Cozinheiro Nacional

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Cozinheiro Nacional é um livro de culinária brasileira do século XIX.

A obra[editar | editar código-fonte]

O Cozinheiro Nacional é o segundo livro de culinária e gastronomia a ser editado no Brasil, após a publicação do Cozinheiro Imperial em 1840, na segunda metade do século XIX pela casa editora B. L. Garnier, Rio de Janeiro, mas impresso na sua gráfica na cidade de Paris.

Com autoria ainda indeterminada, Augusto Victorino Alves Sacramento Blake, em seu Diccionario Bibliographico Brazileiro‎, de 1900, atribui a Paulo Salles a sua realização como escritor da editora de Baptiste Louis Garnier, além de outras obras.

Título completo da 3a. edição melhorada, de 1889: Cozinheiro Nacional ou Collecção das Melhores Receitas das Cozinhas Brasileira e Européas para a preparação de sopas, molhos, carnes, caça, peixes crustáceos, ovos, legumes, pudins, pastéis, doces de massa e conservas para sobremesa; Acompanhado das Regras de servir a mesa e de trinchar.

A principal característica do Cozinheiro Nacional foi a de ter um vasto receituário de uma "…cozinha em tudo Brazileira…", onde preponderam os ingredientes brasileiros e receitas de influência indígena, diferenciando-se do Cozinheiro Imperial, onde a culinária brasileira apresentada a partir da 5a. edição, de 1866, é de influência nitidamente africana.

Teve vida prolongada, e ainda não se conhece a data exata de sua primeira edição. Mas provavelmente se situa entre 1874 e 1878[carece de fontes?]. O livro possui receitas de animais hoje proibidos de se consumir e ensina como conservar alimentos sem geladeira.

Edições[editar | editar código-fonte]

No ano de 1882, o Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, em seu número do dia 17 de junho, estampa o anúncio de venda de seus exemplares.

A Biblioteca Nacional da França tem em seus catálogos a 2a edição, de 1885, a 3a de 1889 e a 4a edição datada de 1892. Segundo Sacramento Blake[1], no final do século XIX, a editora Garnier em 1899, lança a quinta edição. Ganha sua sétima edição em 1907 e a 10a edição em 1910. A sétima edição, de 1907, foi reeditada no ano de 2008, por Geraldo Gerson de Souza e Maria Cristina Marques (org.), Editoras SENAC e Ateliê Cultural, São Paulo. ISBN 9788573597097.

Notas

  1. Diccionario biobliographico brasileiro, de Augusto Victorino Alves Sacramento Blake:1900, pg. 366

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRUIT, Hector H. As Páginas do Sabor. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Editora Vera Cruz. Ano 3, nº 29. Março de 2006.
  • COUTO, Cristiana. Arte de Cozinha: Alimentação e Dietética em Portugal e no Brasil (séculos XVII-XIX). São Paulo: Editora Senac. 2007. ISBN 978-85-7359-584-0
  • WATZOLD, Tim. "A Proclamação da cozinha brasileira como parte do processo de formação da identidade nacional no Império do Brasil 1822-1889". Belo Horizonte: TCS Editora. 2012. ISBN 978-3-88559-093-4 (ISBN da Versão Alemã de 2011)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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