Cayetano Ordóñez

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Estátua de Niño de la Palma, em Ronda

Cayetano Ordoñez y Aguilera (Ronda, 4 de janeiro de 1904Madrid, 30 de outubro de 1961) foi um matador de touros espanhol.

Conhecido como El Niño de la Palma — La Palma era o nome da sapataria do seu pai, na cidade de Ronda — Cayetano mudou-se com a família para La Linea de la Concepción, aos 13 anos. Aí começou a acorrer às tentas nas ganadarias da província de Cádiz, fascinando-se com o toureio. A escassez de oportunidades levaria o jovem a entrar numa arena, como espontâneo, em Ceuta.[1]

Conseguirá finalmente uma oportunidade para se apresentar, na tarde de 5 de outubro de 1918, em La Linea. Apesar de aquela se tratar de uma atuação de toureiros cómicos, casou a boa impressão suficiente para iniciar o seu trajeto como novilheiro. Aos 20 anos, na tarde de 5 de outubro de 1924, debutava na Real Maestranza de Sevilha, e no ano seguinte, em 28 de maio de 1925, apresentava-se na Monumental de Las Ventas, Madrid.[2]

A 11 de junho de 1925 voltaria a pisar a arena da Real Maestranza de Sevilha, para receber a alternativa de matador de touros, que lhe concedeu o incontornável Juan Belmonte, com o testemunho de José García Carranza (Pepe Algabeño), sendo os touros de Félix Suárez.[3]

No mês seguinte, em 16 de julho de 1925, o Niño de la Palma, voltou à arena de Las Ventas para a confirmação da alternativa, integrando-se numa corrida celebrada em benefício da Associação da Imprensa, em que também atuaram o mexicano Luis Freg Castro, Nicanor Villalta y Serrés e Manuel Báez (Litri), com reses de Vicente Martínez e Esteban Hernández. Cayetano cortou uma orelha nessa tarde[4]

Toureiro de mando e elegância, ainda que irregular, logrou encabeçar as estatísticas (escalafón) das praças espanholas nos anos de 1926, com 78 corridas, e de 1927, com 65 corridas.[5]

Em 1954, para celebrar o bicentenário do nascimento de Pedro Romero, Cayetano Ordóñez criou a primeira corrida goyesca de Ronda, em que participou alternando com Antonio Bienvenida e César Girón.[6]

Casado desde 1920 com a cantora e atriz María Consuelo Araujo de los Reyes (1904-1978), foi pai de seis filhos (cinco rapazes e uma rapariga). Dos cinco rapazes, três foram matadores de touros e dois foram bandarilheiros; Cayetano (que herdou o apodo de El Niño de la Palma), Antonio e José Ordóñez, matadores; Juan e Alfonso Ordóñez Araujo, bandarilheiros.[7]

Referências

  1. «Aplausos». www.aplausos.es 
  2. «MCN Biografias». www.mcnbiografias.com 
  3. «MCN Biografias». www.mcnbiografias.com 
  4. .«MCN Biografias». www.mcnbiografias.com 
  5. «Opiniones de Cayetano Ordóñez». www.datuopinion.com 
  6. «Opiniones de Cayetano Ordóñez». www.datuopinion.com 
  7. «Opiniones de Cayetano Ordóñez». www.datuopinion.com 
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