Cultura Ceros-Siros

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Cultura Ceros-Siros[1] ou Keros-Syros (2650 - 2450/2 400 a.C.) foi uma cultura pertencente ao complexo cultural Civilização Cicládica. É caracterizada por pequenos assentamentos murados e de curta duração compostos por edifícios de alvenaria de dois andares (em Delos há edifícios pequenos organizados em quartos com os cantos arredondados) e cemitérios extramurais;[2] há edifícios construídos fora dos muros das fortificações.[3] Seus túmulos eram semelhantes, embora maiores, do que os da Cultura Grota-Pelos[4] e eram planos circulares ou retangulares feitos inteiramente de pedra com tampos e entradas falsas; inumações simples são generalizadas, embora haja inumações múltiplas.[2] Em Amorgos foram encontradas armas nas sepulturas.[4]

A cerâmica e escultura produzidas foram inspiradas e desenvolvidas a partir de modelos de culturas adjacentes.[3] Há três tipos de cerâmica: Cerâmica com padrões pintados (molheiras, jarras de bico, pixis e xícaras com pé) em branco e preto com ornamentos geométricos; Cerâmica solidamente pintada (molheiras e xícaras com pires); Cerâmica estampada e/ou incisa (jarras com pé, pixis globulares e frigideiras do tipo "Siros": não decorada com lado côncavo; com alça dupla; decoração na parte principal com carimbos, muitas vezes acompanhados por incisões de barcos e genitálias femininas) com ornamentos curvilíneos produzidos por carimbos circulares concêntricos, espirais e triangulares. Vasos zoomórficos são atestados.[5] Ídolos com braços dobrados aparecem pela primeira vez; imagens sentadas tocando harpa, imagens de pé com tubos e imagens de guerreiros vestindo um cinturão ou segurando punhais ou formas anômalas também foram identificados.[2]

A cultura Ceros-Siros também confeccionou vasos de pedra: mármore branco cinza-azulado para frigideiras e molheiras; jadeíta polida para xícaras em miniatura; xisto clorito para pequenas caixas com tampa e píxides com motivos em relevo baixo, com espirais ou padrões incisos, como espinhas de peixe e triângulos. Chumbo, cobre e prata foram utilizadas para a produção de pinças, punhais, enxós e anzóis.[2]

A pirataria, uma prática até então corriqueira, deixa de ser praticada. Além disso, nessa fase cultural os ilhéus começaram a utilizar de barcos a remo,[6] o que lhes garantiu maior mobilidade e uma gama maior de possibilidades e lugares a alcançar.[7]

Referências

  1. Vega 1998, p. 40.
  2. a b c d «The Early Cycladic Period» (em inglês). Consultado em 30 de janeiro de 2012 
  3. a b Fitton 1989, p. 40-41.
  4. a b Fitton 1989, p. 43-44.
  5. Fitton 1989, p. 45-49.
  6. Höckmann 1987, p. 65.
  7. Höckmann 1987, p. 66.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Fitton, J. Lesley (1989). Cycladic Art. [S.l.]: British Museum Press. ISBN 0714121606 
  • Vega, María José Hidalgo de la (1998). Historia de La Grecia Antigua. [S.l.]: Universidad de Salamanca. ISBN 8474818893 
  • Höckmann, Vgl. Olaf (1987). Frühbronzezeitliche Kulturbeziehungen im Mittelmeergebiet unter besonderer Berücksichtigung der Kykladen. [S.l.: s.n.]