Síndrome de couvade

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A síndrome de couvade (do francês couver, "incubar", "chocar")[1] é um mal que afeta alguns homens durante a gravidez de sua mulher. Em geral, a síndrome se manifesta no homem ou pessoas bem próximas à grávida, com a aparição dos sintomas da gravidez próprios da mulher gestante. No âmbito da antropologia, contudo, o termo couvade (cuvád) tem outro sentido, remetendo a um costume dos índios sul-americanos de os maridos se deitarem dias inteiros após o parto de suas esposas.[2][3]

Na medicina moderna[editar | editar código-fonte]

Características[editar | editar código-fonte]

O mal pode aparecer nos homens por volta do terceiro mês de gravidez ou próximo ao parto. A probabilidade de experimentá-la é de 10% se a gravidez é normal e de 25% se é de risco, seja em maior ou menor grau. À parte os sintomas de gravidez, pode-se sentir, também, ciúmes e temores pela chegada da criança e estresse ante a responsabilidade de estar com uma mulher diferente devido às mudanças hormonais que esta sofre pela gravidez (principalmente as mudanças no estado de humor).

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Alguns sintomas que podem aparecer no homem que sofre de tal síndrome:

Na antropologia[editar | editar código-fonte]

Na antropologia, a couvade é o conjunto de interdições e de ritos característicos da cultura de determinados povos — como os indígenas sul-americanos — que um homem está obrigado a realizar durante a gravidez da mulher e logo após o nascimento da criança, quando a mulher sai diretamente para suas obrigações e o homem se deita ritualisticamente para "sofrer" o resguardo.[4][5][nota 1] O termo equivalente na língua portuguesa para este costume é recolhimento.[6]

Notas

  1. Há controvérsias na antropologia sobre a existência de tal costume também entre os bascos.[4]

Referências

  1. FERREIRA, Aurélio B.H. (1986). Verbete: couvade Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Nova Fronteira [S.l.] p. 492. 
  2. Da redação (1966). Revista Visão [S.l.] pp. 14–26.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 492.
  4. a b WEBSTER, Rev. Wentworth (1976). Basque Legends With an Essay on the Basque Language Library of Alexandria [S.l.] ISBN 9781613102237. 
  5. FROST, Everett L.; ADAMSON HOEBEL, Edward (2006). Antropologia Cultural e Social Editora Cultrix [S.l.] p. 470. ISBN 9788531600173. 
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 492.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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