Cupom de desconto

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Cupom ou Cupão de desconto e compra coletiva são expressões utilizadas para definir modelos de negócio surgidos para incrementar vendas de produtos ou serviços, sejam eles online ou offline.

História[editar | editar código-fonte]

A palavra cupom foi adaptada do francês couper que significa cortar. Ela apareceu no dicionário inglês pela primeira vez em 1822.[1] Os cupons de desconto ficaram conhecidos em 1887, quando o magnata Asa Candler usou, como estratégia de marketing para o lançamento da Coca-Cola, a distribuição vouchers impressos em revistas, que podiam ser trocados por refrigerantes grátis em stands de venda.[2] Esta estratégia, considerada agressiva na época, foi um dos fatores que resultaram no sucesso posterior da marca. Esta foi a primeira vez na história em que se teve notícia de cupons usados de forma efetiva para atrair clientes e expandir as vendas de um produto.

Nos anos 1930, o uso de cupons se espalhou durante a Grande Depressão americana, por pessoas que buscavam encontrar cereais e outros produtos que estavam em falta no mercado.[3] A partir das décadas de 40 e 50 grandes redes de supermercados e lojas de eletrodomésticos passaram a utilizar os cupons sistematicamente alcançando mais da metade das famílias americanas na década de 60. Hoje a cultura dos cupons em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido é tão comum que existe até mesmo um programa de TV no canal TLC chamado “Extreme Couponing”[4] que mostra a rotina de pessoas que fazem de tudo para conseguir acumular cupons para comprar produtos com desconto. No Brasil o programa é exibido no canal Discovery Home And Health.

O comércio eletrônico no Brasil[editar | editar código-fonte]

A cultura de cupons nos mercados e lojas no Brasil não decolou por que nos anos 60, 70 e principalmente nos anos 80 a inflação alta, inviabilizava a oferta de cupons de desconto, uma vez que a economia oscilava e os preços mudavam quase que diariamente.[5] Desde o final dos anos 90, o comércio eletrônico aumentou significativamente a popularidade dos cupons de desconto, se tornado uma ferramenta indispensável para muitos compradores. Segundo o Ibope Media o número de usuários na internet atingiu a marca de 105,1 milhões de pessoas no segundo trimestre de (mais de 50% da população) que movimentou, segundo a Câmara de Comércio Eletrônico, cerca de R$ 30 bilhões[6] de reais no Brasil em 2013 – crescimento de 25% em relação ao ano de 2012. Números mais recentes apontam para um faturamento em 2018 de R$ 53,2 bilhões, segundo levantamento feito pelo Ebit/Nielsen. Para 2019, a expectativa é de expansão de 15%, com vendas totais de R$ 61,2 bilhões.

Cupons de descontos online[editar | editar código-fonte]

Exemplo de cupom de desconto online

Os cupons de descontos são parte da vida dos internautas e mais do que nunca tem sido usado como uma chamariz de empresas que desejam aumentar suas chances de vendas no comércio eletrônico. O modelo de negócios se baseia no sistema de distribuição de cupons de descontos para determinados produtos ou até para toda uma loja.[7] Na maioria das vezes as plataformas oferecem os códigos gratuitamente, sem necessidade de cadastro por parte do usuário. A receita desses sites vem de uma pequena comissão em cima das transações originadas com os cupons.

Cashback ou dinheiro de volta[editar | editar código-fonte]

Essa é uma nova modalidade de descontos que consiste em devolver para o comprador parte do valor pago em compras começou no Brasil em 2008. Aproveitando a tendência de crescimento da busca por cupons de desconto, os sites de cashback também passaram a oferecer estas formas de economia para seus usuários.

Compra coletiva online[editar | editar código-fonte]

A compra coletiva é uma forma de conseguir um preço reduzido de um produto ou serviço devido ao volume de vendas que se consegue fazer do que se é oferecido.[8] É uma forma de vender por atacado com descontos que tornam o produto mais atraente para o cliente. Neste caso as empresas se encarregam em reunir compradores isolados até alcançar um número suficiente para que o vendedor aceite realizar descontos pelo preço estipulado.[9] O comprador individual tem somente que fazer seu pedido e esperar que haja um número mínimo de pessoas interessantes para que o desconto em questão seja aceito. Essas ofertas são ainda condicionado; são feitas por um determinado tempo e uma vez adquiridas terão uma data para serem consumidos ou utilizados. Os líderes de mercado de compras coletivas no Brasil são o Groupon e o Peixe Urbano. O modelo de negócios dessas empresas é o de apresentar descontos sobre os produtos ou serviços por diversas empresas locais, como por exemplo páginas que remetam a uma região específica, ajudando ao consumidor final a escolher as ofertas de serviço, por exemplo, mais próximas e que atendam melhor as suas necessidades.

Cupom de desconto versus compra coletiva[editar | editar código-fonte]

  1. Nas compras coletivas normalmente você precisa de um mínimo de compradores para que a compra seja efetuada.
  2. Nas compras coletivas o usuário precisa pagar um valor antes do consumo (upfront) para ter acesso ao desconto.
  3. As compras coletivas são focadas em serviços locais (restaurantes, spa..), já os cupons de desconto são focados em produtos de lojas virtuais.

Referências

  1. «coupon | Origin and meaning of coupon by Online Etymology Dictionary». www.etymonline.com (em inglês). Consultado em 13 de novembro de 2019 
  2. Thau, Barbara. «Americans Are Big Couponers, While The Chinese Are More Inclined To Shop Online For Deals». Forbes (em inglês). Consultado em 13 de novembro de 2019 
  3. O'Neill, Sharon (26 de março de 2010), Surviving during the Great Depression (em inglês), consultado em 13 de novembro de 2019 
  4. «TLC - Official Site». TLC (em inglês). Consultado em 13 de novembro de 2019 
  5. «Cupons de descontos viram mania na internet». Jornal do Comércio. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  6. http://www.dci.com.br/capa/comercio-online-deve-movimentar-r$-30-bi-id265298.html
  7. «Após fim da febre das compras coletivas, Groupon muda modelo de negócio». Terra. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  8. Felipini, Dailton (14 de dezembro de 2015). «Compra Coletiva - nova estratégia de e-commerce». E-commerce.org - Tudo sobre comércio eletrônico. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  9. «Como funcionam os sites de compras coletivas e quais cuidados devemos tomar». www.tecmundo.com.br. Consultado em 13 de novembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]