Cecília Bowes-Lyon

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Cecília
Condessa de Strathmore e Kinghorne
Marido Claude Bowes-Lyon (1881–1938; sua morte)
Descendência Violet Hyacinth Bowes-Lyon
Mary Frances Bowes-Lyon
Patrick Bowes-Lyon, 15° Conde de Strathmore e Kinghorne
John Bowes-Lyon
Alexander Francis Bowes-Lyon
Fergus Bowes-Lyon
Rose Constance Bowes-Lyon
Michael Claude Hamilton Bowes-Lyon
Elizabeth Bowes-Lyon
David Bowes-Lyon
Nome completo
Cecilia Nina Cavendish-Bentinck
Nascimento 11 de setembro de 1862
  Belgravia, Westminster, Londres,
Reino Unido
Morte 23 de junho de 1938 (75 anos)
  Cumberland Mansions, Bryanston Street, Londres, Reino Unido
Enterro Castelo de Glamis, Escócia
27 de junho de 1938
Pai Charles Cavendish-Bentinck
Mãe Louisa Burnaby

Nina Cecília Bowes-Lyon, Condessa de Strathmore e Kinghorne, nascida Cecília Cavendish-Bentinck, (Londres, 11 de setembro de 1862 - Londres, 23 de junho de 1938) foi a mãe da rainha Isabel Bowes-Lyon (mais tarde conhecida como Rainha-Mãe) e avó materna e madrinha da rainha Isabel II do Reino Unido. Foi esposa de Claude Bowes-Lyon, 14.º Conde de Strathmore e Kinghorne.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cecilia nasceu em Belgravia, Westminster, Londres.[1] Era a filha mais velha de Charles Cavendish-Bentinck (neto do primeiro-ministro William Cavendish-Bentinck, 3.º duque de Portland) e da sua esposa, Louisa.

Em 16 de julho de 1881, casou-se com Claude Bowes-Lyon, Lord Glamis, em Petersham, Surrey e o casal teve dez filhos.[2] Claude herdou o título de Conde de Strathmore e Kinghorne do seu pai em 1904, o que levou a que Cecilia se tornasse Condessa de Strathmore e Kinghorne.

As propriedades dos Strathmore incluíam duas mansões: o Castelo de Glamis e St Paul's Walden Bury. Cecilia foi uma anfitriã capaz e gregária que tocava o piano excecionalmente bem. Ela geria as suas casas com um cuidado meticuloso e uma abordagem prática e foi ela que fez o projeto do Jardim Italiano em Glamis.[3] Cecilia era profundamente religiosa, uma boa jardineira e bordadeira e gostava de ter uma vida familiar calma.[4]

Durante a Primeira Guerra Mundial, os condes de Strathmore converteram o Castelo de Glamis num hospital de convalescença para soldados feridos. Cecilia teve um papel ativo no hospital até lhe ser diagnosticado um cancro.[5] Em outubro de 1921, Cecilia fez uma histerectomia.[5] Em janeiro de 1923, celebrou o noivado da sua filha mais nova, Elizabeth, com o filho do rei, o príncipe Alberto, duque de Iorque, mais tarde Jorge VI.[4]

Durante a crise da abdicação de Eduardo VIII, alguns jornalistas pediram-lhe que posasse para uma fotografia, ao que Cecilia terá respondido: "Não vale a pena desperdiçar uma fotografia comigo".[4] Na coroação do seu genro e filha, o conde e a condessa ficaram sentados no camarote real, ao lado da família real.

Cecilia sofreu um ataque cardíaco em abril de 1938 durante o casamento da sua neta, Anne Bowes-Lyon, com Thomas, visconde de Anson.[5] Morreu oito semanas depois com 75 anos de idade em Londres. Na altura, quatro dos seus dez filhos já tinham falecido. Foi enterrada no Castelo de Glamis em 27 de junho de 1938.

Filhos[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Morte Idade Observações
Hon. Violet Hyacinth Bowes-Lyon 17 de abril de 1882 17 de outubro de 1893 11 anos Foi nomeada a partir das flores preferidas do conde; morreu de difteria e foi enterrada na Igreja de Ham. Ela não tinha o título de "Lady", porque seu pai não havia herdado o condado ainda.
Mary Frances Bowes-Lyon 30 de agosto de 1883 8 de fevereiro de 1961 77 anos Casou-se em 1910 com Sidney Elphinstone, 16.º Lorde Elphinstone.
Patrick Bowes-Lyon, Lord Glamis
(depois 15.º e 2.º Conde de Strathmore e Kinghorne)
22 de setembro de 1884 25 de maio de 1949 64 anos Casou-se em 1908 com Dorothy Osborne, filha de George Osborne, 10.º Duque de Leeds.
John Bowes-Lyon 1 de abril de 1886 7 de fevereiro de 1930 53 anos Casou-se em 1914 com Fenella Hepburn-Stuart-Forbes-Trefusis, filha de Charles Hepburn-Stuart-Forbes-Trefusis, 21.º Barão Clinton.

Foi tenente da Guarda Negra durante a Primeira Guerra Mundial.

Alexander Francis Bowes-Lyon 14 de abril de 1887 19 de outubro de 1911 24 anos Morreu solteiro, durante seu sono, por causa de um tumor na base do cérebro.
Fergus Bowes-Lyon 18 de abril de 1889 26 de setembro de 1915 26 anos Casou-se em 1914 com Christian Dawson-Damer, filha de Lionel Dawson-Damer, 5.º Conde de Portarlington.

Foi capitão da Guarda Negra durante a Primeira Guerra Mundial.

Foi morto na Batalha de Loos.

Rose Constance Bowes-Lyon 6 de maio de 1890 17 de novembro de 1967 77 anos Casou-se em 1916 com William Leveson-Gower, 4.º Conde Granville.
Michael Claude Hamilton Bowes-Lyon 1 de outubro de 1893 1 de maio de 1953 59 anos Casou-se em 1928 com Elizabeth Cator; morreu de asma e de problemas cardíacos em Bedfordshire. Foi um prisioneiro de guerra durante a Primeira Guerra Mundial.
Elizabeth Bowes-Lyon 4 de agosto de 1900 30 de março de 2002 101 anos Casou-se em 1923 com o príncipe Albert, Duque de York, futuro rei Jorge VI. Viúva, ficou conhecida como a rainha mãe.
David Bowes-Lyon 2 de maio de 1902 13 de setembro de 1961 59 anos Casou-se em 1929 com Rachel Clay.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Davies, Edward J., "Some Connections of the Birds of Warwickshire", The Genealogist, 26(2012):58–76
  2. Civil Registration Indexes: Marriages General Register Office, England and Wales Jul–Sep 1881 Richmond, Surrey vol. 2a, p. 549; White, G. H. (1953) The Complete Peerage: Volume XII Part I, p. 402. (St. Catherine Press, London)
  3. Forbes, Grania, My Darling Buffy: The Early Life of The Queen Mother (Headline Book Publishing, 1999) ISBN 978-0-7472-7387-5
  4. a b c The Times (London) Thursday, 23 June 1938; p. 16; col. D
  5. a b c Vickers, Hugo, Elizabeth: The Queen Mother (Arrow Books/Random House, 2006) ISBN 978-0-09-947662-7