[1]

Quando a construção do castelo começou, Gokamura foi renomeada como Hiroshima, um nome mais expressivo. "Hiro" foi tirado de Ōe no Hiromoto, um ancestral da família Mōri, e "Shima" foi tirado de Fukushima Motonaga, que ajudou Mōri Terumoto a escolher o local do castelo. Alguns afirmam que o nome "Hiroshima", que significa "ilha larga", vem da existência de muitas ilhas largas na delta do Rio Ota, próximo ao castelo.[1]

Seguindo a Batalha de Sekigahara em 1600, Mōri foi forçado a sair do castelo, indo para Hagi na atual Prefeitura de Yamaguchi. Fukushima Masanori se tornou senhor das províncias de Aki e Bingo (atuais territórios da Prefeitura de Hiroshima). O Xogunato Tokugawa proibiu construções de castelos sem a permissão de Edo; isso servia para o xogunato evitar que os daimiôs ganhassem poder e o destronassem. Quando Fukushima reparou o castelo após uma inundação em 1619, foi despachado para Kawanakajima na atual Nagano. Asano Nagaakira se tornou então senhor deste castelo. De 1619 até a abolição do sistema feudal durante a Restauração Meiji (1869), a família Asano governava as províncias de Aki e Bingo.[1]

Após a Restauração Meiji, o castelo serviu como instalação militar, e o Quartel General Imperial foi lá durante a Primeira Guerra Sino-Japonesa entre 1894-1895. As fundações de muitas dependências do quartel permanecem lá até hoje.[1]

Durante os meses finais da Segunda Guerra Mundial, o castelo serviu de quartel general para o 2° Exército Geral e a Quinta Divisão, postas lá para deter uma possível invasão Aliada. O castelo foi destruído pelo bombardeio atômico de 6 de agosto de 1945, e por muitos anos, que a estrutura do castelo havia se transformado em cinzas pela explosão que destruiu Hiroshima, mas descobertas recentes revelam que a explosão apenas destruiu os pilares inferiores, e o resto desabou por conta disso.[2]

A torre atual, construída em grande parte de concreto, foi concluída em 1958

Daimiôs de Hiroshima[editar | editar código-fonte]

  1. Mon Nagai Kujira.jpg Mōri Terumoto (1591–1600)*; 1.120.000 koku*[1]
  2. Alex K Hiroshima Fukushima (color).svg Fukushima Masanori (1600–1619); 498.223 koku
  3. Kamon Asano-svg.svgAsano Nagaakira (1619–1632); 426.500 koku**
  4. Kamon Asano-svg.svgAsano Mitsuakira (1632–1672)
  5. Kamon Asano-svg.svgAsano Tsunaakira (1672–1673)
  6. Kamon Asano-svg.svgAsano Tsunanaga (1673–1708)
  7. Kamon Asano-svg.svgAsano Yoshinaga (1708–1752)
  8. Kamon Asano-svg.svgAsano Munetsune (1752–1763)
  9. Kamon Asano-svg.svgAsano Shigeakira (1763–1799)
  10. Kamon Asano-svg.svgAsano Narikata (1799–1830)
  11. Kamon Asano-svg.svgAsano Naritaka (1831–1858)
  12. Kamon Asano-svg.svgAsano Yoshiteru (1858–1858)
  13. Kamon Asano-svg.svgAsano Nagamichi (1858–1869)
  14. Kamon Asano-svg.svgAsano Nagakoto (1869–1871)[1]

*Os anos listados são apenas os que o senhor ocupou o Castelo de Hiroshima, não os anos de sua vida.

**Todos os senhores após Asano Nagaakira tiveram os mesmos 426.500 koku.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O castelo foi originalmente feito de madeira, principalmente pinheiro, e tinha asas anexadas para leste e para sul. Foi finalizado em alguma data entre 1592 e 1599, e foi designado Tesouro Nacional em 1931. O castelo reconstruído tem uma torre principal (tenshu) apenas, que é feita principalmente de concreto reforçado. Seus cinco andares ficam a 26.6 metros acima da fundação de pedra, que possui 12.4 metros a partir do chão. Entretanto, em 1994, um portão e uma torre foram reconstruídos em madeira usando os métodos originais.[3]

Um excelente exemplo de hirajiro ou castelo de terra plana, o Castelo de Hiroshima teve três fossos concêntricos além do Rio Ota ao oeste, que formava uma barreira natural. Os outros dois fossos foram enchidos durante o final do século XIX e o início do século XX, e muito do que foram os terrenos do castelo agora são uma moderna área urbana, com casas, escolas, escritórios e lojas. Um certo número de construções secundárias do castelo e torres, uma vez estiveram lá, e um santuário xintoísta chamado Hiroshima Gokoku Jinja está localizado dentro do fosso mais interior, tendo sido movido para lá depois de 1945.[3]

Dentro das muralhas do castelo, três árvores sobreviveram a explosão atômica: um eucalipto e um salgueiro há 740 metros do centro da explosão,[4] e um azevinho há aproximadamente 935 m do hipocentro. As espécimes estão logo depois do Honmaru. Também dentro do Honmaru está o bunker de concreto no qual a primeira transmissão de rádio de Hiroshima após o bombardeio foi feita.[3]

Referências